Mercados alimentares digitais e agricultura familiar: a experiência da COOPERCUC na comercialização e consumo de alimentos
DOI:
https://doi.org/10.5902/2359043293268Palavras-chave:
Agricultura Familiar, Cooperativismo, Intermediação positiva, Mercados DigitaisResumo
O objetivo deste trabalho foi analisar as dinâmicas e desafios enfrentados pela digitalização dos mercados da agricultura familiar e as contribuições do cooperativismo neste processo tendo como base a experiência da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC) situada no estado da Bahia. Os dados obtidos no estudo abrangem aplicação de um questionário à doze consumidores e dez agricultores, além de uma entrevista semiestruturada com um gestor da cooperativa. Os resultados da pesquisa apontam que os(as) agricultores(as) cooperados(as) possuem, em sua maioria, baixa escolaridade, população idosa e pouca familiaridade com o uso das tecnologias digitais, o que dificulta o seu envolvimento nos mercados digitais. Neste cenário, destaca-se o papel fundamental da cooperativa enquanto agente de intermediação positiva, facilitando a conexão entre a produção local e o consumo. Por parte dos consumidores, há uma avaliação positiva quanto à qualidade dos produtos, à experiência de compra digital e ao papel da COOPERCUC na promoção de uma alimentação saudável com identidade local. Conclui-se, portanto, que a digitalização dos mercados se mostra como um caminho importante para a comercialização da agricultura familiar quando isso ocorre de forma articulada a organizações coletivas, como é o caso das cooperativas.
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