Percepção Docente Acerca da Violência Escolar: uma revisão integrativa
Teachers' perception of school violence: an integrative review
Percepción docente acerca de la violencia escolar: una revisión integradora
Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso, Cuiabá – MT, Brasil.
Universidade do Estado de Mato Grosso, Cáceres – MT, Brasil.
Recebido em 26 de maio de 2026
Aprovado em 06 de agosto de 2026
Publicado em 17 de agosto de 2026
RESUMO
A Violência Escolar é um fenômeno multicausal com potencial para gerar impactos negativos no ambiente escolar. Esta pesquisa é bibliográfica qualitativa, de natureza exploratória e descritiva. Parte da questão: o que se tem veiculado nos repositórios da CAPES e no Google Acadêmico sobre a violência escolar na percepção docente entre 2020 e 2025? A metodologia utilizada é a revisão integrativa. Os critérios de inclusão envolveram as palavras-chave “violência escolar”, “percepção docente” e “professores” associados aos operadores booleanos AND e OR. Nos dois repositórios foram pré-selecionadas 77 produções, e destas, selecionou-se 14 trabalhos para análise na íntegra. Os resultados indicam que os docentes percebem a violência escolar como desafio complexo e dinâmico, um reflexo da desestrutura familiar e vulnerabilidades sociais; anseiam por formações sobre o tema e por parcerias intersetoriais para o enfrentamento e prevenção da violência escolar. Verifica-se ainda, que ações preventivas pautadas na formação para a educação moral e emocional, no diálogo, no monitoramento e respeito às diferenças podem mudar esse cenário.
Palavras-chave: Percepção Docente; Violência Escolar; Revisão Integrativa.
ABSTRACT
School violence is a multicausal phenomenon with the potential to generate negative impacts on the school environment. This research is a qualitative bibliographic study of an exploratory and descriptive nature. It is based on the question: what has been published in the CAPES repository and in Google Scholar regarding school violence from the teachers’ perspective between 2020 and 2025? The methodology used is an integrative review. The inclusion criteria involved the keywords “school violence,” “teachers’ perception,” and “teachers,” associated with the Boolean operators AND and OR. In the two repositories, 77 publications were preselected, of which 14 studies were chosen for full analysis. The results indicate that teachers perceive school violence as a complex and dynamic challenge, a reflection of family disorganization and social vulnerabilities; they express a need for training on the topic and for intersectoral partnerships to address and prevent school violence. It is also observed that preventive actions based on moral and emotional education, dialogue, monitoring, and respect for differences can change this scenario.
Keywords: Teachers’ Perception; School Violence; Integrative Review.
RESUMEN
La violencia escolar es un fenómeno multicausal con potencial para generar impactos negativos en el entorno escolar. Esta investigación es de carácter bibliográfico cualitativo, de naturaleza exploratoria y descriptiva. Parte de la siguiente pregunta: ¿qué se ha publicado en los repositorios de CAPES y en Google Académico sobre la violencia escolar desde la percepción docente entre 2020 y 2025? La metodología utilizada es la revisión integradora. Los criterios de inclusión involucraron las palabras clave “violencia escolar”, “percepción docente” y “profesores”, asociadas a los operadores booleanos AND y OR. En ambos repositorios se preseleccionaron 77 producciones y, de estas, se seleccionaron 14 trabajos para su análisis completo. Los resultados indican que los docentes perciben la violencia escolar como un desafío complejo y dinámico, reflejo de la desestructuración familiar y de las vulnerabilidades sociales; además, manifiestan la necesidad de formación sobre el tema y de alianzas intersectoriales para el abordaje y la prevención de la violencia escolar. Asimismo, se observa que acciones preventivas basadas en la formación para la educación moral y emocional, el diálogo, el seguimiento y el respeto a las diferencias pueden cambiar este escenario.
Palabras clave: Percepción docente; Violencia escolar; Revisión integradora.
Considerações Iniciais
A violência se amplia cada vez mais e atinge diversos espaços sociais, como o ambiente escolar, e neste se configura como um fenômeno complexo, variado e dinâmico que tem gerado crescentes preocupações em âmbito global e nacional. Essa expansão da “[…] violência em ambiente escolar se tornou um problema global visível em virtude dos avanços tecnológicos na sociedade contemporânea” (Tiellet, 2012, p. 16). Por conseguinte, Chizzotti e Ponce (2016) também analisam que o cenário atual é marcado por uma hipervisibilidade dos conflitos, intensificada pela veiculação midiática, e estas exposições contínuas e, por vezes, sensacionalistas, geram um estado de instabilidade psicossocial, que reverbera de forma multidimensional na vida social (alimentando o sentimento de insegurança difusa e pânico moral), no núcleo familiar (alterando as dinâmicas de proteção e confiança depositada nas instituições educacionais) e no cotidiano escolar (interferindo no clima organizacional e criando um ambiente de vigilância e tensão). Nesta perspectiva, a mídia não apenas relata o fenômeno, mas atua como um vetor de amplificação, possibilitando distorções da percepção da realidade, transformando casos isolados em uma sensação de crise sistêmica permanente (Reis et al., 2020).
A violência escolar se manifesta de diversas formas, incluindo a violência física, psicológica, verbal, sexual (nas relações interpessoais), simbólica, contra patrimônio público ou privado, ou ainda, a violência produzida pela própria escola. Desse modo, esta violência pode se revelar em três categorias significativas, quais são: a violência na escola (aquela que ocorre dentro da escola ou em seu entorno por motivos internos ou externos); a violência contra a escola (aquela que afeta o patrimônio escolar e seus profissionais a partir de atos de vandalismo, destruição estruturais e de equipamentos, e invasões armadas); e a violência da escola (aquela perpetrada pela própria instituição e seus agentes através do autoritarismo, abuso de poder, ameaças, etc.) (Priotto; Bonetti, 2009 apud Zucco; Trindade, 2024; Charlot, 2002). Este contexto ainda evidencia que:
As tensões, conflitos e violência, muitas vezes são ações reativas ao processo de exclusão experimentado pelo jovem na escola, onde poder e saber se articulam em práticas que expressam uma cultura escolar promotora da distinção entre os jovens, mediante a noção de bem-educado, comportado, contraposta à de mal-educado, problemático, que, de modo geral, recai sobre os que pertencem às camadas populares (Tiellet, 2012, p. 18).
Ademais, o ambiente escolar se torna alvo de violências justamente por representar um microcosmo em que os indivíduos interagem e constroem suas trajetórias na sociedade em que estão inseridos (Garcia; Vinha, 2025).
Como objeto de investigação, a violência escolar tem mobilizado pesquisadores de áreas como psicologia, sociologia, pedagogia e saúde pública, possibilitando uma complexa articulação teórica para compreender esse fenômeno (Dias et al., 2025). Estes autores ainda observam que a perspectiva psicológica analisa os danos à saúde mental docente (e outros) causados pela violência crônica, culminando na Síndrome de Burnout. Esta patologia articula-se em três dimensões: a exaustão emocional (esgotamento de recursos internos), a despersonalização (distanciamento afetivo e indiferença como defesa) e a baixa realização profissional (perda de sentido e de percepção de competência no trabalho).
A abordagem sociológica evidencia que a escola atua como um microcosmo da estrutura social, reproduzindo desigualdades em vez de neutralizá-las. Sob essa ótica, a violência escolar deixa de ser um incidente isolado e passa a ser compreendida como manifestações de conflitos estruturais e hierarquias que a própria instituição acaba por validar, frustrando o ideal de democratização plena do ensino.
Na perspectiva institucional, foca-se na eficácia das políticas e da gestão escolar no enfrentamento da violência, priorizando projetos participativos, mediação e resolução de conflitos pelo diálogo e suporte multidisciplinar. A ausência destes recursos “[…] sobrecarrega os professores com demandas para as quais não foram formados, intensificando seu sofrimento e vulnerabilidade” (Dias et al., 2025, p. 8), além das possibilidades danosas aos estudantes.
Estes autores também observam que as teorias das práticas pedagógicas acerca da violência escolar procuram conhecer as estratégias de enfrentamento dos professores revelando três padrões de maior destaque: o enfrentamento ativo (quando o professor tenta resolver os conflitos pelo diálogo); a evitação (quando o professor se desliga emocionalmente e evita envolvimento com a turma); e a reprodução (quando o professor reage à agressividade com autoritarismo e punições rígidas, reforçando ciclos de violência). Desse modo, este enfrentamento transcende as capacidades individuais dos professores e demanda suporte institucional adequado e políticas públicas sistêmicas.
Contudo, tais expectativas exigem articulação multidisciplinar, o que permitirá uma compreensão mais abrangente do fenômeno da violência no ambiente escolar (Dias et al., 2025; Santos, 2022). Esse movimento acerca da compreensão da temática sugere considerar, segundo a literatura especializada, dimensões sociais, culturais, políticas, econômicas, territoriais e históricas, evidenciando os meandros da complexidade do fenômeno.
No Brasil, os desafios impostos pela violência escolar são particularmente acentuados, refletindo as desigualdades sociais, a fragilidade de políticas públicas eficazes e a organização de Projetos Políticos Pedagógicos (PPP) que não contemplam a temática. Pois, pensar em violência escolar é refletir sobre um fenômeno melindroso que afeta diretamente todos os sujeitos que atuam no ambiente educacional repercutindo em toda a comunidade escolar (Garcia; Vinha, 2025); comprometendo as relações interpessoais, o aprendizado e o desenvolvimento socioemocional de estudantes, professores e de todos que ali convivem.
Na perspectiva de conhecer melhor a temática da violência escolar, objetivou-se realizar um levantamento e análise das produções de conhecimento referente à violência escolar na percepção docente publicadas nas bases de dados do Catálogo de Teses e Dissertações (CAPES) e no Google Acadêmico, na área da educação, entre os anos de 2020 e 2025. As buscas foram realizadas nos meses de janeiro e fevereiro de 2026.
Esta revisão da literatura é um movimento fundamental para a construção do conhecimento científico sobre temáticas variadas. Adotou-se aqui um método da Revisão Bibliográfica Sistemática, aquela que permite descrever o estado da arte de um tema, que aborda quatro tipos de métodos: a meta-análise, a revisão sistemática, a revisão qualitativa e a revisão integrativa. Estes métodos permitem ao pesquisador aproximar-se da problemática que se deseja apreciar, traçando um panorama sobre suas produções científicas, de forma que possa conhecer a evolução do tema ao longo do tempo e, assim, visualizar possíveis oportunidades de pesquisa nos estudos organizacionais (Botelho, Cunha e Macedo, 2011).
O levantamento que se apresenta foi orientado pela Revisão Integrativa, um procedimento que permite “[…] a síntese e análise do conhecimento científico já produzido sobre o tema investigado” (Botelho; Cunha; Macedo, p. 128, 2011). Parte do questionamento: O que se tem veiculado nas bases de dados da CAPES e do Google Acadêmico sobre a violência escolar na percepção docente entre 2020 e 2025?
Com esta revisão, pretendeu-se adquirir conhecimentos teóricos que permitissem sintetizar as evidências científicas sobre o fenômeno da violência escolar na perspectiva docente, fornecendo informações relevantes para a ampliação de conhecimentos sobre a temática, para a melhoria dos processos educativos, além de subsidiar futuras pesquisas.
O Percurso da Revisão Integrativa
A Revisão Integrativa se organiza em seis etapas importantes: identificação de tema e questão de pesquisa; definição de critérios de inclusão e exclusão; identificação dos estudos pré-selecionados e selecionados; categorização dos estudos selecionados; análise e interpretação dos resultados e apresentação da revisão/síntese do conhecimento. Tais etapas são apresentadas a seguir detalhadamente, visando facilitar a compreensão e orientação dos possíveis leitores.
Na primeira etapa, definiu-se o tema e a questão de pesquisa, e a partir destes, as estratégias de buscas, as palavras-chave e as bases de dados a serem consultadas (Botelho, Cunha e Macedo, 2011), conforme exemplifica-se no Quadro 1, a seguir.
Quadro 1 - Definição de estratégias para iniciação da Revisão Integrativa.
|
Tema de pesquisa |
Questão de pesquisa/ Interrogação |
Definição das estratégias de buscas |
Definição das palavras-chave |
Operadores booleanos |
Definição das bases de dados |
|
PERCEPÇÃO DOCENTE ACERCA DA VIOLENCIA ESCOLAR: uma revisão integrativa
|
O que se tem veiculado nos repositórios da CAPES e no Google Acadêmico sobre a violência escolar na percepção docente entre 2020 e 2025? |
Produções publicadas entre 2020 e 2025 |
“Violência escolar”, “percepção docente” “professores” |
AND OR |
Catálogo de Teses e Dissertações (CAPES)
Google Acadêmico |
Fonte: Elaborado pelas autoras, 2026.
Conforme se observa no Quadro 1, cada item escolhido precisa interagir entre si fazendo sentido para o propósito da pesquisa. Já o recorte temporal (no caso, um período de cinco anos), os operadores booleanos, e o uso das aspas nas palavras-chave, ajudaram a direcionar e filtrar os resultados das buscas nas bases de dados escolhidas.
Na segunda etapa desta revisão, foram realizadas as buscas nas bases de dados da CAPES (onde optou-se por dissertações) e no Google Acadêmico (focou-se em artigos), aplicando-se os critérios de inclusão/exclusão conforme detalha o Quadro 2, a seguir:
Quadro 2 - Critérios de inclusão e exclusão aplicados nas bases de dados consultadas (CAPES e Google Acadêmico) entre janeiro e fevereiro de 2026.
|
Critérios de inclusão |
Critério de exclusão |
|
Estudos que abordam a discussão sobre violência escolar na percepção dos docentes |
Estudos que não contemplam o tema |
|
Estudos que atendem a limitação temporal (2020 a 2025) |
Estudos publicados em período temporal diferente |
|
Estudos publicados com o idioma em português |
Produções em idiomas diferente do português |
|
Produções com livre acesso |
Produções que não estão disponíveis na íntegra (livre acesso) |
Fonte: Elaborado pelas autoras, 2026.
Nesta etapa, o estabelecimento de critérios de inclusão/exclusão possibilitou um direcionamento das buscas nas bases de dados, permitindo escolhas mais precisas, mais relevantes para o tema de interesse (Botelho, Cunha e Macedo, 2011). Vale salientar que, neste mapeamento das produções aplicou-se os filtros comuns para limitação temporal, acesso livre e idioma português. Para melhor compreensão, apresenta-se no Quadro 3 a síntese dos resultados encontrados com suas respectivas filtragens:
Quadro 3 - Produções pré-selecionadas e selecionadas encontradas nas bases de dados da CAPES e do Google Acadêmico com uso dos critérios de inclusão.
|
Catálogo de Teses e Dissertações (CAPES) |
|
|
Combinação dos descritores - “Violência escolar” AND “percepção docente” OR “professores” Resultados da busca sem refinamento - 414* (80 teses, 266 dissertações, 47 mestrado profissional e 4 profissionalizante) *Observação: este resultado de produções se diverge do quantitativo apurado na soma dos tipos de produções disponíveis (397), evidenciando uma diferença de 17 produções. Detalhe, esta discrepância foi percebida no primeiro acesso em 10 fevereiro de 2026, persistindo em novas buscas até a presente data (27/04/26). |
|
|
Uso dos filtros |
|
|
Tipo |
Mestrado (39) e Mestrado profissional (10) |
|
Ano |
· 2020 a 2025 |
|
Grande área do conhecimento |
· Ciências humanas e multidisciplinar |
|
Área do conhecimento |
Educação, Ensino, Ensino-aprendizagem |
|
Resultados da busca refinada |
49 pré-selecionadas |
|
Produções selecionadas |
8 dissertações |
|
Disponível em: Catálogo de Teses & Dissertações - CAPES |
|
|
Google Acadêmico |
|
|
· Combinação dos descritores - “violência escolar” AND “percepção docente” OR “professores” · Resultados da busca sem refinamento – 12.000 produções (envolvendo artigos, dissertações, teses, anais, TCC, livros, entre outros) |
|
|
Uso dos filtros |
|
|
· Período |
· 2020 a 2025 |
|
· Idioma |
· Português |
|
· Tipo |
· Qualquer tipo |
|
· Organização |
· Por relevância e sem citação |
|
· Resultados da busca refinada |
· 4.190 produções pré-selecionadas |
|
Pesquisa avançada |
|
|
· Artigos com a frase exata |
· Violência escolar |
|
· Com no mínimo uma das palavras |
· "percepção docente" professores |
|
· Sem as palavras |
· Bullying cyberbullying |
|
· Onde minhas palavras ocorrem |
· No título do artigo |
|
· Resultados com busca avançada |
· 28 produções pré-selecionadas |
|
· Produções selecionadas |
· 6 artigos |
|
Disponível em: https://scholar.google.com/?hl=pt-BR |
|
Fonte: Elaborado pelas autoras, 2026.
Ao analisar o Quadro 3, verifica-se que na CAPES, foram encontradas um total de 397 produções relacionadas às palavras-chave utilizadas; em seguida, aplicaram-se os critérios de inclusão/exclusão, apurando 49 produções pré-selecionadas; já no Google Acadêmico, encontrou-se 12.000 produções, que submetida aos filtros padrões, resultou em 4.190 produções, e estas passaram pela filtragem da pesquisa avançada, apurando-se 28 produções pré-selecionadas (contendo 20 artigos, cinco dissertações, três TCC) para serem analisadas na terceira etapa desta Revisão Integrativa. Um detalhe importante nestas buscas, é a experimentação de uma ou mais palavras-chave, combinando-as diferentemente, fazendo uso de aspas e dos operadores booleanos (AND, OR, NOT). Este movimento, oferece um número de produções variadas, cabendo ao(à) pesquisador(a) escolher as opções que apresentaram, numa pré-análise, resultados significativos para o tema pesquisado.
Na terceira etapa da revisão, propõe a identificação dos estudos pré-selecionados e selecionados a partir de leitura do resumo, das palavras-chave e dos títulos das publicações (Botelho, Cunha e Macedo, 2011). Nesse sentido, a quantidade de produções selecionadas encontra-se na Figura 1.
Figura 1 - Organograma das produções selecionadas, tipo e ano de publicação nas bases de dados da CAPES e do Google Acadêmico entre 2020 e 2025.
Fonte: Elaborado pelas autoras, 2026.
Como se observa na Figura 1, foram analisadas na íntegra 14 produções, dentre as quais, oito são dissertações e seis são artigos. Verifica-se também que, neste recorte temporal o maior número de publicações selecionadas para análise se concentrou no ano de 2023 (com seis produções), revelando ser um ano significativo para as reflexões e produções acadêmicas voltadas para a temática da violência escolar na percepção docente.
Categorização Temática das Produções Selecionadas
Prossegue-se agora para a quarta etapa desta revisão, onde organizou-se uma biblioteca individual. Em seguida, procedeu-se com a leitura e análise atenta dos estudos escolhidos, para assim, desenvolver a categorização temática. Esta foi definida pelas semelhanças conceituais percebidas nas produções analisadas, isto é, pelo agrupamento das unidades de significado percebidas na(s) leitura(s). Este movimento pode ser observado na matriz de síntese que será apresentada a seguir.
Quadro 4 - Matriz de síntese e categorização temática das produções selecionadas na CAPES e Google Acadêmico entre 2020 e 2025.
(continua)
|
Tipo Autor (a/es) Ano |
Título |
Objetivo |
Metodologia Método Amostra |
Resultados Sugestão |
|
Categoria 1: A subjetividade docente: impactos, crenças, saberes e história de vida |
||||
|
Dissertação
NOGUEIRA
(2020)
|
Um estudo acerca dos saberes e fazeres pedagógicos dos professores diante de situações geradoras de violência |
Averiguar os saberes e fazeres pedagógicos dos professores quanto às práticas e os posicionamentos acerca da violência no cotidiano escolar. |
Pesquisa qualitativa (fenomenologia); Os instrumentos de coleta de dados foram um questionário e uma entrevista individual semiestruturada com 10 professores do Fund. II. |
Todos os participantes já vivenciaram violência (verbal e física, seguidas do bullying e da comunicação violenta na escola); Resistência do professor em querer falar sobre o tema; Maioria dos docentes pesquisados acreditam ser apenas vítima da violência escolar; Troca de experiência entre professores de menor tempo de docência com os de maior tempo acerca do fenômeno; A violência gera angústia, desmotivação docente e prejudica a qualidade do ensino-aprendizagem; Necessidades de formação docente sobre a temática. |
|
Artigo
REIS et al.
(2020)
|
Percepção de professores sobre a violência no contexto escolar |
Identificar os fatores que contribuem para a violência no ambiente escolar na percepção de professores. |
Uso de Coleta mista, combinando instrumento das características biosociodemográficas para dados quantitativos e entrevistas semiestruturadas para dados qualitativos; Participação de oito professores(as) do ensino fundamental II. |
Os principais fatores relacionados à violência escolar são a omissão da família (com filhos expostos às mídias e uso de drogas lícitas) e o bullying; Os locais de maior ocorrência da violência é o pátio e a sala de aula; Angústia nos professores por não conseguirem resolver o fenômeno da violência no ambiente escolar; Necessidade formativa para professores conhecer e enfrentar o fenômeno; Necessidade de a escola reorganizar democraticamente o PPP com ações para o enfrentamento do fenômeno; Sugere ampliação desta pesquisa para toda a comunidade escolar e outros ambientes educacionais. |
|
Dissertação
LIMA
(2022)
|
O saber-fazer de educadores diante da violência na escola |
Analisar qual saber-fazer os educadores apresentam ao lidarem com casos de violência na escola (recorrendo ao saber pedagógico, mas também à psicanálise, enquanto norteadores das reflexões considerando a importância de caso a caso). |
Pesquisa psicanalítica com entrevista em profundidade (permitindo emergir o saber-fazer dos sujeitos; Análise clínica do discurso e cruzamento de dados dos relatórios estatísticos da Prefeitura de Belo Horizonte sobre a violência escolar, Boletins de Ocorrência Circunstanciados da Guarda Civil Municipal, revisão de literatura sobre a violência e o saber-fazer docente. |
Relevância de se considerar a singularidade e a inventividade do saber-fazer docente permitindo uma satisfação pessoal e até identidade profissional; Nem todos os professores operam bem com as imprevisibilidade que a escola lhes impõe, especialmente a violência; Quando o saber-fazer singular docente não funciona diante dos desafios, recorre-se a desculpas e até a exclusão de estudantes do ambiente escolar; Docentes e discentes apontam que os estudantes são os que mais praticam e sofrem a violência na escola; A culpabilização da família, das condições sociais pela realidade dos estudantes em relação a violências e dificuldades de aprendizagem; O problema é complexo e envolve políticas públicas que adotam medidas de repressão e coerção ao invés de medidas pedagógicas; O diálogo, o acolhimento total dos sujeitos e seus desafios de vida, as parcerias, o esperançar podem ser ferramentas de prevenção e enfrentamento da violência. |
|
Dissertação
SILVA
(2023) |
Violência Escolar: reflexo na saúde mental e prática docente em professores da educação básica |
Analisar a percepção dos professores sobre violência escolar e suas interfaces. |
Pesquisa qualitativa envolvendo 22 professores do ensino básico de seis escolas públicas da cidade de Petrolina-PE; Os métodos de coletas: a entrevista semiestruturada e questionário sociodemográfico autoaplicável. |
A violência escolar desencadeia no professor sentimentos que impactam a vida pessoal, profissional e a saúde mental; Altera a dinâmica da escola e o ensino aprendizado; Associa-se a situações comunitárias e intrafamiliar; Os tipos mais percebidos são, verbais e físicas entre alunos e destes com professores; O local de maior ocorrência do fenômeno é na sala de aula e no pátio; Muitas violências são naturalizadas na escola; Necessita criar medidas de intervenção permanentes com formação dos profissionais (já que estes não se sentem preparados para o enfrentamento); Necessidade de políticas públicas, articulação intersetorial e multidisciplinar; Propõe um Produto Técnico-Tecnológico em forma de cartilha informativa diante das situações de violência na escola. |
|
Artigo
LUNA et al.
(2023)
|
Crenças, autoeficácia e estratégias de professores diante do bullying |
Identificar e relacionar as ocorrências de violência que envolvem estudantes e professores, suas estratégias para o enfrentamento do bullying e as suas crenças e percepção de autoeficácia para intervir nesse problema. |
Estudo transversal, com abordagem analítica, realizado em 2018, com 46 professores do Ceará; Aplicação de três questionários visando investigar a violência escolar nas práticas, crenças e percepção de autoeficácia dos docentes diante do bullying; Dados analisados por estatística descritiva e inferencial. |
O bullying envolvendo professores e estudantes é recorrente nas escolas investigadas; Professores que foram autores de bullying na infância, vê como fenômeno da adolescência (crença normativa), os que foram vítimas, acreditam no poder do enfrentamento e não nas estratégias de esquiva; Há predominância da violência indireta e verbal por parte dos estudantes contra professores; Professores consideraram fundamentais intervenções fora e dentro das salas de aula, para reduzir o bullying e alegam terem facilidade em lidar com estas situações; Tem crescido os casos de bullying dentro da sala de aula, mesmo com a presença dos professores; Geralmente as vítimas de bullying são negligenciadas por adultos e pelos pares reforçando a permanência e ampliação desta prática; Sugere a identificação das percepções, crenças e do histórico de envolvimento em bullying de professores para a construção de programas mais eficazes de enfrentamento; Necessidade de capacitação docente para identificar e intervir efetivamente nas situações de bullying, e envolvimento de estudantes em discussões para soluções do fenômeno; Relações de professores e estudantes estruturadas na violência e punição produzem um contexto escolar que permite e naturaliza práticas agressivas e desrespeitosas. |
|
Categoria 2: Percepção e diagnóstico: como o professor “vê” (ou deixa de ver) a violência |
||||
|
Artigo
BESERRA et al.
(2021) |
Percepção dos professores acerca do enfrentamento da violência escolar |
Analisar as percepções acerca do enfrentamento da violência escolar sob a ótica dos professores de uma Escola Pública da Cidade do Recife/PE. |
Pesquisa descritiva, de natureza qualitativa; Coleta de dados entrevistas com 13 professores. |
A violência escolar é percebida como resultado de fatores individuais, relacionais, ambientais e sociais, destacando a desestruturação familiar como foco principal da incivilidade, a desvalorização do professor e a banalidade da violência em geral; A violência impacta na comunidade escolar e na saúde física e psicológica do professor; Os professores apresentam dificuldade de conceituação da violência; A violência exige atenção e intervenções dos profissionais da educação, de equipes multiprofissionais e intersetoriais para a sua prevenção e enfrentamento; Os programas de enfrentamento precisam estar contextualizados com a realidade local (sociocultural) da escola; Tornar a escola mais atrativa para os jovens a ponto de eles superarem as fragilidades que estão submetidos. |
|
Dissertação
SANTOS
(2022) |
Violências na Escola: percepções de gestoras (es) e professoras (es) da Escola Municipal da Vila Praiana em Lauro de Freitas/BA |
Analisar as percepções das/os gestoras(es) e professoras (es) a respeito das diversas manifestações de violências no cotidiano escolar, articulando com os marcadores sociais de gênero, classe e raça para compreender como esses atores lidam com o problema. |
Pesquisa qualiquantitativa; Coleta de dados a partir de fontes documentais da escola (Livro de Ocorrências) e questionário on-line; Foram envolvidos na pesquisa 15 participantes (uma gestora, uma vice-gestora, uma coordenadora e doze professoras/es efetivas/os).
|
A violência tem se agravado de diversas formas na escola; As violências que atingem grupos sociais mais vulneráveis são naturalizadas e silenciadas; Constata-se uma estrutura social marcada pelo racismo, machismo, sexismo, que se sustenta como padrão normativo; O que mais motiva a violência é o racismo; As violências mais percebidas são as verbais e físicas; A medida mais utilizada para resolver os conflitos foi o diálogo com os envolvidos, sucedido pela convocação dos pais e/ou responsáveis; Os maiores desafios para gestores e professores é saber como enfrentar a violência; Necessidade de formação dos profissionais da educação; Sugere a busca de parcerias entre a comunidade escolar, agentes públicos e pesquisadores e o uso de diálogos aberto sobre o fenômeno. |
|
Artigo
SILVA; BARBOSA; DOS SANTOS
(2023)
|
Reflexões sobre os possíveis impactos da violência nas escolas: percepções docentes sobre as causas, efeitos e prevenção
|
Identificar os possíveis impactos das violências reproduzidas em ambiente escolar; Reunir informações sobre as percepções docentes, sobre as causas, efeitos e prevenção das violências em ambiente escolar. |
Investigações bibliográficas estruturadas numa pesquisa qualiquantitativa; Pesquisa de campo por intermédio da ferramenta Google forms, divulgada e posteriormente respondida por seis professores e uma gestora de uma escola pública estadual da cidade de Pedreiras-MA.
|
A violência é percebida como problema sério que propaga o medo e desmotivação entre alunos, professores e afeta a qualidade do processo de ensino-aprendizagem; A violência mais percebida é contra a escola com depredação em carteiras, lousas e banheiros, além de atingir docentes e alunos; Carência de políticas públicas, formação docente e inserção da temática no PPP; Professores acreditam que as principais causas da violência escolar são a desestrutura e cultura familiar e a falta de debates sobre o tema; Verifica-se alto índice de indisciplina; Sugere-se desenvolver atividades preventivas, rodas de conversa, campanhas, palestras, aproximação da escola às famílias a partir de um diálogo aberto entre professores, alunos e familiares. |
|
Artigo
ZUCCO; TRINDADE
(2024)
|
Violências: uma questão da escola? O que pensam os(as) professores(as) de uma escola pública
|
Analisar como os(as) professores(as) de uma escola de educação básica compreendem a violência no ambiente escolar. |
Pesquisa qualitativa realizada no município de Florianópolis como resultado da segunda etapa de coleta de dados (pela entrevista semiestruturada) da pesquisa intitulada Violências nas escolas de Santa Catarina: inovações educacionais no contexto da Pandemia/Covid-19, financiada pela FAPESC3; Participaram 5 docentes. |
As violências mais percebidas no ambiente escolar são verbais e físicas; Docentes observam que temas ligados a gênero, direitos humanos e violências seguem invisibilizados na formação profissional; A pandemia impactou a comunidade escolar evidenciando que as violências são expressões da violência estrutural; As violências no espaço escolar são alvo de intervenção a partir de sua gravidade e intensidade evidenciando o sentimento de impotência docente diante do fenômeno; A temática não está no PPP da escola, nem há uma diretriz municipal para abordá-la; Sugere que a violência escolar precisa ser analisada dentro do meio social que está inserida; A prevenção e enfrentamento demanda políticas institucionais com sistemas tecnológicos de notificação e protocolos formalizados para casos de violência, além de sensibilizar profissionais e estudantes acerca dos diferentes tipos de violência que ocorrem na, da e contra a escola, promovendo novas práticas escolares. |
|
Artigo
NOVAES et al.
(2025) |
Percepções docentes sobre violência escolar: o que pensam professores da educação básica em uma prática extensionista sobre direitos humanos e diversidades |
Explorar a percepção de professores da educação básica sobre a violência escolar, a partir de uma prática extensionista sobre direitos humanos e diversidades. |
Abordagem quanti-qualitativa e um estudo exploratório-descritivo; Aplicou-se questionário estruturado a 59 professores (na atividade inicial) sobre ocorrências de violências no contexto escolar. |
Os professores percebem vários tipos de agressões, sendo a mais recorrente, a violência psicológica (que se manifesta através da zoação e gozação, da agressão verbal, de apelidos cruéis e ameaças/intimidações); A violência é um fenômeno estrutural e recorrente no ambiente escolar e na sociedade; A maioria dos professores buscam resolver os problemas na sala de aula, mas geralmente precisam encaminhá-los à direção escolar ou coordenação pedagógica; Reconhecimento da gravidade da violência psicológica e necessidade de abordagens eficazes para prevenção e enfrentamento; A ausência de protocolos claros para lidar com a violência psicológica contribui para a sensação de impunidade entre agressores e vítimas, reforçando a perpetuação de estruturas violentas; A violência escolar reflete desigualdades estruturais e exige formação continuada dos docentes sobre temáticas de direitos humanos e diversidades, aliada a políticas institucionais eficazes, que abordem estratégias de prevenção e gestão do fenômeno; Realizar projetos de extensão e pesquisas acadêmicas (com caráter dialógico) sobre a temática em interface com a educação básica. |
|
Categoria 3: Estratégias de enfrentamento: da punição à construção coletiva |
||||
|
Dissertação
REIS
(2021)
|
Violência na escola: entre o clima escolar e a prevenção
|
Analisar o clima escolar e as possíveis soluções para a prevenção e resolução de conflitos em episódios de violência no ambiente escolar. |
Pesquisa mista, qualiquantitativa com análise documental dos arquivos de uma escola de Goiás; Uso de questionários semiestruturados aplicados de forma híbrida (virtual e presencial); Participaram da pesquisa 35 profissionais da educação (27 professores, dois coordenadores, três merendeiras, dois vigias e a diretora), e 432 alunos que estudavam no presencial.
|
As violências mais percebidas foram agressões físicas e verbais, juntamente com discriminações como o bullying; A maioria dos participantes já presenciaram ou sofreram algum tipo de violência; A escola intervém nos atos de violência convocando pais e/ou responsáveis, medidas administrativas (advertência e suspensão) ou reparação do dano; Nos casos mais graves acionam o Conselho Tutelar e a Polícia Militar; Alunos que os pais acompanham tendem a diminuir as práticas de violência; O que impulsiona a violência são as dificuldades nas relações pessoais e aversão às diferenças (características da vulnerabilidade social dos alunos), o contexto em que a escola está localizada, a cultura social; O clima escolar (interações interpessoais, condutas, condições ambientais e estruturais da escola) interfere nos episódios de violência; Influência da violência extra muro na escola. Falta de estrutura física da escola e formação de professores adequadas e participação do Estado; Os participantes anseiam em participar de informação ou formação sobre o tema; Sugere projeto macro com ênfase na comunicação não-violenta e criação de propostas internas em consonância com os discentes, docentes, colaboradores e comunidade escolar. |
|
Dissertação
DUARTE
(2023) |
A percepção docente sobre suas práticas de promoção da convivência ética nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental |
Investigar a percepção das professoras sobre suas práticas de promoção da convivência ética entre os alunos. |
Pesquisa qualiquantitativa; Questionário on-line adaptado de Buxarrais (1997/2010) com 106 docentes dos anos iniciais do Ensino Fundamental Análise de Conteúdo orientado em Bardin e Testes Estatísticos (Fisher/Software R). |
95,2% dos professores trabalham rodas de conversa ou diálogo com atividades de valores morais e convivência ética; Há inúmeras dificuldades para planejar atividades de convivência e implementação de temáticas atuais devido ausência de formação, de materiais, de tempo, de ajuste no currículo escolar e de engajamento dos estudantes; A jornada de trabalho do professor impacta na participação de formações; Temas ligado à formação moral são até inseridos no planejamento anual, mas são abandonados devido a priorização de outros conteúdos curriculares; Sugere criação de políticas públicas para a formação docente em convivência ética. |
|
Dissertação
PEREIRA
(2023)
|
O cotidiano escolar e o bullying: contribuições didáticas na prevenção |
Investigar a percepção docente acerca do fenômeno bullying no cotidiano escolar e suas práticas pedagógicas preventivas como meio para facilitar o processo de conscientização dos estudantes e incentivar a reflexão sobre o tema para promover a mudança positiva de suas atitudes frente às situações de bullying vivenciadas por eles no cotidiano escolar. |
Pesquisa qualitativa bibliográfica do tipo exploratória e descritiva; Coleta de dados virtual, por meio de três sessões de questionário online, além de registros de observação em diário de campo; Participaram da pesquisa 22 professores efetivos de uma Escola Municipal de Ensino Fundamental do interior de São Paulo, que trabalharam o tema em suas salas de aulas; Nove professoras, colaboraram na aplicação e na avaliação do produto, utilizando-o com aproximadamente 250 crianças dos 4° e 5° anos. |
Poucas abordagens são feitas acerca do bullying e outras violências escolares durante a licenciatura e formação continuada; O bullying é recorrente no ambiente escolar e não tem sido pauta em reuniões e capacitações; A maioria dos docentes reconhecem as dimensões do bullying e a urgência de abordar a temática junto aos alunos; A família é informada privadamente sobre as ocorrências envolvendo seus dependentes; Alunos envolvidos em aulas acerca do bullying melhoram a capacidade de resolução de conflitos pelo diálogo e empatia, reduzindo agressões; A elaboração e aplicação do E-book informativo sobre o bullying e jogo digital (de tabuleiro) apresentaram resultados positivos no enfrentamento e prevenção desta violência escolar e de outras que possivelmente se efetivariam; A importância de as instituições terem programas constantes de capacitação docente, com procedimentos próprios e conhecimento amplo para identificar, denunciar e/ou intervir nas situações de bullying; É preciso buscar soluções preventivas para combater atos de violência, garantindo aprendizagem dos alunos e suas construções como pessoas. |
|
Dissertação
SILVA
(2024)
|
Prevenção da violência escolar na perspectiva de diferentes atores: uma proposta de prevenção
|
Elaborar um programa de intervenção para prevenir a violência escolar, considerando sugestões de pais e/ou responsáveis, professores e alunos em grupos distintos. |
Estudo descritivo e exploratório de abordagem qualitativa; Entrevista semiestruturada a Grupo Focal; Participaram de grupos de pais e/ou responsáveis, de alunos e de professores de cinco escolas municipais do Ensino Fundamental I de Foz do Iguaçu, Paraná; Uso Análise Textual Discursiva (Moraes; Galiazzi, 2006). |
Medidas preventivas com implementação de programas de educação emocional, diálogo e resolução de conflitos; Envolver ativamente professores e demais funcionários no monitoramento e prevenção da violência; A importância da equipe multidisciplinar e interdisciplinar na escola para promover intervenções acerca de questões emocionais e comportamentais; Sugere-se políticas públicas integradas (segurança, lazer e apoio terapêutico aos agressores e vítimas da violência, evitando a negligência e naturalização do fenômeno); Investir na capacitação contínua dos profissionais da educação para transformar a cultura escolar. |
Fonte: Elaborado pelas autoras, 2026.
A partir da leitura atenta e da análise aprofundada das 14 produções selecionadas, foi possível agrupá-las em três grandes categorias analíticas: a subjetividade docente: impactos, crenças, saberes e história de vida; percepção e diagnóstico: como o professor “vê” (ou deixa de ver) a violência e estratégias de enfrentamento: da punição à construção coletiva. Este agrupamento permitiu uma visualização clara de como a “percepção docente” se manifesta nas três dimensões das categorias: a dimensão subjetiva, a dimensão cognitiva e a dimensão prática.
Ao observar a matriz de síntese acima, percebe-se na Categoria 1 que os estudos se ligam ao mundo interno do professor, sua saúde mental e o impacto da trajetória pessoal na prática docente. Assim, Nogueira (2020) aborda a angústia e a desmotivação, focando nos saberes pedagógicos com trocas entre pares e na resistência do professor em falar sobre sua própria dor; já Reis et al. (2020) identifica a angústia docente derivada da impotência frente ao fenômeno, evidenciando a lacuna entre a realidade vivida no chão da escola e a eficácia das respostas institucionais; enquanto Lima (2022) analisa o “saber-fazer” do sujeito professor sob a ótica psicanalítica, discutindo sua identidade profissional e suas singularidades inventivas diante da violência escolar; Silva (2023) foca na saúde mental docente, revelando como a violência gera sentimentos que interferem na vida pessoal e profissional; e Luna et al. (2023) reflete sobre como a história de vida do professor (se foi vítima ou agressor de bullying na infância) molda sua prática pessoal e profissional na atualidade.
Na Categoria 2, observa-se que as produções se direcionam à capacidade do professor identificar os tipos de violência escolar, os locais de ocorrência e os processos de naturalização ou invisibilização. Ademais, Beserra et al. (2021) discute a violência como resultado de fatores individuais, relacionais, ambientais e sociais que impacta a comunidade escolar, a saúde física e psicológica dos professores, além da dificuldade em conceituar o fenômeno, tratando-o muitas vezes como “incivilidade” e banalidade cotidiana; para Santos (2022), o racismo, machismo e sexismo são motores da violência sustentados como padrão normativo da estrutura social, e nas escolas, geralmente são silenciados ou naturalizados pelas políticas educacionais e seus representantes; logo, Silva, Barbosa e Dos Santos (2023) dialogam sobre a carência do tema nas políticas públicas, na formação docente, nos debates da escola, evidenciando a violência contra o patrimônio (depredação) e a culpabilização na “desestrutura e cultura familiar”; para Zucco e Trindade (2024), as violências mais percebidas são verbais e físicas, recebendo intervenção a partir de sua gravidade e/ou intensidade, além de refletir questões estruturais da sociedade, agravadas pelo contexto pós-pandemia; e Novaes et al. (2025) destacam que a recorrência da violência psicológica, aliada à ausência de protocolos claros de diagnóstico, gera uma sensação de impunidade (entre agressores e vítimas) que perpetua as estruturas violentas.
A Categoria 3, agrupa pesquisas sobre prevenção e enfrentamento da violência escolar, focando em práticas pedagógicas, formação continuada, políticas públicas e o desenvolvimento de produtos técnicos. Nesse sentido, Reis (2021) transita entre envolvimento da família, medidas administrativas (punição/suspensão), reparação do dano e um projeto macro de Comunicação Não-Violenta (CNV) envolvendo a comunidade escolar e parcerias intersetoriais; já Duarte (2023) investiga a promoção da convivência ética na prática docente via rodas de conversa, apontando que as limitações curriculares e a escassez de tempo dificultam a formação e a implementação de projetos sobre valores morais na escola; enquanto Pereira (2023) demonstra que intervenções práticas e recursos didáticos, como e-books e jogos digitais, potencializam a conscientização e a prevenção da violência ao promoverem o diálogo e a empatia na resolução de conflitos; por fim, Silva (2024) propõe intervenções baseadas em grupos focais e educação emocional, defendendo o trabalho multidisciplinar e a formação docente para promover a resolução de conflitos, a empatia e o desenvolvimento integral no ambiente escolar.
Discutindo os Resultados
Esta Revisão Integrativa revelou que a violência escolar é um fenômeno multicausal que transcende a dimensão individual e atinge a estrutura institucional. Neste contexto, a percepção docente acerca do tema é complexa e marcada por angústias, dúvidas conceituais e pela busca por parcerias e “estratégias de sobrevivência” diante da imprevisibilidade do ofício (Lima, 2022; Nogueira, 2020; Reis et al., 2020; Novaes et al., 2025).
Nessa perspectiva, ao refletir sobre quem é esse professor, revela-se um sujeito impactado pela violência escolar, cujos conflitos cotidianos geram adoecimento e desmotivação, comprometendo o processo de ensino-aprendizagem (Silva, 2023; Nogueira, 2020).
Entretanto, a subjetividade docente ultrapassa a dor e o medo, revelando saberes e trajetórias pregressas diante do bullying (e outras violências), onde experiências passadas (de vitimização e/ou agressão na infância) influenciam profundamente sua autoeficácia atual (Luna et al., 2023). Numa perspectiva complementar, Lima (2022) utiliza a psicanálise para discutir o “saber-fazer” docente, pontuando que, diante da imprevisibilidade e do impacto da violência, o professor recorre a invenções singulares para manter sua identidade profissional ou sucumbe à impotência causada pelo medo e pela insegurança (Reis et al., 2020).
A segunda categoria propõe o questionamento de como o professor percebe a violência escolar, revelando dificuldade em identificá-la e conceituá-la (Beserra et al., 2021). Essa limitação gera naturalização de violência como “indisciplina”, ou ainda, como propõe Santos (2022) ao lançar um olhar crítico sobre as violências estruturais, apontando que estas constroem o silenciamento de questões de raça, gênero e classe no diagnóstico escolar, reforçando padrões normativos que perpetuam agressões contra grupos vulneráveis. Verifica-se também, em Silva, Barbosa e Dos Santos (2023) e Reis et al. (2020) uma tendência de deslocamento da responsabilidade, ao indicarem uma percepção docente focada em fatores externos como, a “desestrutura familiar”, o uso de drogas e mídias. Essa visão é tensionada por Novaes et al. (2025) e Zucco e Trindade (2024) ao defenderem a violência como um fenômeno estrutural, agravada pela ausência de protocolos institucionais claros e pela invisibilidade no PPP. Isso posto, embora se evidencie a existência do fenômeno no ambiente escolar, há também, carência teórica entre os profissionais da educação para tipificá-la e intervir assertivamente, além da existência de intervenção institucional apenas nos casos graves.
Por fim, a terceira categoria questiona como o professor age diante do fenômeno, apresentando estudos que discutem possibilidades para a prevenção e enfrentamento da violência escolar. No entanto, as divergências entre as práticas são evidentes, pois, enquanto Reis (2021) descreve a predominância de medidas reativas e punitivas (como advertências, suspensões, reparação de danos e o acionamento do Conselho Tutelar e das forças policiais), outros autores apontam caminhos preventivos e dialógicos. Nesse sentido, a educação ética e emocional surge como pilar fundamental, onde Duarte (2023) destaca que, embora o diálogo seja uma estratégia promissora, a falta de ajuste curricular, de formação aos profissionais da educação para a temática, de tempo, de materiais, de engajamento estudantil, entre outros, dificultam a implementação de programas e estratégias diferenciadas. Em contrapartida, Pereira (2023) demonstra que metodologias digitais e lúdicas potencializam o conhecimento acerca do fenômeno, a empatia e a resolução de conflitos pelo diálogo. Contudo, Silva (2024) sintetiza que o enfrentamento eficaz exige formação emocional, articulação intersetorial e políticas públicas que retirem do professor o fardo solitário de gerir a violência, transformando a escola num espaço de acolhimento, proteção e desenvolvimento integral dos estudantes.
Considerações Finais
Esta Revisão Integrativa cumpriu o objetivo de realizar um levantamento e análise das produções de conhecimento acerca da violência escolar sob a ótica docente, mapeando publicações da CAPES e Google Acadêmico entre 2020 e 2025. Esta etapa final sintetiza o conhecimento, detalha estudos interpretados e propõe reflexões para pesquisas futuras (Botelho; Cunha; Macedo, 2011). Nessa perspectiva, o estudo revelou um cenário acadêmico significativo e em constante atualização, evidenciando que o tema está presente nas pesquisas em educação.
Respondendo ao problema de pesquisa, as produções publicadas entre 2020 e 2025 buscam compreender a violência escolar como um fenômeno estrutural que impacta profundamente a subjetividade docente. Verifica-se uma percepção atravessada por sentimentos de vulnerabilidade e pelo sofrimento, mas também, pela resiliência pedagógica. Neste interim, embora se revele um olhar “fragilizado”, amedrontado, pressionado, oprimido, desmotivado, desinformado, o docente ainda busca, nas brechas do cotidiano escolar, no “saber-fazer” singular e na esperança, formas de resistir, educar e transformar a realidade (Freire, 1987; Lima, 2022).
Além disso, esta percepção é marcada por um paradoxo: ao mesmo tempo em que os professores identificam as violências físicas, verbais e o bullying como recorrentes, tendem a externalizar as causas do problema para a “desestrutura familiar” e as “vulnerabilidades sociais”, revelando uma lacuna na percepção das violências simbólicas e institucionais que ocorrem no próprio ambiente escolar, reforçando a naturalização e perpetuação das violências estruturais.
A sistematização dos dados mostra que a produção científica recente tem migrado de uma visão descritiva para uma propositiva, identificando o surgimento de estratégias de enfrentamento que priorizam a educação moral, a convivência ética, a comunicação não-violenta e o uso de produtos técnicos e tecnológicos para mediação. Tais estratégias superam modelos punitivos e se efetivam mediante formação continuada, apoio da gestão e vínculo com a comunidade escolar. Consequentemente, a sala de aula torna-se um espaço de convivência ética, formação integral, segura e harmoniosa dos sujeitos que ali (con)vivem (Duarte, 2023; Silva, 2024; Vinha, 2017).
Entretanto, o levantamento também evidenciou uma carência de protocolos formais e políticas de formação continuada para o suporte dos desafios docentes, além de demandar uma articulação intersetorial que retire do docente a responsabilidade exclusiva pela resolução dos conflitos. Pois, antes de ser um agente de intervenção, o professor é um sujeito que “sofre” e/ou “faz sofrer” os impactos da violência, sentindo-se, muitas vezes, desamparado pelas instâncias superiores e pela própria gestão escolar.
Vale salientar ainda que, a prevenção e o enfrentamento da violência escolar carecem de conhecimentos sobre três categorias significativas para o fenômeno: a violência na escola, a violência da escola e a violência contra a escola (Priotto, 2011 apud Silva, 2024; Charlot, 2002). Essa necessidade evidencia a lacuna formativa docente acerca da temática e configura-se em um dos principais achados deste estudo. Isso revela, por exemplo que, sem ferramentas teóricas, emocionais e práticas, muitos professores identificam atos de violência, mas acabam por confundi-los ou naturalizá-los.
Contudo, a violência permanece marginalizada nos currículos, por vezes conteudistas e focados em metas do SAEB[1] e IDEB[2] e nas políticas de gestão municipal/estadual, evidenciando a falta de materiais orientadores e a exclusão do tema na graduação e formação continuada, o que dificulta a prevenção do fenômeno nas escolas. Essa realidade reforça um ciclo de silenciamento e despreparo técnico dos profissionais frente às demandas de intervenção e rede de apoio.
Afinal, o mapeamento realizado na CAPES e no Google Acadêmico sinaliza que, apesar dos avanços teóricos e intervenções criativas, há uma urgência em transformar esses saberes acadêmicos em políticas públicas eficazes. Como contribuição, esta pesquisa oferece uma síntese que pode orientar novos estudos e intervenções pedagógicas, sugerindo que a produção científica foque na eficácia das redes de apoio multidisciplinar e na inclusão definitiva da violência nos Projetos Políticos Pedagógicos (PPP).
Referências
BESERRA, Maria Aparecida et al. Percepção dos professores acerca do enfrentamento da violência escolar. Teacher’s perceptions of coping with school violence. Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 1, p. 11179-11193, 2021. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/23974. Acesso em: 15 jan. 2026.
BOTELHO, Louise Lira Roedel; CUNHA, Cristiano Castro de Almeida; MACEDO, Marcelo. O método da revisão integrativa nos estudos organizacionais. Revista eletrônica Gestão e Sociedade. Belo Horizonte, v. 5, n. 11, p. 121-136, nov. 2011. DOI: https://doi.org/10.21171/ges.v5i11.1220. Disponível em: https://ges.face.ufmg.br/index.php/gestaoesociedade/article/view/1220. Acesso em: 03 jun. 2025.
CHARLOT, Bernard. A Violência na escola: como os sociólogos franceses abordam essa questão. Sociologias, Porto Alegre, ano 4, nº 8, p. 432-443, jul/dez 2002. Disponível em: https://www.scielo.br/j/soc/a/fDDGcftS4kF3Y6jfxZt5M5K/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 02 abr. 2025.
CHIZZOTTI, Antônio; PONCE, Branca J. A violência, a escola e as políticas de enfrentamento. Revista Cocar, Belém, v.10, n.19, p. 07 a 30 – Jan/jul. 2016. Programa de Pós-graduação Educação em Educação da UEPA. Disponível em: http://páginas.uepa.br/seer/index.php/cocar. Acesso em: 09 de out. 2024.
DIAS, Patricia da Silva; et al. Aumento da Violência Escolar: percepções dos professores sobre agressões físicas e psicológicas. Aracê , [S. l.], v. 7, n. 12, p. e10891, 2025. DOI: 10.56238/arev7n12-082. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/10891. Acesso em: 15 jan. 2026.
DUARTE, Lidia Morcelli. A percepção docente sobre suas práticas de promoção da convivência ética nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. 2023. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/bitstreams/b42579d0-3334-4bb1-b02b-66cad40f2d79/download. Acesso em: 10 fev. 2026.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
GARCIA, Cléo; VINHA, Telma. Ataques de violência extrema às escolas no Brasil. Revista de Educação PUC-Campinas, v. 30, e14431, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.24220/2318-0870v30a2025e14431. Acesso em: 02 set. 2025.
LIMA, Pablo Henrique Teodoro de. O saber-fazer de educadores diante da violência na escola. 28/08/2022. 214 f. Mestrado em Educação Instituição de Ensino: Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte Biblioteca Depositária: Biblioteca da FaE/UFMG. Disponível em: https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=13592411#. Acesso em: 15 fev. 2026.
LUNA, Geisy Lanne Muniz et al. Crenças, autoeficácia e estratégias de professores diante do bullying. Educação: Teoria e Prática, v. 33, n. 66, 2023. Disponível em: https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/educacao/article/view/16671/12660. Acesso em: 10 jan. 2026.
NOGUEIRA, Cristiane Andrea. Um estudo acerca dos saberes e fazeres pedagógicos dos professores diante de situações geradoras de violência. 21/10/2020. 123 f. Mestrado em Educação. Instituição de Ensino: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte Biblioteca Depositária: Biblioteca PUC Minas. Disponível em: https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=10464417#. Acesso em: 10 fev. 2026.
NOVAES, Edmarcius Carvalho et al. Percepções docentes sobre violência escolar: o que pensam professores da educação básica em uma prática extensionista sobre direitos humanos e diversidades. Em Extensão, Uberlândia, Edição Especial, p. 30-43, ago. 2025. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revextensao/article/download/77655/41788/370924. Acesso em: 15 jan. 2026.
PEREIRA, Karina de Rossi Leocadio. O cotidiano escolar e o bullying: contribuições didáticas na prevenção. 2023. 132 fs. Dissertação (Mestrado) – Universidade Estadual Paulista “Júlio Mesquita”. – Faculdade de Ciências, Campus de Bauru – Programa de Pós-graduação em Docência para a Educação Básica. UNESP, Bauru, 2023. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/bitstreams/93bf8e4e-8ead-4a5c-93d4-6d84fc06fb44/download. Acesso em: 10 fev. 2026.
REIS, Claudio Marcio Pereira dos. Violência na Escola: Entre o Clima Escolar e a Prevenção. 01/12/2021. 123 f. Mestrado em Educação. Instituição de Ensino: Universidade Católica de Brasília, Brasília Biblioteca Depositária: Universidade Católica de Brasília. Disponível em:https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=11347021#. Acesso em: 10 fev. 2026.
REIS, Daniela Castro et al. Percepção de professores sobre a violência no contexto escolar. Conhecimento & Diversidade, v. 12, n. 27, p. 127-143, 2020. Disponível em: https://revistas.unilasalle.edu.br/index.php/conhecimento_diversidade/article/view/7490/pdf. Acesso em: 10 jan. 2026.
SANTOS,
Maria Jane Souza dos. Violências na Escola: Percepções de
Gestoras (es) e Professoras (es) da Escola Municipal da Vila Praiana em Lauro
de Freitas/BA. 13/07/2022. Mestrado em EDUCAÇÃO E CONTEMPORANEIDADE
Instituição de Ensino: UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA, Salvador Biblioteca
Depositária: CDI. Disponível em:
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=11650489.
Acesso em: 10 fev. 2026.
SILVA, Alexsandro da. Violência Escolar: Reflexo na Saúde Mental e Prática Docente em Professores da Educação Básica. 23/11/2023. 79 f. Mestrado Profissional em FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PRÁTICAS INTERDISCIPLINARES Instituição de Ensino: UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO, Petrolina Biblioteca Depositária: Biblioteca da Universidade de Pernambuco. Disponível em: https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=14041674. Acesso em: 10 fev. 2026.
SILVA, Gilberto Sousa; BARBOSA, Eriosvaldo Lima; DOS SANTOS, André Felipe Seabra. Reflexões sobre os possíveis impactos da violência nas escolas: percepções docentes sobre as causas, efeitos e prevenção. Periferia, v. 15, n. 1, p. e75003-e75003, 2023. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/periferia/article/view/75003/47918. Acesso em: 15 jan. 2026.
SILVA, Shirlei de Matos da. Prevenção da violência escolar na perspectiva de diferentes atores: uma proposta de prevenção. Orientadora Elis Maria Teixeira Palma Priotto. Foz do Iguaçu. 2024. 159 p. Disponível em: https://tede.unioeste.br/bitstream/tede/7359/2/Shirlei_de_Matos_da_Silva_2024.pdf. Acesso em: 10 fev. 2026.
TIELLET, Maria do Horto Salles. Política pública de redução e prevenção dos conflitos da violência em ambiente escolar no estado do Mato Grosso, no período de 2003 – 2010, e os reflexos nas escolas estaduais do município de Cáceres. 2012. 362 f.: il., 30cm.
VINHA, Telma Pileggi. Construção de relações éticas nas escolas. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL SINPEEM, 28º, 2017, São Paulo. Congresso de Educação do SINPEEM. Disponível em: https://www.sinpeem.com.br/sites/arquivos/downloads/26102017construcaoderelacoeseticasnasescolas-telmapileggivinha.pdf. Acesso em: 2 set. 2025.
ZUCCO, Luciana Patrícia; TRINDADE, Milena Tarcisa. Violências: uma questão da escola? O que pensam os (as) professores (as) de uma escola pública? Educação e Pesquisa, v. 50, p. e275099, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ep/a/4TCMMDhTtYPBj9zvjrTbBHL/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 15 jan. 2026.
This work is licensed under a Creative Commons Attribution- NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0).
Notas
[1] Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB) considerada a avaliação externa mais importante do país, que aplica testes de proficiência de português e matemática, além de questionários contextuais para estudantes, professores e diretores fornecendo um diagnóstico a nível de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio.
[2] Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), considerada a principal ferramenta de monitoramento da qualidade da educação no Brasil combinando o desempenho (com notas do SAEB) e o fluxo escolar (pelas taxas de aprovação/reprovação e evasão medidas pelo Censo Escolar).