Futuro Ancestral na arte digital e a instrumentalização da Internet pelo artivismo indígena

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/1983734896011

Palavras-chave:

Artivismo, Internet, Futuro Ancestral

Resumo

Neste artigo buscamos refletir sobre como artistas indígenas da geração digital usam a Internet não apenas como espaço de divulgação de suas obras, mas de criação e de resistência. A partir das considerações de Jaider Esbell sobre a práxis artivista indígena e sobre a instrumentalização das linguagens ocidentais por artivistas, analisamos obras de artistas como Jé Hãmãgãy e Auá Mendes em seus aspectos estéticos e formais que dialogam com as tradições ancestrais de suas culturas e técnicas da era digital. Refletimos sobre a influência da filosofia que defende um futuro ancestral sobre essas artistas e outres de sua geração, ao mesmo tempo que, considerando as críticas de teóricas como Linda Tuhiway Smith, procuramos entender como essas obras funcionam como contranarrativas às representações racistas hegemônicas na mídia brasileira.

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Biografia do Autor

Kalina Vanderlei Silva, Universidade de Pernambuco

Professora Associda da Universidade de Pernambuco, Livre-Docente pela UPE, Pós-Doutora pela Universidad de Salamanca, Doutora em História pela UFPE, Bolsista de Produtividade do CNPq.

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Publicado

2026-10-15

Edição

Seção

Dossiê – Artes Indígenas Contemporâneas: acontecimentos de uma década anunciada