Século XXI – Revista de Ciências Sociais
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<p style="text-align: justify;">A<strong> Século XXI: Revista de Ciências Sociais</strong> é uma publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais do Centro de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM. Sua missão consiste na divulgação da produção científica da área de pós-graduação em ciências sociais, com abrangência nacional e internacional. Sua política editorial contempla a divulgação de trabalhos inéditos do âmbito das ciências sociais – sociologia, antropologia e ciência política - na forma de artigos e resenhas com relevância científica e social. Seu público-alvo é constituído por docentes e pesquisadores vinculados às instituições de pesquisa e pós-graduação da área de ciências sociais. Seus artigos são inéditos e podem ser publicados em português, espanhol, inglês e francês.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>eISSN 2236-6725 | Qualis/CAPES (2017-2020) = B1</strong></p>Universidade Federal de Santa Mariapt-BRSéculo XXI – Revista de Ciências Sociais2179-8095<p style="text-align: justify;">Autores que publicam na Século XXI: Revista de Ciências Sociais concordam com os seguintes termos:</p><ol type="a"><li><p style="text-align: justify;">Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</p></li><li><p style="text-align: justify;">Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p></li><li><p style="text-align: justify;">Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O Efeito do Acesso Livre</a>).</p></li></ol>Apresentação – Edição Especial
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<p>...</p>Zulmira Newlands BorgesLaura Senna FerreiraReginaldo Teixeira Perez
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2025-12-162025-12-16152010710.5902/2236672594858Dilemas em trabalho de campo, ética e mal-estar
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<p>Partindo de uma situação narrada a partir de trabalho de campo numa comunidade negra quilombola, buscamos problematizar questões envolvendo ética, cultura, política local e pesquisa em Ciências Sociais. Para tanto, refletimos sobre a obra de Willian Foote Whyte, <em>Street Corner Society</em>, publicada pela primeira vez nos Estados Unidos em 1943<em>. </em>Consideramos que algumas experiências narradas nesse livro nos levam a pensar sobre nossas próprias experiências de imersão em trabalho de campo. Examinamos brevemente dois trechos que se relacionam mais diretamente com dilemas ético-políticos nas relações entre pesquisador e comunidade, postulando que não há soluções fáceis para eles e atentando para constrangimentos estruturais que permeiam tais relações. Ao final, recuperamos a noção de <em>maquiavelismo sociológico </em>expressa por Peter Berger, a qual expressa a possibilidade de uma ética racional que coadune visão de mundo cínica da sociedade e compromisso ético-político com os grupos que estudamos.</p>Daniel Alves
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2025-12-162025-12-16152082210.5902/2236672594859Revisitando emoções e impressões de um campo de pesquisa
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<p class="Standard" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">O objetivo deste artigo é compartilhar memórias, vivências e sentimentos e, inspirada na leitura de Whyte e Lícia Valadares, oferecer reflexões sobre a experiência do trabalho de campo e da pesquisa etnográfica e seus desafios, incertezas e equívocos que quase sempre se transformam em boas lições ou mesmo em reflexões sobre o universo pesquisado. Busca-se revisar aspectos da tese de doutorado da autora, inicialmente marcando a passagem de um problema que é social (o da ausência de órgãos) para um problema pertinente ao campo de investigação antropológica (qual a noção de pessoa que está em jogo para favorecer ou dificultar a decisão em relação às doações de órgãos). Em seguida, busca-se mostrar como ocorreu a inserção em campo nos diferentes momentos da pesquisa. Por fim, discute-se a noção de pessoa como categoria norteadora no universo pesquisado, as questões de ética de pesquisa e o consentimento informado.</span></p>Zulmira Newlands Borges
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2025-12-162025-12-16152234410.5902/2236672594860Percursos de pesquisa sociológica e vivências de classe
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<p>No presente artigo, a partir da discussão sobre percursos de pesquisas, reflete-se sobre os dilemas que envolvem as vivências acadêmicas, de gênero e de classe. O texto apresenta os esforços para uma compreensão crítica dos caminhos investigativos e das tradições metodológicas. De uma pesquisa de mestrado com mulheres na indústria de conservas de frutas e hortaliças na qual se estudou os processos de reestruturação produtiva, na cidade de Pelotas/RS, para uma pesquisa de doutorado com homens que atuam nos serviços automotivos, na cidade de Porto Alegre/RS, na qual se discutiu os dramas que envolvem os velhos e novos desenhos identitários de um ofício, ambos estudos abordaram os impactos das mudanças laborais e os desafios compreensivos postos à Sociologia do trabalho. Considerando as narrativas e memórias, buscou-se compreender o universo de significados dos “de baixo”, os conflitos e as contradições sociais.</p>Laura Senna Ferreira
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2025-12-162025-12-16152456410.5902/2236672594861Retorno sobre uma prática de pesquisa com elites
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<p>O artigo trata de uma experiência de pesquisa junto a elites políticas e profissionais. Num primeiro momento, abordamos trabalhos referentes à reprodução de patrimônios políticos familiares e disputas políticas no interior do estado do Maranhão. Em seguida, tratamos de pesquisa sobre elites jornalísticas e redefinições da excelência profissional, a partir do chamado “jornalismo investigativo”. Atentando para as hierarquias em jogo e suas implicações em situações de pesquisa de “assimetria invertida”, são destacadas algumas das dificuldades encontradas e estratégias adotadas visando contorná-las, particularmente em relação à negociação e realização de entrevistas. A partir de uma reflexão sobre as condições sociais de construção do objeto, buscamos demonstrar como a análise da dinâmica de coleta dos dados pode contribuir para elucidar as lógicas de funcionamento dos universos estudados.</p>João Gilberto do Nascimento Lima
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2025-12-162025-12-16152658610.5902/2236672594864De dramas a outros dramas
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<p>Tomando como referência a obra de William Foote Whyte, <em>Sociedade da Esquina – a estrutura social de uma área urbana pobre e degradada</em>, em seu Anexo A, trata-se, no texto em tela, de narrar uma experiência que conjuga uma vivência em uma cidade “estranha” (Rio de Janeiro) com as exigências de elaboração de uma tese doutoral. O termo unificador das duas situações – drama – traduz o sentimento prevalecente que orienta a narrativa. O contato com uma cultura diferente, a convivência em um ambiente acadêmico caracterizado pela severa competição e as indefinições acerca do objeto a ser pesquisado produzem impactos significativos sobre exercícios cognitivos particulares, necessários ao fazer Ciência Social. Impossível a desconexão entre o sentir e o pensar, condição ao conhecer. Se o sentir é marcado pelo desajuste, a reflexão torna-se agônica – e a construção racional de uma obra acadêmica, um martírio. Com esses ingredientes, propõe-se um alinhamento entre o viver (experimentar) e o criar nas Ciências Sociais, ambas situações dramáticas.</p>Reginaldo Teixeira Perez
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2025-12-162025-12-161528710610.5902/2236672594865Estudando Maurice, ouvindo gentes
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<p>Este artigo, versão atualizada e ampliada de um paper apresentado no XIV Congresso Brasileiro de Sociologia, em 2009, objetiva refletir acerca de noções importantes na obra de Maurice Halbwachs (1877-1945) e seus possíveis usos em pesquisas na área da Antropologia. Entre elas, a perspectiva apontada pelo autor, inserido na Escola Sociológica Francesa, acerca da relação indivíduo e sociedade, suas dinâmicas e possibilidades analíticas. Por meio de pesquisa bibliográfica e documental, objetivou-se conhecer e apresentar elementos importantes inseridos nos escritos do autor, sempre desafiantes e ousados, pensando-se o período histórico e intelectual no qual publicou. Trata-se, principalmente, de salientar a riqueza da obra deste autor durante minha trajetória acadêmica, especialmente no trabalho de pesquisa com as memórias de descendentes de imigrantes italianos no Rio Grande do Sul.</p>Maria Catarina Chitolina Zanini
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2025-12-162025-12-1615210712210.5902/2236672594866