Conceitos artísticos são armas e armadilhas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/1983734895836

Palavras-chave:

Arte indígena contemporânea, Campo artístico, Teoria da metáfora conceitual, Jaider Esbell, Pierre Bourdieu

Resumo

O artigo investigou o trajeto de dois conceitos: Arte Indígena Contemporânea e campo artístico. De cunho bibliográfico, utilizou-se da análise textual discursiva como metodologia de análise de dados para identificar metáforas conceituais nos discursos de artistas e pesquisadores. A Teoria da Metáfora Conceitual entende a metáfora não como figura de linguagem, mas como estrutura da atividade humana que se manifesta nos processos linguísticos a partir do mapeamento entre domínios: o domínio-fonte e o domínio-alvo. Estabelecendo-se como domínio-alvo a arte, constatou-se que os discursos acerca da inserção de artivistas indígenas nas instituições artísticas contemporâneas têm se estruturado a partir dos domínios-fonte da guerra, da luta e da disputa. Assim, a ideia de que os “conceitos artísticos são armas”, presente nas pesquisas de Pierre Bourdieu, se atualiza nas posições de artistas e pesquisadores-testemunhas com os discursos da “retomada territorial” e da “arena de disputas”. Por sua vez, o domínio-fonte da caça possibilita pensar os conceitos artísticos como armadilhas. Essa ideia é tributária do pensamento de Jaider Esbell, quando ele descreve a Arte Indígena Contemporânea como uma armadilha para armadilhas. Tal conceituação parece ser uma via alternativa para se pensar as relações sociais que se estabelecem no campo artístico na atualidade.

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Biografia do Autor

Celio Roberto Eyng, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Doutorado em Educação na UFPEL, Brasil (2016). Professor Associado na UNIOESTE, Brasil.

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Publicado

2026-08-05

Edição

Seção

Dossiê – Artes Indígenas Contemporâneas: acontecimentos de uma década anunciada