Rev. Enferm. UFSM - REUFSM

Santa Maria, RS, v. 10, e61, p. 1-18, 2020

DOI: 10.5902/2179769239939

ISSN 2179-7692

 

Submissão: 10/09/2019    Aprovação: 26/05/2020    Publicação: 21/07/2020

Artigo Original

 

Avaliação de competências no ensino da enfermagem durante as práticas de campo

Competence assessment in nursing education during field practices

Evaluación de competencias en la educación de enfermería durante las prácticas de campo

 

 

Luis Fernando GualdeziI

Louise Aracema ScussiatoII

Aida Maris PeresIII

Thays Floris RosaIV

Ingrid Margareth Voth LowenV

Danelia Gomez TorresVI

 

I Enfermeiro. Mestrando em Enfermagem. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, PR, Brasil. E-mail: gualdezi@icloud.com ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9737-5690

II Enfermeira. Doutoranda em Enfermagem. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, PR, Brasil. E-mail: louisearacema@yahoo.com.br ORCID: https://orcid.org/0000-0003-4781-2885

III Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente e Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Paraná. Curitiba, PR, Brasil. E-mail: amaris@ufpr.br ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2913-2851

IV Enfermeira. UniBrasil Centro Universitário. Curitiba, PR, Brasil. E-mail: thaysfrosa@gmail.com ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3439-0038

V Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, PR, Brasil. E-mail: pilowen@gmail.com ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5758-9512

VI Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora da Facultad de Enfermería y Obstetricia de la Universidad Autónoma del Estado de México. Toluca, Estado de México, México E-mail: gomezdanelia@usa.net ORCID: https://orcid.org/0000-0002-4083-6342

 

Resumo: Objetivo: analisar o conhecimento dos acadêmicos de enfermagem sobre as competências avaliadas durante as aulas práticas de campo na formação do enfermeiro. Método: estudo quantitativo exploratório, de análise estatística simples e descritiva, realizado em uma instituição de ensino superior na cidade de Curitiba, Brasil. A coleta de dados ocorreu em agosto de 2018, com 113 acadêmicos de Enfermagem por questionário com perguntas abertas e fechadas, aplicado durante o período de aulas. Resultados: destacou-se a competência atenção à saúde como a mais relevante indicada pelos acadêmicos, seguido das habilidades relacionadas a assistência como um dos pontos a serem avaliados durante as práticas de campo; a liderança não atingiu nenhuma colocação na escala relevância das competências avaliadas. Conclusão: as competências citadas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais são avaliadas durante todo processo formativo e outros achados nesse estudo perfazem a necessidade da criação de estratégias situacionais mais adequadas durante a formação do acadêmico.

Descritores: Estudantes de Enfermagem; Pesquisa em Educação de Enfermagem; Educação baseada em competências; Avaliação educacional; Competência Profissional

 

Abstract: Objective: to analyze the knowledge of nursing students about the competences assessed during practical field classes during the training of nurses. Method: quantitative and exploratory study, with simple and descriptive statistical analysis, performed in a higher education institution in the city of Curitiba, Brazil. Data collection occurred in August 2018, with 113 nursing students through questionnaires with open and closed questions, applied during the period of classes. Results: the health care competence was highlighted as the most relevant indicated by students, followed by the skills related to health care as one of the points to be assessed during field practices; leadership did not achieve any place on the relevance scale of the assessed competences. Conclusion: the competences cited by the Brazilian National Curriculum Guidelines are assessed during the entire training process and other findings in this study make it necessary to develop more appropriate situational strategies during academic training.

Descriptors: Students, Nursing; Nursing Education Research; Competency-Based Education; Educational Measurement; Professional Competence

 

Resumen: Objetivo: analizar el conocimiento de los estudiantes de enfermería sobre las competencias evaluadas durante las clases prácticas de campo en la formación de enfermeros. Método: estudio exploratorio cuantitativo, con análisis estadístico simple y descriptivo, realizado en una institución de educación superior en la ciudad de Curitiba, Brasil. La recolección de datos ocurrió en agosto de 2018, con 113 estudiantes de enfermería mediante cuestionarios con preguntas abiertas y cerradas, aplicadas durante el período de clases. Resultados: se destacó la competencia atención de salud como la más relevante señalada por los académicos, seguida de las habilidades relacionadas con la asistencia como uno de los puntos a evaluar durante las prácticas de campo; el liderazgo no logró ningún lugar en la escala de relevancia de las competencias evaluadas. Conclusión: las competencias citadas por las Directrices Curriculares Nacionales de Brasil se evalúan durante todo el proceso formativo y otros hallazgos en este estudio subrayan la necesidad de crear estrategias situacionales más apropiadas durante la formación académica.

Descriptores: Estudiantes de Enfermería; Investigación en Educación de Enfermería; Educación Basada en Competencias; Evaluación Educacional; Competencia Profesional

 

 

Introdução

 

Os métodos de avaliação aplicados nas práticas de campo do curso de graduação em enfermagem são ferramentas elementares no processo de formação do enfermeiro. Embora estejam relacionadas às ações assistenciais, o profissional enfermeiro deve adquirir ao longo de sua formação, competências necessárias para desenvolver o pensamento crítico-reflexivo, além do contexto em que estão inseridos.¹

Competência é uma palavra para designar uma qualidade de um indivíduo na realização de alguma coisa, que não se limita a conhecimentos. Ainda que seja entendida como um conjunto de habilidades, atitudes e conhecimentos, destaca-se que essas formam a união de aptidões que incluem o saber, o mobilizar, o integrar e o transferir conhecimentos, recursos e habilidades.² Embora existam outras definições para o significado de competência, ela é evidenciada nas situações do cotidiano do sujeito, ou seja, pode ser observada na prática profissional.1

No ensino superior na área da saúde, o processo de formação de novos profissionais são orientados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN’s), que ressaltam a importância da construção de projetos pedagógicos inovadores.3 No curso de graduação enfermagem, elas apresentam um rol de competências, as quais requerem que o acadêmico possa apreender e desenvolver ao longo da graduação.

Para exemplificar que esta é uma preocupação global, um estudo na Coreia do Sul mostrou que medições e análises adicionais de competência são necessárias para identificar fatores ou preditores potenciais de competências, e que uma programação de ensino com aprendizagem ativa pode contribuir para atender à formação de competências que foram apontadas pelo Conselho Coreano de Acreditação de Educação em Enfermagem.4 Assim como no estudo citado, os resultados da aplicação de um instrumento adequado podem ajudar os cursos de graduação em enfermagem a identificar pontos fortes e áreas que precisam ser aprimoradas em seu próprio currículo.

O acadêmico de enfermagem deve receber uma formação generalista, que lhe confira uma visão humanista, crítica e reflexiva, preparando-o para reconhecer e intervir nos diversos cenários em que está inserido. As competências gerais de um enfermeiro são: atenção à saúde, tomada de decisões, comunicação, liderança, administração e gerenciamento, e educação permanente.5 Essas competências descritas nas DCN’s servem como um dispositivo de direcionamento para as instituições de ensino e podem auxiliar na elaboração do planejamento do Projeto Pedagógico de Curso (PPC). Nele deve conter estratégias pedagógicas que articulem o aprender, o saber, o fazer e o conviver, que são atribuições intrínsecas do enfermeiro.

As DCN’s dos cursos de graduação em enfermagem definem: perfil do formando, competências gerais e específicas, habilidades, conteúdos curriculares, estágios, atividades complementares, organização do ensino, acompanhamento e avaliação.5 A avaliação de competências durante a formação acadêmica é substancial para delimitar o acompanhamento da progressão na construção do conhecimento do futuro profissional. Assim, as avaliações deverão basear-se nas competências e conteúdos curriculares desenvolvidos, tendo como referência as DCN’s.6

O ensino da prática de campo correlaciona-se à formação do enfermeiro, uma vez que possuir aptidões e conhecimentos prévios é condição para o desenvolvimento das atividades. Já os docentes deverão estar aptos a exercer tal atividade, possibilitando o pensamento crítico e reflexivo na construção do saber específico.7

É possível destacar que o processo avaliativo precisa ser dialógico, com envolvimento durante todo o processo. Isso fará com que o acadêmico se torne a figura principal do aprendizado, transformando o método avaliativo em solidário, participativo e inclusivo. Para isso é preciso descontruir a visão de avaliação punitiva e controladora, transformando o ensino-aprendizagem para que tenha como foco principal a individualidade do acadêmico.8

Para a avaliação das práticas de campo, deve-se entender por competência a capacidade de mobilizar um conjunto de habilidades para solucionar com pertinência e eficácia as situações profissionais. Na prática educativa, em uma abordagem por competências, a avaliação deixa de ser centrada em unidades curriculares e passa a ser aferida por meio de situações e tarefas específicas.9

O desenvolvimento das competências durante o ensino possibilita a construção das aptidões necessárias ao exercício profissional, utilizando-se estratégias que aprimorem o desempenho do acadêmico.10 Deste modo, a avaliação da prática de campo deve ser ampla, abordando as competências descritas nas DCN’s em consonância com o PPC, sendo estes os critérios definidores das avaliações nas instituições de ensino. A avaliação realizada de forma contínua, por meio de instrumentos válidos e precisos, distingue-se por seu caráter diagnóstico, somativo e formativo.9

Portanto, este estudo poderá proporcionar subsídios para elaboração de um instrumento capaz de avaliar o discente em seu processo de formação decorrente do processo avaliativo, abordando as competências requeridas pelas DCN’s do curso de graduação em enfermagem. Destarte a presente investigação ancorou-se na seguinte questão de pesquisa: qual o conhecimento dos acadêmicos de enfermagem sobre as competências avaliadas no processo de aprendizagem das aulas práticas de campo?

Para elucidar esta indagação traçou-se o objetivo: analisar o conhecimento dos acadêmicos de enfermagem sobre as competências avaliadas durante as aulas práticas de campo na formação do enfermeiro.

 

Método

 

Trata-se de um estudo exploratório, descritivo com abordagem quantitativa, realizado com os discentes do curso de enfermagem que realizam práticas de campo e que se encontram nas turmas do quarto, quinto, sexto e oitavo período de uma Instituição de Ensino Superior (IES) privada no sul do país, que aceitaram participar voluntariamente da pesquisa mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Cabe destacar que na IES pesquisada o curso é composto por oito períodos semestrais. Os critérios de inclusão estabelecidos foram: discentes que estavam matriculados no curso de graduação em enfermagem, que cursavam disciplinas e desenvolviam atividades de práticas de campo. Como critério de exclusão: acadêmicos ausentes no período da coleta dos dados.

O Instrumento utilizado na coleta de dados foi elaborado pelos autores e continha 13 questões com perguntas abertas e fechadas de múltipla escolha, relacionadas às competências avaliadas durante as práticas de campo, sobre a prática do feedback no processo avaliativo, e os principais pontos a serem observados pelos docentes durante esse processo, além de questões para caracterização dos participantes. Após a confecção do instrumento de coleta de dados, esse passou pela avaliação de aparência e de conteúdo por três docentes enfermeiros.

A coleta de dados ocorreu em agosto de 2018, e os instrumentos foram aplicados presencialmente em sala de aula no período da manhã, após agendamento com a coordenação do curso. Foi oportunizado ao discente a participação na pesquisa ou sua saída da sala de aula no momento da aplicação, a instituição continha 118 discentes matriculados no quarto, quinto, sexto e oitavo período do curso de graduação em enfermagem, destes, cinco recusaram-se a participar no momento da aplicação dos questionários, sendo a amostra composta por 113 discentes.

Para a organização e coleta de dados, os participantes foram codificados com siglas alfanuméricas para garantir o anonimato (por exemplo, acadêmico 1 = A1 e assim sucessivamente). Os resultados foram digitados em uma planilha do Microsoft Excel®, utilizando dupla digitação a fim de não ocorrer margem de erros. Para a investigação dos resultados utilizou-se de uma análise descritiva básica que envolve o cálculo de medidas simples de composição e distribuição de variáveis. Os resultados foram calculados em percentuais e apresentados em formato de tabelas e posteriormente analisados por meio da literatura científica.

Esta pesquisa teve início após a aprovação do comitê de ética em pesquisa sob o Parecer 2.814.338 em 10 de agosto de 2018. Os aspectos éticos foram respeitados em todas as etapas do estudo, de acordo com a Resolução 466/2012, que trata das recomendações que regulamentam as pesquisas envolvendo seres humanos.

 

Resultados

 

Dos 113 participantes, 98 (86,7%) pertenciam ao sexo feminino e 15 (13,3%) ao sexo masculino, com média de idade de 27,5 anos. Os acadêmicos que apresentavam formação técnica ou de auxiliar em enfermagem correspondiam a 66 (58,4%) participantes, sendo que 31 (27,4%) não indicaram tal formação; e 16 (14,2%) não responderam à pergunta.

Quanto ao período que se encontravam matriculados, obteve-se que no quarto período do curso encontram-se 21 acadêmicos (18,6%), no quinto período 14 acadêmicos (12,4%), no sexto 42 acadêmicos (37,2%) e, no oitavo período 36 acadêmicos (31,9%). No momento da pesquisa, a instituição não possuía o sétimo período.

Aos acadêmicos foi perguntado se possuíam conhecimento sobre o instrumento de avaliação das aulas práticas de campo, 101 (89,4%) responderam sim e 10 (8,8%) responderam não; dois (1,8%) participantes não responderam à pergunta. Sobre a orientação dos itens avaliados durante a prática de campo, 99 (87,6%) assinalaram que a orientação é realizada, e 14 (12,4%) assinalaram que não.

O instrumento de avaliação de práticas de campo é apresentado aos discentes no primeiro dia de aula, juntamente com o plano de ensino de acordo com 46 (40,7%) participantes, conforme Tabela 1.

Tabela 1- Momento de apresentação do instrumento de avaliação das práticas de campo em uma IES de Curitiba-PR, 2018. (n = 113)

 

Momento

N

%

No primeiro dia de aula, junto com o plano de ensino

46

40,7

Ao iniciar as aulas práticas

31

27,4

Durante as aulas práticas

12

10,6

Ao final das aulas práticas

14

12,4

Apenas no dia da avaliação final

7

6,2

Não responderam

3

2,7

Total de participantes

113

100

 

Em uma pergunta foram listadas as competências gerais que o enfermeiro deve adquirir durante a graduação, sendo um muito relevante e seis pouco relevante. Obteve-se em primeiro lugar a competência atenção à saúde com 37 pontos, a comunicação ficou em segundo lugar com 25 pontos, em terceiro e quarto lugar tomada de decisão com 35 e 24 pontos respectivamente, a administração e gerenciamento em quinto com 24 pontos e o sexto lugar foi ocupado pela educação permanente com 52 pontos. A competência liderança não atingiu nenhuma colocação na escala conforme Tabela 2.

 

Tabela 2 - Escala de relevância das competências avaliadas de acordo com o número de participantes de uma IES de Curitiba-PR, 2018. (n = 113)

 

Competência

Muito relevante

2

3

4

5

Pouco

relevante

Atenção à saúde

37

16

7

17

17

7

Tomada de decisão

14

13

35

24

9

6

Comunicação

29

25

9

17

15

6

Liderança

17

18

24

15

15

12

Administração e gerenciamento

15

17

15

15

2

15

Educação permanente

14

9

4

6

16

52

Total de respondentes

 

 

 

 

 

101

Não responderam

 

 

 

 

 

12

 

Os acadêmicos foram questionados se as avaliações das práticas de campo contemplavam as DCN’s do curso de graduação em enfermagem e verificou-se que 72 (63,7%) responderam sim, 40 (35,4%) responderam não e um (0,9%) não respondeu. Quando perguntados se foram instruídos pelo docente a desenvolver as competências, 84 (74,3%) responderam sim, 26 (23%) responderam não e, três (2,7%) não responderam.

Em relação à quantidade de avaliações individuais na prática de campo, 47 (41,6%) responderam que receberam apenas uma avaliação ao final da prática de campo; 12 (10,6%) duas avaliações; oito (7,1%) três avaliações em momentos distintos, e no fim da prática de campo; 44 (38,9%) assinalaram que recebem avaliações diárias, e ao final das práticas de campo; e dois (1,8%) não responderam à pergunta.

Do ponto de vista dos acadêmicos, os principais pontos a serem avaliados durante a prática de campo, são as habilidades assistenciais (técnica, prática e procedimentos), constituindo o item mais citado na questão aberta, aparecendo 62 vezes. Em contrapartida, as avaliações por competências, como aquelas descritas nas DCN’s, ocupam a 5ª posição, sendo citadas 18 vezes como mostra a Tabela 3.

 

Tabela 3 - Principais pontos a serem considerados na visão de acadêmicos de enfermagem durante a avaliação da prática de campo de uma IES de Curitiba- PR, 2018. (n = 113)

 

Itens a serem avaliados, de acordo com acadêmicos

Nº de citação nas respostas

Habilidades assistenciais (técnica, prática e procedimentos)

62

Conhecimento técnico científico

49

Postura ética

21

Interesse do acadêmico

19

Competências

18

Iniciativa

12

Comprometimento ou responsabilidade

4

Total de respondentes

108

Não responderam

5

 

Sobre a importância do feedback durante as práticas de campo, 112 (99,1%) consideram importante e um (0,9%) respondeu que não. Com base nisso, questionou-se sobre a frequência de tal prática no desenvolvimento do profissional durante as práticas de campo, 34 (30,1%) responderam que é diário; 27 (23,9%) que é semanal; 46 (40,7%) disseram que o recebem ao final das práticas de campo e; seis (5,3%) comentaram que nunca foi realizado. A alternativa que correspondia ao mensal não foi assinalada por nenhum participante. Quando questionados sobre a frequência dos feedbacks individuais, 15 (13,3%) responderam que não receberam nenhum; 35 (31,0%) ao menos um; 20 (17,7%) dois; 12 (10,6%) três e; 28(24,8%) responderam que receberam quatro ou mais durante as práticas de campo; três (2,7%) não responderam a esta pergunta. Os acadêmicos foram questionados se a formação técnica ou de auxiliar em enfermagem influencia no processo avaliativo nas práticas de campo, 44 (59%) acreditam que a formação prévia influencia na avaliação, 16 (22%) responderam que não influencia e 14 (19%) não apresentaram um posicionamento.

 

Discussão

 

Observou-se que a predominância do sexo feminino nesta pesquisa está em consonância com os dados mais recentes publicados pelo Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), dos quais apontam que 86,2% dos profissionais enfermeiros no Brasil são do sexo feminino.11

É importante que o instrumento de avaliação seja apresentado ao acadêmico, bem como sejam discutidos os principais pontos. Essa leitura garante às partes, o discernimento daquilo que está sendo avaliado. O acadêmico em seu processo de formação deve ser instruído sobre os itens que compõe a avaliação, e este deve entender quais as competências desenvolverá diante dos pontos avaliados. É importante ressaltar que a apresentação do instrumento de avaliação deve ocorrer no primeiro dia de aula juntamente com o plano de ensino, ou sempre que necessário, o que fomentará o conhecimento do conteúdo abordado.2

Entre as competências gerais do enfermeiro não existe distinção, e sim domínios que cada indivíduo desenvolve ao longo da sua jornada profissional, criando afinidade com a competência que a utiliza. Entende-se que, todas as competências são de alto grau de relevância, devendo cada uma delas ser adquirida durante a formação do futuro profissional.2

As DCN’s norteiam a construção do PPC, apesar de se constituir de forma fragilizada. Em seu pressuposto teórico, elas apontam que o enfermeiro deve adquirir ao longo de sua formação competências e habilidades distintas, porém não há garantias para que se alcance o resultado objetivado, necessitando de ajustes quanto às metodologias de ensino e avaliações empregados no processo de formação, o que pode garantir um desenvolvimento amplo ao acadêmico.5 Isso ocorre devido às mudanças no mundo do trabalho, direcionada ao atendimento às necessidades de saúde da população. Com isso, espera-se dos profissionais maior flexibilidade e dinamicidade frente às tomadas de decisão nos processos de trabalho, demandando uma formação focada nas competências, ao invés de uma qualificação profissional.12

Em decorrências das mudanças que ocorrem no mundo do trabalho a Resolução Nº 573, de 31 de janeiro de 2018 apresenta recomendações quanto a proposta das DCN’s para o curso de graduação Bacharelado em Enfermagem e destacam seu papel sinérgico entre a formação profissional e às necessidades dos serviços em saúde. Neste documento foram observados pontos que perfazem o desenvolvimento de conhecimentos, saberes, habilidades e atitudes, sendo essas características definidoras quanto a atuação profissional e essenciais para a saúde da população.13

Dentre as citadas pelos alunos, a competência “liderança” foi a única que não apresentou respostas significativas, por grau de relevância. Isso denota que há uma subjetividade na apresentação da “liderança” entre os acadêmicos, podendo ou não ser atribuída durante as práticas de campo, devido à limitação propiciada ao exercício profissional pelo campo de prática.

É importante que, durante a graduação, o acadêmico seja estimulado a desenvolver a liderança pelo envolvimento dos docentes. Esse estímulo deve contribuir na formação de profissionais qualificados, críticos e reflexivos, desenvolvendo a capacidade de tomada de decisões frente as situações conflitantes, auxiliando assim na prestação de serviços à saúde.14 As competências são abordadas de diferentes formas durante a formação e, sendo assim, são evidenciadas por meio das habilidades específicas citadas na DCN’s.

Outro achado obtido no estudo aponta que a competência atenção à saúde foi a mais relevante, bem como a educação permanente com a menor taxa de respostas por relevância. Essa adequação observada nesse estudo denota que as demais competências vem sendo abordadas em maior ou menor grau entre os acadêmicos, devido as necessidades apresentadas no decorrer do curso.15 Tal fator pode indicar que o ensino dessas competências ocorrem de maneira fragmentada e para isso, estratégias de ensino visando a reestruturação do curso, bem como o uso de metodologias ativas durante esse processo podem favorecer a complementação dessa lacuna existente.16

No modelo de avaliação baseado em competências, é essencial que os sujeitos estejam envolvidos durante todo o processo avaliativo. O acadêmico torna-se a figura principal, elevando seu conhecimento por meio de situações práticas e o docente em sua prática profissional, o conduz para desenvolver os objetivos propostos no PPC.10

As avaliações não devem ser um recurso isolado durante a formação. Elas podem compreender todo o processo de ensino-aprendizagem, direcionando a construção do novo profissional. Diante disso, a avaliação processual é uma importante ferramenta de regulação do ensino, permitindo ao acadêmico identificar os objetivos propostos e analisar se atingiu os resultados esperados.17

Embora as competências não sejam evidenciadas diretamente por meio dos instrumentos de avaliação, elas se fazem presentes na avaliação das habilidades específicas e são desenvolvidas ao longo da formação. Assim, considera-se que as avaliações das práticas de campo necessitam ocorrer diariamente, constituindo um passo importante para a construção do aprendizado. Desta forma, o acadêmico poderá gradativamente, compreender o seu processo formativo, bem como desenvolver as competências necessárias conforme prevê as DCN’s.15

Dentre os principais pontos a serem considerados durante a avaliação das práticas de campo, as habilidades assistências que envolvem a técnica, a prática e a execução de procedimentos foram as mais citadas entre os acadêmicos.  Tal resultado corrobora com os achados apresentados nesse estudo, sendo a competência atenção à saúde a mais relevante em comparação com as demais. Além disso, outros pontos apresentados pelos acadêmicos denotam o anseio pelas práticas assistenciais, contudo, a avaliação de competências deve levar em consideração todas as variáveis apresentadas no decorrer do curso, focando principalmente no desenvolvimento individual e integral do acadêmico.18

De forma a auxiliar as avaliações diárias, emprega-se o uso do feedback, pois, nela poderão ser abordados os resultados de suas ações e práticas da atividade em campo, que é previamente estabelecida no plano de ensino, sendo utilizada como estratégia de acompanhamento e desenvolvimento. Os feedbacks poderão ser utilizados como referência para as futuras avaliações, no que tange o desenvolvimento das competências ainda não alcançadas anteriormente.

As habilidades assistenciais estão descritas nas DCN’s como habilidades específicas, as quais o enfermeiro deve adquirir durante sua formação.5 Para isso, o acadêmico deve desenvolver a capacidade de intervir no processo saúde-doença, sendo responsável pela qualidade da assistência prestada, a fim de promover, prevenir, proteger e reabilitar a saúde na integralidade assistencial.

O planejamento da assistência garante ao enfermeiro a responsabilidade frente ao cliente, permitindo a realização de diagnósticos coerentes às necessidades e adequando os cuidados a serem realizados. As práticas de campo configuram um grande potencial no desenvolvimento das competências do futuro profissional enfermeiro. Deve-se assegurar que a evolução das atividades sejam capazes de garantir um desenvolvimento formativo e somativo, e que as avaliações proporcionem um desenvolvimento crítico-reflexivo ao acadêmico. Por outrora, os acadêmicos demonstram hesitosos à aplicação da assistência sistematizada, pois existe uma lacuna entre as práticas e o desenvolvimento dessas habilidades.19

Para isso, a capacidade de dar e receber feedback, permite ao discente e ao acadêmico identificar o seu desempenho por meio do desenvolvimento das suas atividades em campo. Nisso, o feedback se faz necessário quando é solicitado ou até mesmo quando não o é, despertando no acadêmico a melhoria do seu processo de aprendizagem e imprescindível no processo de ensino.20 Nesse contexto, o feedback regula o processo de ensino-aprendizagem, pois fornece informações para que o acadêmico perceba o quão distante ou próximo ele está do objetivo almejado.21 Os resultados obtidos apontam que, os feedbacks individuais, ocorrem de acordo com a necessidade de cada sujeito, relativo ao momento, permitindo os ajustes necessários para melhor qualidade da aprendizagem, e esses estímulos devem ocorrer para que o acadêmico possa realizar uma autoavaliação do seu aprendizado.

Nesse sentido, a Lei 7.498 de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem, os técnicos de enfermagem são profissionais de nível médio, que realizam orientação e acompanhamento de modo auxiliar, participando do planejamento da assistência de enfermagem, exceto as atividades privativas do enfermeiro. Aos auxiliares de enfermagem, cabe-lhes as atividades de execução simples, sob supervisão, observando e reconhecendo sinais e sintomas e executando atividades simples. Os enfermeiros exercem todas as atividades de enfermagem, dentre elas a direção de órgãos e serviços de enfermagem, planejamento e organização, consultoria e auditoria dos serviços de saúde, e cuidados que exigem maior complexidade.22

Diante do exposto, é evidente que as avaliações das práticas de campo estão deixando dúvidas quanto à aplicabilidade. Entende-se que as funções exercidas entre as classes são distintas, e por isso, a formação de nível superior não deve ser entendida como um complemento à formação técnica, ou até mesmo como um melhoramento profissional. Essa formação deve contemplar todas as competências e habilidades, como propõem as DCN’s, e para isso, as demais formações não devem interferir, tendo em vista a diferenciação da atuação do profissional. O estudo apresentou como limitação a realização da pesquisa em uma única IES e a não participação dos docentes, o que pode ou não caracterizar um fato isolado. Desta forma, recomenda-se a realização de estudos futuros acerca desta temática afim de produzir conhecimentos na área.

 

Conclusão

 

Ao analisar este estudo evidenciou-se que as competências citadas pelas DCN’s são avaliadas durante todo processo formativo do acadêmico, sendo mais evidente a atenção à saúde. Dentre as competências abordadas durante o ensino da enfermagem, destaca-se a liderança, da qual não apresentou dados satisfatórios na composição dos resultados. Além disso, outros achados nesse estudo perfazem a necessidade da criação de estratégias situacionais adequadas, indicando o uso contínuo da prática de feedback durante o processo formativo.

Finalmente, destaca-se que as competências apresentadas pelas DCN’s podem fomentar a subjetividade e que estas têm suscitado críticas e reflexões em diversos estudos relacionados ao tema. Além disso, tal fato pode justificar a busca de profissionais no mercado de trabalho com aptidões técnicas, vinculadas ao entendimento de qualificação e aperfeiçoamento dos profissionais em nível médio.

Considera-se que esta pesquisa constitui um passo na construção de um instrumento de avaliação de práticas de campo, que considera os diversos aspectos durante a formação acadêmica. Além disso, ele contribui para o planejamento formativo e construção de perfis profissionais capacitados para os diversos segmentos de atuação.

 

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Autor correspondente

Luis Fernando Gualdezi

E-mail: gualdezi@icloud.com

Endreço: Rua Canadá, 1257. Bacacheri – Curitiba, Paraná, Brasil.

CEP: 82.510-290

 

 

Contribuições de Autoria

1 – Luis Fernando Gualdezi

Concepção e construção projeto, análise e interpretação dos dados, redação do artigo, revisão crítica relevante do conteúdo intelectual, aprovação final da versão a ser publicada.

2 –  Louise Aracema Scussiato

Concepção e construção projeto, análise e interpretação dos dados, redação do artigo, revisão crítica relevante do conteúdo intelectual, aprovação final da versão a ser publicada.

 

3 Aida Maris Peres

Concepção e construção projeto, análise e interpretação dos dados, redação do artigo, revisão crítica relevante do conteúdo intelectual, aprovação final da versão a ser publicada.

 

4 Thays Floris Rosa

Concepção e construção projeto, análise e interpretação dos dados, redação do artigo.

 

5 Ingrid Margareth Voth Lowen

Suporte e orientação da versão final do relatório de pesquisa e revisão crítica do artigo.

 

6 Danelia Gomez Torres

Suporte e orientação da versão final do relatório de pesquisa e revisão crítica do artigo.

 

 

Como citar este artigo

Gualdezi LF, Scussiato LA, Peres AM, Rosa TF, Lowen IMV, Torres DG. Avaliação de competências no ensino da enfermagem durante as práticas de campo. Rev. Enferm. UFSM. 2020 [Acesso em: Anos Mês Dia]; vol.10 e61: 1-18. DOI:https://doi.org/10.5902/2179769239939

 



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