A pandemia do COVID-19 impactou a saúde, o estresse emocional e financeiro de famílias do estado de São Paulo?
DOI:
https://doi.org/10.5902/2236583474257Palavras-chave:
Pandemia, COVID-19, Comportamento alimentar, SonoResumo
Objetivo: Examinar como os comportamentos de saúde (atividade física, padrões alimentares, sono e tempo de tela), bem como os níveis de estresse emocional e financeiro, de famílias residentes no estado de São Paulo foram impactados pelo período de isolamento. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, com amostra por conveniência. Foram incluídos 251 participantes. As famílias elegíveis para participar deveriam apresentar pelo menos uma criança na idade entre os 2 e 18 anos no período de coleta do estudo, residindo na Grande São Paulo, e os pais responderem aos questionários em formato on-line. Os dados quantitativos do questionário foram compilados e mensurados utilizando estatística descritiva por meio dos softwares SPSS V20, Minitab 16 e Excel Office 2010. Resultados: As mães responderam em maior frequência (86,9%), e a maioria era de etnia branca (77,7%), casada (81,7%), com um filho (44,6%) e com renda familiar entre R$5.000 e R$20.000 (46,2%). Observou-se redução do tempo dedicado à atividade física e aumento do tempo de tela, tanto para os pais quanto para os filhos; entretanto, a maioria não relatou alterações de peso. Sobre a correlação do nível e percepção de estresse com o consumo de alimentos, foi verificado que a sensação de falta de controle e acúmulo de dificuldades apresentaram correlação positiva com o consumo de alimentos de alta densidade energética e baixa qualidade nutricional, como biscoito recheado, cereal matinal açucarado, salgados assados e fritos, açúcares e óleos. Sentimentos positivos, como a confiança em lidar com problemas pessoais e sensação de que as coisas ocorrem de acordo com o planejado foram associados com o consumo de legumes, verduras, chocolate e pizza. Considerações finais: Os comportamentos de saúde, estresse, economia e segurança alimentar foram impactados pelo período de isolamento, mesmo em famílias brasileiras com alta renda.
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