Apologia acerca das Relações Cinema e História

Éder Silveira

Resumo


O cinema esteve intimamente ligado à história desde seus primórdios. Podemos entendê-lo como a expressão artística mais bem acabada da era capitalista, uma vez que, ao contrario do teatro, da musica e da literatura nasce em seu seio.  Quando do seu nascimento possui recepção desigual, sendo, por um lado, execrado pelas camadas “mais refinadas” da sociedade, que colocavam em cheque seu valor artístico, quando, por outro lado, era adorado pelas massas, que se maravilhavam com as imagens que viam reproduzidas nas telas. Logo em suas primeiras décadas de existência, contudo, o cinema chama a atenção de líderes políticos que independentemente da matiz ideológica de seus governos, cobiçaram dominá-lo, instrumentalizá-lo para que servisse aos seus propósitos , buscando, através do poder de fruição que é o próprio filme, formar consenso popular através da imagem que se deseja construir de um povo, uma etnia,ou uma determinada classe social, para sob a aura da representação “doutrinar ou glorificar” usando as palavras de Marc Ferro, a massa de aficionados. Ainda assim, por muito tempo o cinema esteve esquecido pelo historiador, que não o entendia como um documento histórico, como um testemunho sobre a história de seu tempo. Ao longo deste pequeno artigo buscaremos lançar algumas bases, desenvolvidas principalmente pelo historiador francês Marc Ferro, para uma interpretação do filme como um depoimento vivo sobre a história de seu tempo.

 


Palavras-chave


História; Cinema; Novos pontos de vista

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