https://periodicos.ufsm.br/seculoxxi/issue/feedSéculo XXI – Revista de Ciências Sociais2026-06-11T10:04:12-03:00Felipe Corral de Freitasseculoxxi@ufsm.brOpen Journal Systems<p style="text-align: justify;">A<strong> Século XXI: Revista de Ciências Sociais</strong> é uma publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais do Centro de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM. Sua missão consiste na divulgação da produção científica da área de pós-graduação em ciências sociais, com abrangência nacional e internacional. Sua política editorial contempla a divulgação de trabalhos inéditos do âmbito das ciências sociais – sociologia, antropologia e ciência política - na forma de artigos e resenhas com relevância científica e social. Seu público-alvo é constituído por docentes e pesquisadores vinculados às instituições de pesquisa e pós-graduação da área de ciências sociais. Seus artigos são inéditos e podem ser publicados em português, espanhol, inglês e francês.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>eISSN 2236-6725 | Qualis/CAPES (2021-2024) = A4</strong></p>https://periodicos.ufsm.br/seculoxxi/article/view/97140Apresentação do Dossiê2026-06-11T10:04:12-03:00Aleosha Eridanialeosha@hechoengenero.clMarcela Mandiolamarcela@hechoengenero.cl<p>Apresentação do Dossiê</p>2026-06-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Aleosha Eridani, Marcela Mandiolahttps://periodicos.ufsm.br/seculoxxi/article/view/97142Género um significante flutuante2026-06-11T10:03:46-03:00Aleosha Eridanialeosha@hechoengenero.clMarcela Mandiolamarcela@hechoengenero.cl<p>No presente artigo, analisamos a evolução das novas arquiteturas de gênero no meio acadêmico chileno (Gaba, 2020), criadas a partir das demandas e perspectivas do Maio feminista de 2018 (Zerán, 2019). Defendemos que esses dispositivos, apesar de suas intenções explícitas, tiveram paralelamente um efeito despolitizador, na medida em que se configuraram como a «política», um contraponto ao «político» (Marchart, 2009). Propomos considerar que, dessa forma, a categoria gênero opera como um «significante flutuante» (Laclau, 2009), reunindo sentidos diversos e contrapostos. No contexto universitário chileno, isso se expressa em quatro capturas acadêmicas do político: as práticas acadêmicas generizadas, o managerialismo espectral, os feminismos neoliberais e as novas masculinidades hegemônicas. Acreditamos que o atual cenário político no Chile, exige uma reativação do antagonismo (Laclau e Mouffe, 2011). Desta forma, o político do gênero poderia nos devolver a possibilidade de imaginar um horizonte feminista.</p>2026-06-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Aleosha Eridani, Marcela Mandiolahttps://periodicos.ufsm.br/seculoxxi/article/view/97145O “ódio ao gênero” e a fantasia na configuração antipopulista argentina2026-06-11T10:03:24-03:00Daniela Godoydaniela@calandolapiedra.com<p>Este artigo analisa a batalha cultural antipopulista na Argentina contra o “gênero” e a “ideologia de gênero”, examinando como o ódio funciona como argamassa identitária da direita radicalizada liderada por Milei. Argumenta-se que o “gênero” opera como significante articulador que condensa ansiedades diversas, justapondo feminismos, ESI (Educação Sexual Integral), direitos humanos e kirchnerismo como ameaças. O estudo da economia afetiva e da performatividade do ódio, a novidade das redes sociais e das práticas políticas dos “<em>affective publics</em>” e o das operações da fantasia envolvidas na constituição identitária permite compreender a operação que coesiona sexismo, lesbohomotransfobia, xenofobia e racismo. A contextualização histórica permite advertir as especificidades da configuração antipopulista argentina que procura a inversão de vítimas e algozes, a legitimação da violência e o desmantelamento de políticas progressistas vinculadas a lutas hegemônicas desde a configuração populista kirchnerista até hoje. Enquanto o emprego do gênero como ferramenta crítica feminista é constantemente reformulado, o tratamento antipopulista do mesmo permite considerar esta categoria como um significante disputado por cadeias significantes rivais, antifeministas e antidemocráticas.</p>2026-06-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Daniela Godoyhttps://periodicos.ufsm.br/seculoxxi/article/view/97148Hegemonia e antagonismo2026-06-11T10:03:06-03:00Rosario Ayala Villelarosario.ayala@gmail.com<p>Este trabalho reflete sobre a construção hegemônica da medicalização do parto nas sociedades contemporâneas, apoiando-se na teoria pós-fundacional de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe, em diálogo com outros autores relacionados. Se aborda o processo da medicalização desde uma perspectiva feminista e de estudos sobre a saúde da mulher que analisaram o tema criticamente. O artigo sustenta que a hegemonia do discurso medicalizado se constrói e se fortalece mediante a expansão dos seus pontos nodais e fronteiras discursivas, da sua articulação com ideologias prevalentes em distintos contextos e a incorporação de elementos de discursos alternativos como uma diferença interna ao sistema de significados, enfraquecendo o seu potencial crítico. Se enfatiza a importância de considerar o componente afetivo para compreender sua força hegemônica. Finalmente, se reflete sobre as contribuições desta teoria para a abordagem da medicina como discurso do saber.</p>2026-06-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Rosario Ayala Villelahttps://periodicos.ufsm.br/seculoxxi/article/view/97151O uso da Teoria Política do Discurso no Estudo da Organização da Resistência2026-06-11T10:02:39-03:00Alice Franzalicefranz1@gmail.comEloise Helena Livramento Dellagneloeloiselivramento@gmail.comFelipe Amaral Borgesffbamaral@gmail.comMonique Nascimentomoniquenn@gmail.com<p>A Teoria Política do Discurso, formulada por Ernesto Laclau e Chantal Mouffe, tem sido mobilizada em diferentes campos para a análise de processos de resistência e disputas contra-hegemônicas. Este artigo realiza uma revisão de literatura de publicações nacionais e internacionais que utilizam a TPD como eixo teórico central, buscando compreender como a teoria tem sido empregada na análise da organização e articulação da resistência. A pesquisa, qualitativa, resultou na análise de 41 artigos, predominantemente das áreas de Ciência Política, Administração e Ciências Sociais. Os resultados evidenciam o potencial analítico da TPD para compreender a constituição de sujeitos políticos, antagonismos e cadeias de equivalência em processos de resistência. Contudo, observou-se predominância de estudos centrados na contestação da hegemonia, com menor aprofundamento acerca dos modos organizativos, estratégias articulatórias e condições materiais envolvidas na consolidação de projetos contra-hegemônicos e hegemonias alternativas.</p>2026-06-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Alice Franz, Eloise Helena Livramento Dellagnelo, Felipe Amaral Borges, Monique Nascimentohttps://periodicos.ufsm.br/seculoxxi/article/view/97152Para Cuidar do Povo Brasileiro2026-06-11T10:02:17-03:00Daniel de Mendonçaddmendonca@gmail.comBianca de Freitas Linharesbiancaflinhares@gmail.com<p>A expressão “lulismo”, embora amplamente utilizada na academia, não é comumente bem recebida quando associada à ideia de populismo. Neste artigo, buscamos analisar o lulismo enquanto um tipo de populismo, na medida em que destacamos o inimigo contra o qual ele se antagoniza, além de tratarmos a construção do seu povo e de seu líder. Teoricamente, partimos de uma compreensão pós-estruturalista do populismo, fundamentada na teoria de Ernesto Laclau e na teoria do discurso, de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe. Para realizar a investigação, compilamos os materiais da campanha eleitoral de Lula à Presidência em 2022. Tais dados foram posteriormente tratados no software NVivo a partir da técnica de análise de discurso. Como resultados, primeiramente verificamos no significante “antidemocracia” a consolidação antagônica ao lulismo, polo que enseja a articulação de demandas não atendidas e identificadas na liderança de Lula. Ainda constatamos “inclusão social”, “governo ‘com’ todos”, “sensibilidade e cuidado” e “democracia” como os significantes que estruturaram o discurso lulista, os sentidos do seu povo e de seu líder, negando a representação de seu antagonista.</p>2026-06-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Daniel de Mendonça, Bianca de Freitas Linhareshttps://periodicos.ufsm.br/seculoxxi/article/view/97153Dois Discursos e Dois Antagonismos?2026-06-11T10:01:59-03:00Felipe Corral de Freitasfelipecorrall@gmail.com<p>A eleição presidencial de 2018 apontou o ainda relevante espaço do do Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE): aumentou o nível de interesse dos eleitores no que tange à busca por informações. Levando em consideração esta assertiva, o objetivo deste artigo é o de demonstrar a construção discursiva da candidatura de Fernando Haddad produzida durante o HGPE. Indagasse como a candidatura de Haddad construí seu discurso em um contexto de impedimento da candidatura de Lula, antes possível candidato. Justifica-se este estudo por três motivos: a) o HGPE torna possível a desconstrução de uma candidatura pela outra; e b) o PT, depois de quatro eleições e posteriormente ao impeachment de Dilma, chega a esta eleição não mais como situação e em situação desfavorável segunda as pesquisas de intenção de voto; e c) a interrupção do antagonismo entre PT e PSDB. Para isso, são utilizados os aspectos teóricos e metodológicos da teoria do discurso de Laclau e Mouffe. Os resultados indicam que a candidatura de Haddad construiu dois discursos diferentes: um no primeiro turno, denunciando a prisão de Lula, e um no segundo, antagônico à candidatura de Bolsonaro, favorito segundo as pesquisas de intenção de voto.</p>2026-06-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Felipe Corral de Freitas