Protocolo de sepse em hospitais brasileiros: análise epidemiológica e insights clínicos
análisis epidemiológico y insights clínicos
DOI:
https://doi.org/10.5902/2236583493734Palavras-chave:
Choque séptico, Programa de controle de infecção hospitalar, Perfil epidemiológicoResumo
Esta carta discute a sepse, uma das principais causas de morte na América Latina, especialmente no Brasil, onde afeta significativamente pacientes pediátricos e adultos. Destaca a importância dos dados do estudo de Benetti et al. (2020), que revela a alta incidência de sepse em hospitais pediátricos, agregando resultados práticos brasileiros sobre a implementação do protocolo contra a doença no país. A sepse é uma causa evitável de morte em países de baixa e média renda (PBMR), com o Brasil desempenhando um papel central na abordagem do problema. Entre 2022 e 2023, uma pesquisa realizada pelo Antimicrobial Stewardship Group Brazil (ASP-BR) constatou que 61,4% dos 863 hospitais pesquisados possuíam protocolo de sepse. Notavelmente, 15,8% destes hospitais não dispunham de uma unidade de cuidados intensivos (UCI) e uma parte significativa dos hospitais nas zonas rurais tinha capacidades menores. O estudo destaca a necessidade de equipes multidisciplinares, especialmente enfermeiros, desempenharem um papel fundamental no início de protocolos de sepse. Em consonância com Benetti et al., a carta salienta a importância do reconhecimento oportuno da sepse durante a “hora de ouro” e da adesão às diretrizes da Campanha Sobrevivendo à Sepse. Apela também ao aumento dos recursos humanos e financeiros para combater eficazmente a sépsis, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A carta defende um sistema robusto para monitorizar os indicadores de saúde e melhorar os serviços de emergência e cuidados intensivos, posicionando a sépsis como uma emergência silenciosa que exige uma acção urgente por parte dos profissionais de saúde.
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Referências
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