REMOA, Vol. 18 (2019), e11

DOI: http://dx.doi.org/10.5902/2179460X33438

Received: 01/07/2018 Accepted: 21/10/2019

 

by-nc-sa

 


Seo Prticas Educativas Ambientais

 

Reflexes sobre o programa escolas sustentveis na poltica pblica de educao ambiental de Ananindeua.

 

Reflections on the sustainable schools program in Ananindeua's public environmental education policy.

 

Marilena Loureiro da Silva1

Rodolpho Zahluth Bastos2

Monica Goreth Costa Ribeiro3.

 

 

1 Doutora em Desenvolvimento Sustentvel no Trpico mido pela Universidade federal do Par, Coordenadora do PIBID/UFPA da Universidade Federal do Par.

2 Doutor em Geopoltica pelo Institut Franais de Gopolitique - Universit Paris VIII, Frana (2009), Sec. Adj.de Gesto e Regularidade Ambiental do Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Par.

3 Mestranda em Gesto dos Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amaznia pela Universidade Federal do Par, Brasil, Educadora Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Ananindeua-PA.

 

 

Resumo

O presente artigo apresenta reflexes tericas e resultados para a dissertao de mestrado intitulada: Programa escolas sustentveis na poltica pblica de educao ambiental no municpio de Ananindeua: uma anlise em trs instituies de ensino, apresentada ao Programa de Ps-Graduao em Gesto de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amaznia, e versa sobre o programa escolas sustentveis na poltica pblica de educao ambiental, no municpio de Ananindeua, no estado do Par, a partir da anlise de unidades escolares pblicas: E.M.E.F. Joo Paulo II; E.M.E.F. Maria do Carmo e E.M.E.F. Lcia Vanderley (Ananindeua/Pa). A abordagem metodolgica qualitativa e quantitativa, com maior nfase em aspectos qualitativos, sustentada pela fenomenologia da percepo, envolvendo a observao participante, estudo documental, pesquisa bibliogrfica, entrevista e a descrio interpretativa baseada nas percepes tericas e opinies dos sujeitos envolvidos com o programa em estudo (gestores, coordenadores, professores e alunos). Os resultados indicam que para tornar as escolas destacadas em espaos efetivamente educadores e sustentveis necessrio a continuidade dos investimentos direcionados aos projetos elaborados nas instituies, tambm na formao dos atores escolares para que estes adquiram conhecimentos e incluam estas temticas no currculo das diversas modalidades de ensino ( da educao infantil ao ensino superior), bem como ampliar a comunicao entre os rgos mantenedores visando o fortalecimento do trabalho na gesto escolar com foco na educao ambiental.

Palavras-chave: Escolas sustentveis; Educao ambiental; Polticas pblicas

 

Abstract

This article presents theoretical reflections and results for the master's dissertation entitled Programa escolas sustentveis na poltica pblica de educao ambiental no municpio de Ananindeua: uma anlise em trs instituies de ensino, it is presented to the Graduate Program in Natural Resource Management and Local Development in the Amazon, and it is about the sustainable schools program in the public policy of environmental education, in the municipality of Ananindeua, state of Par, from the analysis of public school units: E.M.E.F. Joo Paulo II; E.M.E.F. Maria do Carmo and E.M.E.F. Lcia Vanderley (Ananindeua/Pa). The qualitative and quantitative methodological approach, with greater emphasis on qualitative aspects, supported by the phenomenology of perception, involving a participant observation, documentary study, bibliographic research, interview and interpretative description based on the theoretical perceptions and opinions of the subjects involved with the program under study (managers, coordinators, teachers and students). The results indicate that in order to make the highlighted schools in effectively educative and sustainable spaces it is necessary the continuity of the investments directed to the elaborated projects in the institutions, also in the training of the school actors so that they acquire knowledge and include these themes in the curriculum of the various teaching modalities (from early childhood education to higher education), as well as broaden the communication between the maintaining organs aiming at the strengthening of the work in the school management with focus in the environmental education.

Keywords: Sustainable schools; Environmental education; Public policy

 

 

1 Uma breve introduo

Observaes feitas em um mundo permeado de culturas, tecnologias, ideologias que culminam com diversas ideias, e considerando as concepes de Santos (2006) e Leff (2011), observa-se que as transformaes ecolgicas desencadeiam problemas de ordem econmica, social, cultural gerando situaes que merecem ateno em virtude das relaes mantidas entre as pessoas no meio ambiente. Vivenciam-se hoje mortes marinhas, um acelerado desmatamento, poluio do ar e do mar, gerando impactos alarmantes em todos os seres humanos, assim como, a desvalorizao da fauna e da flora nas sociedades humanas, vide os relatrios dos principais organismos internacionais sobre essas questes. Grimm, Dias, Sampaio e Fernandes (2015) j chamavam a ateno para essa problemtica em contraposio ao modelo desenvolvimentista neoliberal, sinalizando a necessidade de privilegiar alternativas capazes de induzir prticas de base ecolgica.

necessrio encontrar formas de criar espaos educadores sustentveis[1] para tornar a sociedade mais igualitria e controlar a degradao do meio ambiente promovendo qualidade de vida. Neste sentido, tornar a escola e outros espaos sustentveis implica num esforo coletivo, integrado e eminentemente interdisciplinar, o que um desafio a ser superado, na concepo de Guimares (1995, p. 55)

 

[...] a abordagem interdisciplinar objetiva superar a fragmentao do conhecimento. Portanto, esse um importante enfoque a ser perseguido pelos educadores ambientais, j que permite, pela compreenso mais globalizada do ambiente, trabalhar a interao em equilbrio dos seres humanos com a natureza.

 

O presente trabalho traz a luz uma reflexo acerca de assuntos que envolveram educao e sustentabilidade observados em trs escolas pblicas: E.M.E.F. Joo Paulo II; E.M.E.F. Maria do Carmo e E.M.E.F Lcia Vanderley, na cidade de Ananindeua/Par, visando responder a seguinte questo-problema: Como desenvolvido o programa escolas sustentveis na poltica pblica de educao ambiental no municpio de Ananindeua?

Assim o referencial terico foi cuidadosamente e a anlise dos resultados da pesquisa objetivaram o descortinamento do programa a luz da fala e das prticas dos sujeitos envolvidos em sua realizao em cada escola estudada, com a pretenso de auxiliar em futuras pesquisas voltadas no somente no mbito da educao, mas, tambm em outras reas de conhecimento.

 

 

2 A pesquisa

A pesquisa foi realizada a partir de abordagem qualitativa (SANTOS FILHO; GAMBOA, 1995, p.42), sustentada pela Fenomenologia, com delineamento metodolgico adaptado de Stake (1998) e Andr (2005), descritos por Trivios (1987).

O estudo foi realizado entre os anos 2016 e 2017 junto gesto de trs escolas municipais: E.M.E.F. Lcia Wanderley (Ananindeua), localizada numa rea verde, com sua sede em um bairro urbanizado; E.M.E.F. Maria do Carmo, a instituio se localiza em um bairro antigo no qual a sua implantao teve origem, o entorno da escola formado por ocupaes irregulares onde as pessoas apresentam condies de vida precrias; E.M.E.F. Joo Paulo II, a escola est situada em uma rea urbanizada, prximo de posto de sade, supermercados, farmcias, lanchonetes, consultrios, lojas. O critrio que motivou a escolha de tais espaos foi o fato de se constiturem em locais que estimulam a discusso sobre Educao Ambiental para a comunidade escolar e do entorno e por terem em sua proposta educativa a preocupao com a sustentabilidade, conforme identificado em seus projetos pedaggicos e nas indicaes da secretaria municipal de educao de Ananindeua.

O processo de informao envolveu a pesquisa bibliogrfica (GIL, 2002), pesquisa documental e pesquisa de campo, nos espaos pesquisados, estudo documental em revistas especializadas em educao ambiental, documentos oficiais do Ministrio do Meio Ambiente, Proposta Curricular Municipal e entrevistas com gestores, coordenadores, professores e alunos desses espaos. Na E.M.E.F. Lcia Wanderley a gesto a responsvel por coordenar as aes educativas sob a orientao da Secretaria Municipal de Educao que segue os encaminhamentos propostos pelo Ministrio da Educao. Na E.M.E.F. Maria do Carmo a gesto a responsvel por envolver a comunidade escolar na temtica ambiental atravs das orientaes da Secretaria de Educao que obedecem s diretrizes do Ministrio da Educao. Na E.M.E.F. Joo Paulo II, a gesto escolar est sob o comando da Secretaria de Educao que obedece s orientaes do Ministrio da Educao, trabalhou a Educao Ambiental e sustentabilidade no contexto escolar. As entrevistas, obedeceram aos preceitos ticos e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), foram realizadas in locu, nas dependncias de cada instituio, gravadas e transcritas na ntegra. Houve tambm a descrio, interpretao e discusso das informaes, tendo como base bibliogrfica as produes focadas em educao ambiental, sustentabilidade e polticas pblicas brasileiras e documentos internacionais, legislaes e programa do governo federal. Leff (2003), Santos (2006), Morin (2011), Loureiro (2006), Guimares (2017; 2003), Silva (2008), Lima (1999), Brasil (2006, 2009, 2013), Carvalho (2011), Pedrini e Saito (2014), Bianchi (2016). As interpretaes dos resultados das entrevistas supracitadas ocorreram a partir das adaptaes de Santos Filho; Gamboa (1995), Stake (1998) e Andr (2005).

 

 

3 Dialogando com a gesto sobre as prticas de Educao Ambiental na escola

As trs escolas pesquisadas apresentam singularidade de contexto em relao as suas origens, metodologias de trabalho e concepes acerca da educao ambiental, tanto na questo metodolgica desenvolvida desde a educao infantil perpassando pelo ensino fundamental maior e menor, chegando educao de jovens e adultos. Essas se fundamentam nas referncias tericas direcionadas a partir de encaminhamentos previstos pelas suas respectivas propostas curriculares mantidas pela rede municipal de ensino. Tambm revelam igualdade nos seus objetivos de ao, configurando diversas reas de conhecimento e atuao abrangendo a educao ambiental e a sustentabilidade no decorrer de todo ano letivo vigente. Na busca de promoverem mudanas de comportamento nos atores envolvidos com a educao, vivenciando complexas situaes que envolvem natureza e sociedade, fomentando e estimulando a humanizao, visando a construo de um meio social sustentvel.

A seguir sero apresentados e discutidos alguns resultados apontados pela pesquisa acerca dos aspectos: dilogo com a gesto, discusso com docncia, concepo dos alunos, com vistas a contribuir com quem atua na rea de educao e em especial a educao ambiental.

 

 

4 Quanto ao dilogo com gesto escolar

Diante das falas das gestoras fica claro que seus conhecimentos ainda so limitados voltados para algumas situaes que envolvem o estudo sistemtico e pontual com pouco embasamento terico, muito prximo das constataes de Guimares (2012, p. 74) em seus estudos. Em se tratando de professores do ensino fundamental, caberia s secretarias desenvolver projetos de avaliao quanto a procedimentos pedaggicos do professor (metodologias, relao professor-aluno, contedos desenvolvidos, relao estabelecida com outras reas de conhecimento) e, se possvel, quanto aos valores construdos pelos alunos, com repercusso em seus comportamentos, valores e atitudes. Vale ressaltar que isso exigiria uma formao continuada dos professores, assim como um projeto pedaggico bem definido (BRASIL, 2001, p. 50).

No caso da escola E.M.E.F. Joo Paulo II constatou-se a necessidade de repensar dentro da proposta municipal de educao o desenvolvimento de aes que podem ocorrer por meio da reviso do Projeto Poltico Pedaggico como forma de ampliar categorias como: participao em seminrios, congressos e conferncias para que os profissionais da educao possam desempenhar melhor suas funes e melhor discutir sobre assuntos que envolvam o meio ambiente, mais empenho da gesto escolar para motivar o desenvolvimento do trabalho coletivo, reviso e atualizao continua do currculo escolar para a promoo da interdisciplinaridade, liberao de mais recursos financeiros entre os Ministrio da Educao e Secretaria de Educao para garantir a perenidade das aes e atividades desenvolvidas na escolas no decorrer do ano letivo visando o sucesso das prticas em Educao Ambiental. Este movimento em busca de sustentabilidade vem ao encontro dos estudos de Guimares (1995, p.55) que constata:

 

[...] a abordagem interdisciplinar objetiva superar a fragmentao do conhecimento. Portanto, esse um importante enfoque a ser perseguido pelos educadores ambientais, j que permite, pela compreenso mais globalizada do ambiente, trabalhar a interao em equilbrio dos seres humanos com a natureza.

 

Grn (1996) fala da impossibilidade radical de promover uma Educao Ambiental, quando fundados [os currculos] nas estruturas conceituais atomsticas e reducionista do modelo cartesiano-newtoniano. Em virtude disso, os currculos esto longe de representar condies satisfatrias para uma compreenso adequada das realidades de um ambiente limitado (GRN, 1996, p.52).

Sobre o trabalho coletivo visando o sucesso escolar, Placco (2003) escreve que:

 

S quando existe uma real comunicao e integrao entre os atores do processo educativo h possibilidade de emergncia de uma nova prtica docente, na qual movimentos de conscincia e de compromisso se instalam e se ampliam, ao lado de uma nova forma de gesto e uma nova prtica docente. Sobre a categorizao do trabalho coletivo foi constatado que a opinio dos pesquisados merece ateno pois correto afirmar que a educao no se faz por si s, sendo um processo dinmico ela sempre depender de vrios fatores para se desenvolver. Em se tratando de escola sustentvel, dada uma ateno maior ao coletivo pois todos precisam se envolver com esta prtica, saindo da zona de conforto. Cabe a escola buscar aes para reverter este quadro de desconhecimento por parte dos docentes, j que deles a responsabilidade de levar os alunos a avanar no conhecimento sobre vrios pontos de vista, inclusive, da questo ambiental [...] (PLACCO, 2003, p. 52).

 

 

5 Quanto ao posicionamento dos rgos executores

A primeira edio do PDDE Escolas Sustentveis, ocorrida em 2013, foi regulamentada pela Resoluo/CD/FNDE/MEC n 18/2013 e beneficiou, num primeiro momento, oito escolas do municpio, e no ano de 2014 com a Resoluo/CD/FNDE/MEC n 18/2014 ocorreu a adeso de mais cinco escolas da rede. Diante deste cenrio, segundo dados do campo, do universo de treze escolas habilitadas, nove escolas receberam a verba federal e quatro escolas, at o ms de maro do ano de 2015, ainda se encontravam com status de validado pelo MEC, porm sem recebimento da verba federal. Fazendo um recorte para o universo de estudo, as escolas E1, E2 e E3, isso se fez refletir no universo de estudo onde as escolas E1 e E2 receberam a verba do PDDE Escolas Sustentveis, porm essas parcelas (P1 e P2) saram com bastante atraso. A escola E3 foi uma das quatro escolas que at o ano de 2015 ainda no havia uma confirmao de recebimento desta verba.

Bianchi, (2016) nos convida a refletir sobre a seguinte questo:

 

[...] so muitas as dificuldades e fragilidades organizacionais, estruturais, polticas e econmicas do Programa Nacional Escolas Sustentveis: falta de equipe na Coordenao Geral de Educao Ambiental; no institucionalizao do Programa Nacional Escolas Sustentveis oficialmente; no h garantias de oramento para o universo das escolas; h falta de articulao interna no Ministrio da Educao e Cultura para internalizar a proposta nas demais polticas voltadas educao bsica e superior etc. (BIANCHI, 2016, p. 84)

 

Para o professor 8 o entendimento sobre o que vem a ser escola sustentvel o seguinte:

Voc acha que os professores e a escola esto preparados para o Programa Escolas Sustentveis?

Algumas sim, mas esbarram na falta de recursos para aplicao dessa atividade, mas mesmo assim desenvolve. (P8)[2]

 

Para o entrevistado a escola no se desenvolve sozinha ela precisa de outros atores, executores do processo ensino e aprendizagem. Talvez seja por isso to difcil que ela permanea sustentvel em virtude tambm de fatores financeiros que esses ampliam as possibilidades de um fazer pedaggico dinmico e inovador que tenha o compromisso no apenas com a transmisso de conhecimento, mas especialmente que tenha a preocupao com a formao pessoal, social e ambiental com foco em prticas cotidianas saudveis e inteligentes. Para tanto, se faz necessrio o olhar para o Programa Escolas Sustentveis visando alcanar objetivos em tempo previsto.

Neste sentido que Bianchi (2016. p.89) ressalta que professores e escolas aderem s ideias da escola sustentvel independentemente de recursos disponibilizados ou apoios, mesmo sem estarem preparados. Entende que a proposta uma dimenso da educao que pensa tambm as relaes entre os seres vivos, entre a espcie humana e os demais seres vivos. O PNES insere o currculo numa perspectiva socioambiental crtica e transformadora. V-se outra potencialidade: a oportunidade de aprofundar a questo das territorialidades e os conceitos de sustentabilidade, que tm sido construdos isoladamente.

 

 

6 Quanto a formao de professores em Educao Ambiental

O entrevistado e docente da escola demonstrou dvidas e desnimo com os problemas que permeiam a formao docente dando nfase para a questo da estrutura fsica e humana para trabalhar com um currculo que se movimente em direo a educao ambiental com foco na sustentabilidade visando levar todos os atores escolares a compreenso adequada a cerca de uma educao voltada sustentabilidade por meio da ao refletiva no conhecimento da sociedade local.

A formao baseada em situaes problemticas centrada nos problemas prticos responde s necessidades definidas da escola. A instituio educacional converte-se em um lugar de formao prioritrio mediante projetos ou pesquisas e aes frente a outras modalidades formadoras. A escola passa a ser foco do processo ao-reflexo-ao como unidade bsica de mudana, desenvolvimento e melhoria. correto pensar que a formao dos profissionais da escola especialmente dos professores contribui na promoo da autonomia ampliando as condies para a produo do conhecimento (IMBERNN, 2009, p. 56).

O exerccio da docncia eminentemente diretivo tem marcado prticas complexas direcionadas para as diversas disciplinas, no qual o ensino compreendido como transmisso de contedo, memorizao de reproduo de informaes sistematizadas que contribuem para a reteno de saberes pelo educando. preciso repensar o papel do professor porque ele o investigador, o esclarecedor e o organizador de experincias significativas de aprendizagem. Seu compromisso o de agir refletidamente, criando e recriando alternativas pedaggicas adequadas a partir das experincias que os alunos j trazem promovendo sempre aes interativas (SAVIANI, 2005, p.22).

Embora o entrevistado tenha clareza da importncia da formao continuada em servio para o trato com a questo ambiental nota-se que cabe a escola estar dialogando continuamente com a Secretaria de Educao, a Secretaria de Meio Ambiente e rgos afins, visando organizar o quadro funcional com tcnicos especializados na rea ambiental, pois estes com os conhecimentos especficos que possuem certamente podem contribuir no mbito de todas as disciplinas fazendo com que o saber em relao ao ambiente se torne contextualizado e interdisciplinar.

 

[...] Faz-se necessrio, tambm, o intercmbio entre formao inicial e formao continuada, de maneira que a formao dos futuros professores se nutra das demandas da prtica e que os professores em exerccio frequentem a universidade para discusso e anlise de problemas concretos da prtica [...] (LIBNEO, 2001, p. 11).

 

A Educao Ambiental territrio de todos e deve ser trabalhada com responsabilidade a partir de uma viso de mundo e sociedade que est inserida no projeto poltico pedaggico do espao no qual atuamos (CAVALCANTE, 2005, p. 122).

 

[...] Educao Ambiental uma maneira de educar e se educar com o nosso pequeno planeta azul em mente. A Educao Ambiental pode ser realmente transformadora ao trazer novas maneiras de conviver com o mundo em sua totalidade e complexidade, respeitando as diversas formas de vida, cultivando novos valores e criando uma cultura de paz. Mas para que isso acontea, precisamos ter uma postura observadora e crtica, estudar como a nossa sociedade foi se constituindo ao longo da sua histria e adotando comportamentos de uso e abuso dos sistemas vivos [...] (BRASIL, 2012, p.14).

 

As Diretrizes Curriculares Nacionais de Educao Ambiental indicam que os planejamentos curriculares em acordo com a gesto institucional de ensino devem levar em considerao os saberes e os valores da sustentabilidade, a diversidade de manifestao da vida, assim como tambm devem:

contribuir para a reviso de prticas escolares fragmentadas buscando construir outras prticas que considerem a interferncia do ambiente na qualidade de vida das sociedades humanas nas diversas dimenses local, regional e planetria (BRASIL, 2013, p. 552).

 

 

7 Quanto a concepo dos alunos em relao a Educao ambiental

Os alunos so atores importantes no cenrio ensino aprendizagem e necessitam ter os seus interesses atendidos para obter sucesso no seu aprendizado, desse modo esses sujeitos foram convidados para analisar e avaliar o trabalho desenvolvido no campo da Educao Ambiental nas escolas. Esses atores foram selecionados porque esto diretamente envolvidos com a questo do meio ambiente e com suas opinies podem contribuir para que novas decises sejam tomadas no ambiente educativo visando ampliao do conhecimento em Educao Ambiental.

De acordo com o discente da escola pesquisada h projetos de educao ambiental que se desenvolvem muito porque a nica coisa que teve de ambiental foi sobre um projeto para ensinar a plantar na horta. Esta fala vem ao encontro do que Libneo (2005) considera como um desafio:

 

A elaborao conjunta supe um conjunto de condies prvias: a incorporao pelos alunos dos objetivos a atingir, o domnio de conhecimento bsicos ou a disponibilidades pelos alunos de conhecimentos e experincias que, mesmo no sistematizados, so pontos de partida para o trabalho de elaborao conjunta (LIBNEO, p. 167, 2005).

 

De acordo com os discentes a ausncia de conhecimento decorre da concepo fantasiosa da relao entre conhecimento e educao ambiental que resultante da falta de participao dos alunos na realizao dos projetos. Para proporcionar aprendizagens significativas torna-se especialmente til uma metodologia problematizada a leitura crtica e reflexiva de seu ambiente natural e social; um mtodo que estabelea conhecimentos abertos e no acabados e que proporcione uma viso ampla e complexa da realidade, de seus problemas e possveis solues desde as diversas perspectivas e pontos de vista. Paralelamente, necessria uma especial ateno s atitudes e ao papel do professorado coordenador do trabalho, dando mais importncia s atividades em grupo, interao e ao dilogo dos educandos (MEDINA, 2011, p. 12).

Para este autor faz-se necessrio:

 

[...] para defender que temticas transversais como a ambiental no sejam trabalhadas por uma nova disciplina, mas atravs de projetos, capazes de promover a confluncia de conhecimentos e saberes diversos para a emergncia de um olhar mais holstico das realidades consideradas e da construo coletiva e cooperativa de solues para os problemas vividos (OLIVEIRA, 2005, p. 336).

 

Nessa perspectiva, as escolas sustentveis so espaos que educam pelo exemplo e tendem a influenciar a comunidade. Est alicerada em princpios ticos universais e princpios de design baseados na observao e leis da natureza, como instrumentos para uma vida sustentvel e harmoniosa com o Planeta. Quando vivenciada no ambiente escolar, prope uma abordagem pedaggica participativa de construo coletiva do conhecimento; a partir de seus princpios de design, oportuniza aes prticas e tericas (BIASOLI, 2016, p. 91).

nesse contexto complexo que aparecem novas dimenses educativas. Em todas elas coloca-se nfase no comportamento tico e orientado transformao dos comportamentos: a educao para a paz, para a sade, a educao do consumidor, a Educao Ambiental que, de certo modo, rene todas. Essas novas dimenses, por sua vez, obrigam a restabelecer contedos, atitudes, metodologias e incluem, em resumo, o sentido e o enfoque da educao, o para qu, o para quem e, naturalmente, o como educar. (MEDINA, 2011, p.22)

Sobre a integrao da escola com a comunidade buscando discusso sobre educao ambiental, o discente entrevistado salientou:

Foi mais professor/aluno, no notei a participao da comunidade na escola (A2).

Aqui muito difcil essas coisas, sinto falta porque um meio de todo mundo se ajudar e no ocorre (A3).

No vi integrao do projeto com a comunidade (A6).

Tambm, no entender do entrevistado os processos educativos tradicionais esto enraizados nas prticas pedaggicas dos professores, transformando o processo ensino-aprendizado complexo, refletindo de forma negativa no ensino dos contedos relacionados ao ensino de educao ambiental. Como bem explica Guimares (2012):

 

[...] a Educao Ambiental uma prtica pedaggica que no se realiza sozinha, mas nas relaes do ambiente escolar, na interao entre diferentes atores, conduzida por um sujeito: o professor. No entanto, esses professores que esto nas salas de aula ou em formao nas universidades esto se sentindo compelidos, por toda uma demanda social e institucional, a inserir a dimenso ambiental em suas prticas pedaggicas, no entanto, essas professoras foram ou esto sendo formados, em sua maioria, na mesma perspectiva conservadora de educao que reproduz a e se reproduz na armadilha paradigmtica (GUIMARES, 2012, p. 124).

 

Outra questo importante que emergiu do relato dos discentes pesquisados foi a sua no integrao do projeto da horta com a comunidade. Apenas num projeto de ao social. O mesmo ainda relata que no sentiu muita integrao da comunidade com a escola no desenvolvimento dos projetos de EA, como lembra Libneo (2005):

 

O trabalho de planejar as aulas, traar objetivos, explicar a matria, escolher mtodos e procedimentos didticos, dar tarefas e exerccios, controlar e avaliar o progresso dos alunos destina-se, acima de tudo, a fazer progredir as capacidades intelectuais dos educandos. Para enfrentar essa tarefa o professor se defronta com algumas dificuldades. Se ele no domina o contedo da matria que ensina, no saber conversar com os alunos sobre os conhecimentos e experincias que trazem para a sala de aula, ter dificuldades para ligar o contedo a aspectos da realidade e ao cotidiano da vida, no saber relacionar entre si os assuntos das unidades do programa (LIBNEO, 2005, P. 105).

 

Sobre as relaes entre a sociedade e meio ambiente, merece destaque a anlise de uma experincia desenvolvida no Brasil, especialmente, na regio amaznica, discutida por SILVA, 2008, acerca do Projeto de Apoio ao Manejo florestal Sustentvel na Amaznia PROMANEJO que sugere a conscientizao ambiental para o desenvolvimento de prticas inovadoras que tem como foco o trabalho desenvolvido na Floresta Nacional do Tapajs, que valorizou o conhecimento dos atores locais e seus saberes acerca do contexto regional. Esse trabalho foi relevante para o contexto de nossas discusses porque focalizou a importncia dos programas de educao para a preservao da Amaznia, visando garantia da qualidade de vida destes moradores na colaborao e interao para fomentar a discusso sobre sustentabilidade.

O relato acima citado sugere reflexes dentro da uma proposta de educao e sustentabilidade, tendo em vista que Guimares (2012) entende que:

 

A Educao Ambiental crtica tem um papel decisivo no sentido de contribuir para ampliar a conscincia crtica dos indivduos para a necessidade de construo de uma nova ordem sociometablica sustentvel e de um saber ambiental. Isso significa uma opo por uma Educao Ambiental transformadora e emancipatria que vai alm de ensinar bons comportamentos em relao natureza e ao meio ambiente. uma Educao Ambiental comprometida com as mudanas de valores e a transformao da sociedade (GUIMARES, 2012, p. 150).

 

As informaes e relatos apresentados mostram que para tornar as sociedades mais sustentveis se faz necessrio que todos participem, defendam as mesmas ideias, posicionamentos e propostas para sanar conflitos socioambientais que influenciam profundamente na relao entre ser humano e natureza, fortalecendo interesses particulares que no priorizam necessidades da maioria. Com isso, a educao tambm sofre influncia tanto pela falta de investimentos quanto na formao dos envolvidos com este contexto. Todas essas questes relevam a necessidade de repensar uma educao preocupada com os valores, do ser humano e a vida.

 

 

8 Algumas consideraes

Constatou-se, por meio da pesquisa, que tornar a escola pblica um espao sustentvel um dos maiores desafios da educao na atualidade, uma vez que o entendimento sobre o significado de educao ambiental, de acordo com o contexto apresentado e a realidade a qual o indivduo est inserido, ganha entendimentos diferenciados. Assim, o entendimento que o indivduo ribeirinho apresenta sobre sustentabilidade certamente no ser o mesmo apresentado por um indivduo urbano, entretanto, ambos devem ser valorizados e levados em considerao, uma vez que, de um jeito ou de outro, estes indivduos mantm uma relao dinmica, complexa, comprometida com o meio ambiente, no qual convivem. No que se refere educao uma alternativa para tornar as escolas sustentveis seria investimentos feitos pelos programas com responsabilidade e foco na realidade local, visando o desenvolvimento de projeto em curto, mdio e longo prazo de acordo com o currculo escolar.

Acredita-se que os objetivos da escola sustentvel devem servir a proposta curricular da instituio, entretanto, esta tambm deve se comprometer em seus escritos com a sustentabilidade, por conseguinte, desenvolver a conscientizao ambiental desde os primeiros momentos de escolarizao at o ensino superior permitindo possibilidades de um fazer pedaggico e ambiental significativo, inovador e atraente onde o que for apreendido na instituio de ensino seja colocado em prtica, conforme evidenciam os estudiosos Mauro Guimares, Isabel Cristina de M. Carvalho, Marilena Loureiro da Silva, Edgar Morin e tantos outros. E um referencial de sustentabilidade que agrega, tambm, a educao, a formao docente e a poltica socioambiental em seu mbito local, regional e mundial.

Neste contexto que envolve a educao e sustentabilidade, possvel vislumbrar e considerar vrios caminhos permeados por polticas ambientais com foco nas aes humanas, nos diversos contextos sociais, pois esse assunto no pode ser percebido de forma isolada, porque faz parte das relaes humanas de forma ampla e abrangente, as experincias das pessoas, ao cuidado, a responsabilidade onde o respeito deve ser prioridade quando falamos em conhecimentos e saberes das comunidades do entorno e locais.

Entre as possibilidades de referncias estruturantes, podemos destacar entre as polticas desenvolvidas acerca das Escolas Sustentveis, como o Programa Nacional Escolas Sustentveis (BRASIL, 2013) e a Formao em Educao Ambiental e Escolas Sustentveis (2014). As polticas elencadas precisam ser refletidas, pois infelizmente ainda h muito a ser feito para que teoria e prtica caminhem juntas na sociedade, seguindo os mesmos caminhos para o trato como a questo ambiental, integrando educao e sustentabilidade, reconhecendo a importncia de tornar a escola um espao realmente sustentvel.

Muitas foram as referncias tericas utilizadas para a reflexo, dentre elas, cita-se a proposta de Jacques Delors (2003) que nos permite romper com paradigmas que muitas vezes motivam o desenvolvimento de prticas ambientais isoladas ou desenvolvidas em momentos pontuais quando a mdia d destaque. Contudo entende-se ser possvel aprender a ser, aprender a conhecer, aprender a fazer e aprender a conviver juntos para tornar as experincias e vivncias dialgicas e ajudar a tornar a sociedade um lugar realmente sustentvel onde todos possam contribuir seja na escola, na universidade, na igreja, na praa e ao mesmo tempo compreender a importncia de preservar a vida de diversas formas e sobre vrios olhares.

Outro aspecto importante a ser considerado para pensar no contexto da educao ambiental refere-se a formao pessoal e social dos indivduos, pois cada um mantm de seu jeito uma relao com o meio ambiente, que se concretiza e se fortalece a partir da importncia que dada a vida, por isso importante uma conscientizao ambiental contnua pois, de um jeito ou de outro, os espaos so sustentveis, j que estes saberes , inicialmente, comeam na vida familiar e se concretizam na escola de vrias formas, acabando por se tornar referncias para uma vida melhor. Assim, ganha destaque a educao quando este processo se torna um importante recurso para superar desigualdades sociais que acabam influenciando os processos de construo de conhecimento das pessoas trazendo srias consequncias para o local onde vivem.

Dentro desta perspectiva considera-se que os processos educativos formais (saberes sistematizados), e no formais (os que aprendemos em nossas vivencias) so determinantes para a construo de concepes que vo direcionar o modo de ser e estar no mundo, assim como as concepes tericas de diferentes estudiosos (como Alexandre Pedrini e Michele Saito , que destacam na pesquisa, (2014) podem ser referncias porque tratam com propriedade de questes relacionadas aos paradigmas metodolgicos e propostas de espaos educadores sustentveis conforme sugere os documentos legais brasileiros.

Neste sentido, reflete-se sobre a construo da escola como um espao sustentvel que possa dar conta de uma proposta metodolgica que valoriza a educao socioambiental, que ajude crianas, alunos, jovens e adultos a ter preocupao com a natureza reconhecendo que esta o seu porto seguro para toda a existncia e que por isso deve ser preservada, cuidada e aproveitada da melhor forma possvel, onde o conflito seja resolvido de forma dialgica. Ou seja, para que todos entendam que necessrio a unio e a cooperao, e a valorizao do ser humano, da fauna e da flora, como parte de um contexto mais amplo que precisa ser conservado.

Assim, a pesquisa aponta que imprescindvel que cada um tome posse de suas responsabilidades entendendo que a natureza um bem coletivo, mas que para preserva-la necessrio polticas pblicas, mais educao com qualidade, rompimento de posturas passivas, e o fortalecimento de aes emancipatrias e transformadoras onde prevalea no somente o interesse individual mas a unio, a cooperao, a comunicao, o compromisso , a responsabilidade e o dilogo, visando sempre o entendimento que a natureza um bem coletivo e que para assim trata-la, a sociedade precisa afirmar os valores de igualdade e democracia para a garantia dos direitos de todos.

 

 

Referncias

BIANCHI, Camila Santos Tolosa. Programa Nacional Escolas Sustentveis: o fluxo de uma ideia no campo das polticas pblicas de Educao Ambiental. 2016. 182f. Dissertao (Mestrado) Faculdade de Educao, Universidade de Braslia, Braslia, 2016.

 

BIASOLI, Semramis Albuquerque. Institucionalizao de polticas pblicas em Educao Ambiental: subsdios para a defesa de uma poltica do cotidiano. 2014. 117 f. Tese (Doutorado) Centro de Energia Nuclear na Agricultura, Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz, Piracicaba, 2015. Verso revisada de acordo com a resoluo COPGr 6018 de 2011.

 

BRASIL. Conferncia Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente: Mudanas Ambientais Globais. 3. ed. Braslia, D.F.: [s.n.], 2009. Relatrio Final.

 

BRASIL. Conferncia nacional infantojuvenil pelo meio ambiente: vamos cuidar do Brasil com escolas sustentveis. Braslia, DF: MEC; Ministrio do Meio Ambiente, 2013. Relatrio Final.

 

BRASIL. II Conferncia Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente. 2. ed. Braslia, D.F.: rgo Gestor da Poltica Nacional de Educao Ambiental, 2007. (Srie Documentos Tcnicos, n 11.).

 

BRASIL. Lei n 9394, de 20 de dezembro de 1996, estabelece as diretrizes e bases da educao nacional. Dirio Oficial [da] Repblica Federativa do Brasil, Braslia, DF, 23 dez. 1996. Disponvel em: <http://www.in.gov.br/mp_leis/leis_texto.asp?ld=LEI%939496>. Acesso em: 22 dez. 2016.

 

BRASIL. Ministrio da Educao. Ministrio do Meio Ambiente. Vamos Cuidar do Brasil com escolas sustentveis: educando-nos para pensar e agir em tempos de mudanas socioambientais globais. Braslia, D.F.: Secretaria de Educao Continuada: Alfabetizao, Diversidade e Incluso, 2012.

 

BRASIL. Ministrio da Educao. Programa Nacional Escolas Sustentveis. Braslia, D.F.: MEC; Coordenao Geral de Educao Ambiental, 2014. Verso Preliminar, 02 jun., 2014.

 

BRASIL. Ministrio da Educao. Secretaria de Educao Continuada, Alfabetizao e Diversidade. Formando COM-VIDA, Comisso de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na escola: construindo agenda 21 na escola. 2ed. Braslia, D.F.: MEC: Coordenao Geral de Educao Ambiental, 2007.

 

BRASIL. Ministrio do Meio Ambiente. Documentos tcnicos da II Conferncia Nacional do Meio Ambiente. Braslia, DF: Agenda 21, 2006.

 

BRASIL. Tratado de Educao Ambiental para Sociedades Sustentveis e Responsabilidade Global. Disponvel em:< www.portal.mec.gov.br>. Acesso em: 23 jan. 2016.

 

CARVALHO, Isabel Cristina de Moura. Educao Ambiental: a formao do sujeito ecolgico / Isabel Cristina de Moura Carvalho 5 ed. So Paulo: Cortez, 2011.

 

CAVALCANTE L.O. Currculo e Educao Ambiental. In: FERRARO JNIOR (Org.). Encontros e Caminhos: formao de educadoras (es) ambientais e coletivos educadores. Barslia: MMA, Diretoria de Educao Ambiental, 2005.p.115-126.

 

DELORS, Jacques. Comisso Internacional sobre Educao para o Sculo XXI. In: UNESCO. Educao: um tesouro a descobrir. So Paulo: Braslia: Cortez, UNESCO, 2003. 288p.

 

GIL, Antnio Carlos. Como elaborar projeto de pesquisa. So Paulo: Cortez, 2002.

 

GUIMARES, Mauro. A dimenso ambiental na educao/Mauro Guimares. Campinas, SP: Papirus, 1995. (Coleo Magistrio: Formao e Trabalho Pedaggico)

 

GUIMARES, Mauro. A formao de educadores ambientais/Mauro Guimares 8 ed. Campinas, SP: Papirus, 2012. (Coleo Papirus Educao)

 

GRIMM, Isabel Jurema; DIAS, Adriana Pasco; SAMPAIO, Carlos Alberto Cioce; FERNANDES, Valdir. Interdisciplinaridade e prticas pedaggicas no desenvolvimento: anlise da experincia da microbacia do Rio Sagrado, Morretes/PR. Ambiente & Sociedade. (online), v. 18, n. 1, p. 115-134, Mar. 2015. DOI: 10.1590/1809-4422ASOC764V1812015en.Disponvelem: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-753X2015000100008&lang=pt. Acesso em: 23 abr. 2019.

 

 

IMBERNN, Francisco. Formao permanente do professorado: novas tendncias; traduo de Sandra Trabucco Valenzuela. So Paulo; Cortez, 2010.

 

LEFF, E. (Coord.). A complexidade ambiental. So Paulo: Cortez. 2003.


LEFF, Enrique. Saber ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder. 8. ed. Petrpolis, RJ: Vozes, 2011. 494 p.

 

LIBNEO, Jos Carlos. Adeus professor, adeus professora? Novas exigncias educacionais e profisso docente. 5 ed. So Paulo: Cortez, 2001. (Coleo Questo da Nossa poca; v. 67).

 

LIMA, Maria do Carmo. Brasil: como anda nossa Agenda 21?. Caderno de debate Agenda 21, Braslia, DF: Ministrio do Meio Ambiente, v. 8, n. 3, set./dez., 1999.

 

LOUREIRO, Carlos Frederico B. Trajetria e fundamentos da Educao Ambiental. 2. ed. So Paulo: Cortez, 2006.

 

LOUREIRO, Carlos Frederico Bernardo; LAYRARGUES, Philippe Pomier; CASTRO, Ronaldo Souza de (Org.). Sociedade e meio ambiente: a Educao Ambiental em debate. 5. ed. So Paulo: Cortez, 2008. 183 p.

 

LUDKE, Menga; ANDR, Marli Eliza Dalmazo Afonso de. Pesquisa em educao: abordagens qualitativas. 2. ed. So Paulo: EPU, 2013.

 

MEDINA, N. M. Educao Ambiental: uma metodologia participativa de formao/Nan Mininni Medina, Elizabeth da Conceio Santos. 8 ed. Petrpolis, RJ: Vozes, 2011.

 

MORIN, Edgar. Os Sete saberes necessrios educao do futuro. 2. ed., rev. So Paulo: Cortez; [Braslia, DF]: UNESCO, 2011. 102 p

 

OLIVEIRA, H.T. Transdisciplinaridade. In: FERRARO JNIOR (Org.). Encontros e caminhos: formao de educadoras (es) ambientais e coletivos educadores. Braslia: MMA, Diretoria de Educao Ambiental, 2005. p.336.- 343.

 

SAITO, Carlos Hiroo; PEDRINI, Alexandre de Gusmo (Org.). Paradigmas metodolgicos em Educao Ambiental. Petrpolis: Vozes, 2014.

 

SANTOS FILHO, Jos Camilo dos; GAMBOA, Silvio Sanches (Org.). Pesquisa educacional: quantidade - qualidade. So Paulo: Cortez, 1995.

 

SANTOS PINTO, V. P. dos & GUIMARES, M., A Educao Ambiental no contexto escolar: temas ambientais locais como tema geradores diante das questes socioambientais controversas. Revista de Geografia PPGEO UFJF. Juiz de Fora, v.7, n.2, (jul-dez) p. 149-162, 2017.

 

SANTOS, Boaventura de Sousa. Pela mo de Alice: o social e o poltico na ps-modernidade. 11. ed. So Paulo: Cortez, 2006.

 

SANTOS; Boaventura de Sousa (Org.). Democratizar a democracia: os caminhos da democracia participativa. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilizao Brasileira, 2002.

 

SAVIANI, Dermeval.  Pedagogia   histrico crtico: primeiras aproximaes. 9. ed., Campinas: Autores Associados, 2005.

 

SILVA, Marilena Loureiro da. Educao Ambiental e Cooperao Internacional na Amaznia. Belm: NUMA/UFPA, 2008.

 

STAKE, R. E. Case studies. In: DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. S. (Ed.). Handbook of qualitative research, Thousands Oaks, Sage, 1998.

 

TASSARA; Eda. Dicionrio socioambiental: ideias, definies e conceitos. So Paulo: Faarte, 2008.

 

TRAJBER, Rachel; MENDONA, Patrcia Ramos (Org.). O que fazem as escolas que dizem que fazem Educao Ambiental. Braslia, D.F.: Ministrio da Educao, 2006.

 

TRAJBER, Rachel; SATO, Michle. Escolas Sustentveis: incubadoras de transformao nas comunidades. REMEA Revista Eletrnica do Mestrado em Educao Ambiental, v. especial. set. 2010. DOI: https://doi.org/10.14295/remea.v0i0.3396. Disponvel em: https://periodicos.furg.br/remea/article/view/3396. Acesso em: 23 jun. 2019.

 

TRIVIOS, Augusto Nibaldo Silva. Introduo pesquisa e cincias sociais: pesquisa qualitativa em educao. So Paulo: Atlas, 1987.

 



[1]Espaos Educadores Sustentveis so lugares que no apenas se propem a educarem para a sustentabilidade mas que, tambm, buscam se estruturar de modo a garantir qualidade de vida socioambiental para a atual e as futuras geraes (TRAJBER; SATO, 2010).

[2] Resposta obtida em entrevista de pesquisa de campo, com professores nas escolas selecionadas.



Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.