Diáspora impulsionada: interseccionalidade, diferenças e poder na produção de experiências de violência de venezuelanas refugiadas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2179769292646

Palavras-chave:

Violência contra a Mulher, Refugiados, Migração Humana, Determinantes Sociais da Saúde, Criança. Pesquisa qualitativa

Resumo

Objetivo: mapear e analisar as experiências de violência de mulheres venezuelanas refugiadas na trajetória migratória, incluindo intersecções, marcadores sociais de diferença e relações de poder entrecruzadas. Método: estudo qualitativo com dez mulheres do Sul do Brasil, mediante entrevistas submetidas à análise de conteúdo temática. Resultados: os tipos de violência foram: estrutural, intrafamiliar, por parceiro íntimo, institucional, na esfera social e laboral; nas formas moral, psicológica, física e sexual; interseccionadas com marcadores de diferença de raça, classe, gênero, nacionalidade, língua, cultura, geração, corpo, sexualidade, territorialidade e estado civil; nos contextos do país de origem, processo migratório e reterritorialização. Conclusão: a produção da violência articula-se em quatro níveis analíticos: fenômenos sociais de opressão e discriminação; relações hierárquicas de saber-poder; atribuição de identidades forjadas pela intersecção dos marcadores; e construção sociopolítica, cultural e linguística do corpo, impactando diretamente a saúde, qualidade de vida e os direitos fundamentais dessas mulheres.

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Biografia do Autor

Rubia Geovana Smaniotto Gehlen, Universidade Federal de Santa Maria

Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: rubia.gehlen@acad.ufsm.br. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-0930-2796. Lattes: http://lattes.cnpq.br/0099103966959529

Laís Alves Molina, Universidade Federal de Santa Maria

Enfermeira. Universidade de Santa Maria. Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: lais.molina@acad.ufsm.br. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5767-0799. Lattes:  http://lattes.cnpq.br/4179453928912509

Marta Cocco, Universidade Federal de Santa Maria

Enfermeira. Professora Doutora do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria, Campus Palmeira das Missões. Palmeira das Missões, Rio Grande do Sul, Brasil.  E-mail: marta.c.c@ufsm.br ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9204-3213 Lattes: http://lattes.cnpq.br/8557033172028151

Maria del Mar Pastor Bravo, Universidad de Murcia

Enfermeira. Professora Doutora do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Enfermagem da Universidade de Múrcia. Instituto Murciano de Pesquisa Biosanitária Pascual Parrilla (IMIB), Múrcia, Espanha. Email: marpastorbravo@um.es. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9831-470X

Tassiane Ferreira Langendorf, Universidade Federal de Santa Maria

 Enfermeira. Professora Doutora do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: tassiane.langendorf@ufsm.br. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5902-7449 Lattes: http://lattes.cnpq.br/4042225711702331

Stela Maris de Mello Padoin, Universidade Federal de Santa Maria

Enfermeira. Professora Doutora do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: stela.padoin@ufsm.br.  ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3272-054X.  Lattes: http://lattes.cnpq.br/6899455553008245

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Publicado

23-09-2026

Edição

Seção

Artigos Originais

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