Produção científica relacionada ao brincar na área da Educação Física: análise bibliométrica de teses e dissertações
Scientific production related to the act of playing in the field of Physical Education: a bibliometric analysis of theses and dissertations
Producción científica relacionada con el acto de jugar en el campo de la Educación Física: un análisis bibliométrico de tesis y disertaciones
Luana Bongiolo de Souza
Universidade do Estado de
Santa Catarina, Florianópolis – SC, Brasil.
luanabongiolo@hotmail.com
Viviane Preichardt Duek
Universidade do Estado de
Santa Catarina, Florianópolis – SC, Brasil.
viviane.duek@udesc.br
Allana Alexandre Cardoso Alencar
Universidade do Estado de
Santa Catarina, Florianópolis – SC, Brasil.
allana.alencar@gmail.com
Recebido em 04 de março de 2026
Aprovado em 29 de abril de 2026
Publicado em 13 de maio de 2026
RESUMO
Este estudo, de caráter bibliométrico, teve como objetivo mapear e explorar a produção científica relacionada ao brincar em teses e dissertações da Educação Física no período de 2001 a 2023. Para tanto, foi realizado um levantamento de trabalhos defendidos disponíveis na base de dados da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, combinando os termos “brincar”, “brincadeira”, “brinquedo” e “Educação Física”. A busca resultou em 65 estudos, sendo nove teses e 56 dissertações. Os resultados indicaram que a produção sobre a temática teve um aumento a partir do ano de 2012, estando concentrada na região Sul (32,3%) e Sudeste (47,4%) do Brasil. Há o predomínio de estudos empíricos com abordagem qualitativa dos dados, (98,4%), tendo as crianças como a principal população investigada (47,7%). As palavras-chaves mais empregadas são “educação física escolar”, “jogos e brincadeiras” e “criança e infância”. Conclui-se que a produção sobre o brincar se concentra em algumas poucas universidades, nas regiões com maior quantidade de Programas de Pós-Graduação em Educação Física, demandando ampliação por grupos de pesquisa consolidados na área da infância, a fim de problematizar concepções e subsidiar as discussões sobre o tema na formação inicial.
Palavras-chave: Brincadeira; Educação Física Escolar; Produção do conhecimento.
ABSTRACT
This bibliometric study aimed to map and explore the scientific production related to act of playing in theses and dissertations in Physical Education from 2001 to 2023. To this end, a survey of published studies available in the Digital Library of Theses and Dissertations database was conducted combining the terms "to play," "act of playing," "toy," and "Physical Education." This search resulted in 65 studies, including nine theses and 56 dissertations. The results indicated that production on the topic increased from 2012 onwards, concentrated in the South (32,3%) and Southeast (47,4%) regions of Brazil, with children as the main population investigated (47,7%). Empirical studies with a qualitative approach to data are predominant (98,4%),. The most frequently used keywords in the published studies are “schoolar physical education”, “games and play” and “child and childhood”. It is concluded that the production about the act of playing is concentrated in a few Universities, in regions with a higher occurrence of Postgraduate Programs in Physical Education, demanding expansion by consolidated research groups in the area of childhood, in order to problematize conceptions and to support discussions on the topic in initial teacher training.
Keywords: Play; Schoolar Physical Education; Knowledge Production.
RESUMEN
Este estudio bibliométrico tuvo como objetivo mapear y explorar la producción científica relacionada con el acto de jugar en tesis y disertaciones en Educación Física entre 2001 y 2023. Para ello, se realizó un análisis de estudios publicados disponibles en la base de datos de la Biblioteca Digital de Tesis y Disertaciones, utilizando una combinación de los términos "jugar", "juego", "juguete" y "Educación Física". La búsqueda arrojó 65 estudios, entre ellos nueve tesis y 56 disertaciones. Los resultados indicaron que la producción sobre el tema aumentó a partir de 2012, concentrándose en las regiones sur (32,3%) y sureste (47,4%) de Brasil, siendo los niños la principal población investigada (47,7%). Predominan los estudios empíricos con un enfoque cualitativo de los datos (98,4%). Las palabras clave más utilizadas en los estudios publicados son "educación física escolar", "jugar y juegos" y “niño y niñez”. Se concluye que la producción sobre el acto de jugar se concentra en unas pocas universidades, en regiones con mayor incidencia de Programas de Posgrado en Educación Física, lo que requiere la expansión de grupos de investigación consolidados en el área de la infancia, con el fin de problematizar concepciones y apoyar las discusiones sobre el tema en la formación inicial del profesorado.
Palabras clave: Juego; Educación Física Escolar; Producción del Conocimiento.
Introdução
O brincar é considerado um elemento central em diferentes culturas, recebendo crescente atenção de estudiosos e pesquisadores de diversas áreas do conhecimento. Em geral, os estudos convergem na compreensão de que brincar é fundamental para a aprendizagem e o desenvolvimento infantil, além de contribuir de forma significativa para a ação educativa na Educação Infantil, etapa da Educação Básica destinada às crianças de zero a cinco anos (Góes; Martineli; Almeida, 2019).
A Lei n. 9.394/96, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), define a Educação Física como componente curricular obrigatório da Educação Básica, devendo integrar a proposta pedagógica das escolas e cotemplar elementos da cultura corporal, como jogos e brincadeiras (Brasil, 1996; Soares et al., 1992). Essa perspectiva também está presente nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infanti (DCNEI), que asseguram o brincar como direito da criança e o reconhecem, juntamente com as interações, como eixo estruturante das práticas pedagógicas da Educação Infantil (Brasil, 2010).
Ao aprofundar essa perspectiva, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) consolida a concepção da criança como sujeito ativo no processo educativo, capaz de criar, ressignificar e transformar a cultura e a sociedade. O documento atribui centralidade ao brincar, enfatizando seu papel nas interações sociais e na construção do conhecimento, além de destacar a relevância dessas experiências para o desenvolvimento integral da criança (Brasil, 2017).
Observa-se, assim, que do ponto de vista legal, o brincar tem sido valorizado como elemento pedagógico e como estratégia principal a ser empregada, cotidianamente, nas práticas educativas desenvolvidas nas instituições de ensino (Sá; Rodrigues; Garcia, 2021). Apesar da importância atribuída ao brincar, Coelho et al., (2021), enfatizam as ambiguidades existentes entre o que está posto nos documentos e diretrizes que regem o sistema educacional e a prática pedagógica desenvolvida pelos professores no cotidiano das instituições educativas.
Investigações que se dispuseram a pesquisar a produção do conhecimento vinculada ao brincar, buscaram caracterizar a produção científica de teses e dissertações em Programas de Pós-Graduação em Educação com foco na Educação Infantil (Machado; Nagel, 2022; Sá; Rodrigues; Garcia, 2021; Brandão; Fernandes, 2021, Campos, 2017), realizaram estudos bibliométricos sobre o brincar da criança com câncer (Oliveira; Buck, 2019; Morais et al., 2019), e revisão sistemática em periódicos nacionais sobre o jogo nas aulas de Educação Física escolar (Silva; Lacerda; Moura, 2021).
De modo geral, esses estudos têm averiguado a insipiência das pesquisas envolvendo o brincar em contextos específicos como no caso das creches, bem como a importância do brincar enquanto estratégia pedagógica e para a promoção do desenvolvimento e da aprendizagem da criança. Também destacam a tendência das pesquisas em investigar a compreensão das crianças e dos professores sobre o brincar, privilegiando as crianças de quatro a seis anos de idade como protagonistas das brincadeiras. Ademais, a insipiência dos referenciais da Sociologia da Infância, marcam essas produções.
Considerando a carência de estudos relativos ao brincar e o fato deste ser considerado um conteúdo estruturante da Educação Física, entende-se como relevante compreender como o brincar vem sendo retratado nas investigações realizadas no âmbito da Pós-Graduação. Explorar produções acadêmicas por meio da identificação da temporalidade, autores e palavras-chaves mais aplicadas, além das temáticas que fundamentam esse campo de conhecimento, permite compreender quais são suas áreas de atuação e interfaces, assim como desvendar aspectos essenciais dos padrões formais de comunicação científica (Hayashi; Gonçalves, 2018).
No contexto científico, a bibliometria tem auxiliado os pesquisadores na sistematização, classificação e avaliação de aspectos específicos dos estudos por meio da identificação de tendências e características das pesquisas, além do desenvolvimento de determinada área de conhecimento (Lindahl et al., 2015; Job, 2018). Assim sendo, este estudo objetivou mapear e explorar a produção científica relacionada ao brincar em teses e dissertações brasileiras no período de 2001 a 2023.
Para tanto, buscou-se, por meio de análises bibliométricas, levantar o número de teses e de dissertações produzidas no período, identificar as temáticas mais abordadas, dimensionar as palavras-chave mais utilizadas, identificar as universidades e as regiões do país com maior número de trabalhos, os tipos de estudo, bem como a população investigada.
Método
Caracterização do estudo
O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa bibliométrica, que contribui e auxilia na verificação e na análise de muitos aspectos da comunicação científica e tecnológica, sendo uma excelente ferramenta para vislumbrar o estado da arte das áreas do conhecimento em seus recortes específicos, como análise temporal, autoria, temática, dentre outras (Job, 2018). Além disso, a bibliometria mostra-se relevante na análise da produção científica de um país, uma vez que seus indicadores podem retratar o comportamento e o desenvolvimento de uma área do conhecimento específica (Araújo, Alvarenga, 2011).
Estratégias de busca
As teses e dissertações foram rastreadas por meio da base de dados da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), escolhida por integrar e disseminar, em um único portal, os trabalhos defendidos nas Instituições brasileiras de ensino e pesquisa, dando maior visibilidade à produção científica dos Programas de Pós-Graduação no Brasil (Duarte; Neira, 2021; Maciel et al., 2019).
Para a estratégia de pesquisa foram empregados os descritores “Brincar”, “Brinquedo”, “Brincadeira” e “Educação Física”. A busca foi realizada por duas pesquisadoras de forma independente na segunda quinzena do mês de agosto de 2023, sendo efetivada pelas equações (Brinc* AND “Educação Física”) e (Brinquedo AND “Educação Física”).
Critério de elegibilidade
Foram adotados os seguintes critérios de inclusão: a) teses e dissertações defendidas em programas de pós-graduação da Educação Física (PPGEF) brasileiros – Área 21, voltadas ao brincar; b) terem sido defendidas no período de 2001 a 2023. A delimitação temporal foi considerada tendo em vista que o brincar aparece como elemento fundamental da prática pedagógica em dois importantes documentos oficiais: o RCNEI (Brasil, 1998) e a BNCC (Brasil, 2017), influenciando os estudos sobre o tema nos anos subsequentes e tendo desdobramentos até os dias atuais (Sá; Rodrigues; Garcia, 2021).
Os critérios de exclusão consistiram em: a) teses e dissertações que não foram defendidos em PPG e/ou universidade nacional; b) foco em outros elementos da cultura corporal que não o brincar; c) trabalhos desenvolvidos em contextos não formais de ensino (parques, brinquedotecas, academias para crianças, etc.); d) impossibilidade de acesso ao documento na íntegra.
Inicialmente os 383 trabalhos levantados, foram selecionados por meio da leitura do título, com a identificação e eliminação dos documentos repetidos (n=35). Na sequência, fez-se a conferência pelo ano de publicação (n=18) e pelo Programa de Pós-Graduação (n=121). Após essa filtragem, realizou-se o cruzamento entre os títulos restantes de cada uma das equações de busca com a eliminação dos estudos duplicados (n=23). Posteriormente, foram lidos os títulos restantes, os resumos e as palavras-chaves e excluídos aqueles trabalhos que não se encaixavam na temática proposta e/ou que realizados em outros contextos, que não a escola (n=118). Todas as etapas foram realizadas manualmente e de forma independente por duas investigadoras. Em caso de discrepâncias, um terceiro investigador atuou como consenso. O corpus de análise foi composto por 65 trabalhos, sendo nove teses e 56 dissertações (Figura 1).
Figura 1 - Fluxograma da seleção das teses e dissertações (2001-2023).
Fonte: Elaborado pelas autoras (2024).
Análise das informações
As informações foram analisadas por meio da estatística descritiva (frequência absoluta), considerando os seguintes indicadores bibliométricos e categorias: ano de defesa; Instituições de Ensino Superior; Programa de Pós-Graduação; origem dos estudos; tipo de estudo e população. Para expandir as análises, as palavras-chave predominantes nas teses e dissertações foram categorizadas para proporcionar uma visão ampla dos termos mais utilizados nos estudos (Souza et al., 2021).
Análise e discussão dos resultados
O corpus analisado (n=65) é composto por teses e dissertações que abordam o brincar na Educação Física escolar, defendidos em Programas de Pós-Graduação de Instituições de Ensino Superior brasileiras, no período de 2001 a 2023. A apresentação e a discussão dos resultados expressam-se pelos indicadores bibliométricos a seguir.
Distribuição dos estudos
Em relação à distribuição temporal, observa-se a inexistência de produções relacionadas ao brincar nos anos de 2001, 2002, 2004, 2007 e 2009. No ano de 2003 foram defendidos os primeiros trabalhos, mantendo-se estável até o ano de 2011. Nos anos seguintes (2012-2020), observa-se um aumento na produção, sendo 2020 o ano com maior número de pesquisas sobre o brincar em nível de Pós-Graduação no Brasil (Figura 2).
Figura 2 - Teses e dissertações sobre o brincar, considerando o ano de defesa.
Fonte: Elabora pelas autoras (2024).
As informações obtidas na figura 2, evidenciam o número reduzido de teses e dissertações stricto sensu defendidas nos primeiros anos do século XXI, sobre a temática investigada. A baixa quantidade de estudos sobre o brincar se assemelha ao constatado no levantamento sobre jogos e brincadeiras em periódicos nacionais na área da Educação Física (Cândido et al., 2024; Santos, 2020; Oliveira; Buck, 2019), em comparação com a segunda década deste século. Foi constatado um número igualmente reduzido de estudos sobre o brincar na creche, no âmbito dos Programas de Pós-Graduação em Educação, com apenas quatro dissertações defendidas entre os anos de 2010 e 2018 (Sá; Rodrigues; Garcia, 2021).
Um dos fatores que pode contribuir na compreensão desse resultado é referente ao perfil dos cursos de Educação Física, cujos currículos tendem a priorizar conteúdos relacionados aos aspectos da Aprendizagem e Desenvolvimento Motor, bem como àqueles voltados à prática esportiva (Martins; Tostes; Mello, 2018). O levantamento de Pinheiro e Gomes (2016), sobre as abordagens do brincar em cursos de graduação da área da saúde, evidenciou que os programas das disciplinas nos cursos de Educação Física apresentam o jogo, na maioria das vezes, como sinônimo de esporte e a brincadeira como elemento para o ensino dos aspetos técnicos-táticos das modalidades esportivas, aparecendo como conteúdo principal em apenas uma disciplina.
Outro fator que pode ser associado à incipiência dos estudos sobre o brincar refere-se à configuração dos Programas de Pós-Graduação em Educação Física no Brasil, com ênfase para a subárea da biodinâmica em detrimento das subáreas sociocultural e pedagógica (Corrêa; Corrêa; Rigo, 2019). Isso faz com que o interesse pelas investigações sobre o brincar ocorram de forma pontual, por interesse e iniciativa de alguns pesquisadores em particular, uma vez que não se tem nos programas linhas de pesquisa específicas sobre a temática em questão (Sá; Rodrigues; Garcia, 2021).
Por outro lado, nota-se um aumento da produção no ano de 2012 (n=05), tendo o seu pico em 2020 (n=13). Esse resultado se coaduna com o mapeamento realizado no Portal de Periódicos e no Catálogo de Teses e Dissertações da Capes, referentes às produções acadêmicas da Educação Física sobre a brincadeira de faz de conta, o qual identificou 15 produções acadêmicas no período de 2013 a 2019 (Mello; Scottá; Marchiori, 2021). De acordo com Mello et al. (2016), essa ampliação dos estudos sobre o brincar, a partir da segunda década do século XXI, pode estar relacionada à evolução nas concepções de criança e de infância presentes nos documentos norteadores da Educação Infantil no Brasil.
Nesse período, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (Brasil, 2010) e a Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2017) migraram para os referenciais contemporâneos das Ciências Humanas e Sociais, em particular a Sociologia da Infância, que compreendem a criança como um ser de direitos e com voz própria, dando destaque para o brincar, tendo em vista que está imbricado no direito de ser criança (Cintra, 2022).
Em acréscimo, pode-se afirmar que esse incremento da produção científica pode estar atrelado à própria inserção do professor de Educação Física nesta etapa educacional, que se acentuou, principalmente, a partir da década de 2010 (Martins, Trindade, Tostes, 2017; Martins, Barbosa, Mello, 2018; Martins, 2018). Os estudos de Duarte e Neira (2021) e Farias et al. (2019), confirmam esse cenário ao verificarem o aumento de teses e dissertações defendidas sobre Educação Física na Educação Infantil nos últimos dez anos. Sinalizam, ainda, a mudança no perfil dessa produção, que passa a considerar de maneira significativa os estudos sociais da infância, alinhados com a defesa da agência das crianças na produção e na reprodução da cultura e dos seus modos de vida.
Distribuição dos estudos por Instituições e PPG
No tocante à quantidade das pesquisas defendidas sobre o brincar, vale ressaltar que todos os estudos são proeminentes de instituições públicas de ensino superior (n=16) (Figura 3).
A partir das informações presentes na figura 3, destaca-se a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) como a instituição com o maior número de pesquisas, com um total de 10 dissertações. Já a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) (n=8), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) (n=7), a Universidade Estadual Paulista (UNESP) (n=6) e a Universidade de Brasília (UNB) (n=6), aparecem na sequência.
Figura 3 - Teses e dissertações sobre o brincar, considerando a instituição de origem.
Fonte: Elaborado pelas autoras (2024).
As pesquisas foram orientadas por 41 docentes, com atuação destacada para o professor Elenor Kunz, identificado como um dos principais pesquisadores sobre a temática do brincar, totalizando 14 orientações nos PPG da UFSM e da UFSC. Nas últimas duas décadas, o professor Elenor Kunz vem se destacando no campo dos estudos sobre a Educação Física na Educação Infantil e o brincar e o se-movimentar da criança, tendo publicado 13 capítulos de livro e 12 artigos entre os anos de 2005 e 2019 oriundos, em sua maioria, de parcerias com orientandos de mestrado e doutorado (Rocha; Almeida; Moreno, 2022).
Por sua vez, vale mencionar que os estudos sobre o brincar defendidos no PPG da UNB foram orientados, em sua totalidade, pela professora Ingrid Dittrich Wiggers. A professora Ingrid Dittrich Wiggers é líder do Imagem - Grupo de Pesquisa sobre Corpo e Educação que surgiu em 2003, tendo se consolidado no Diretório de Grupos de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em 2012. Ao longo da sua trajetória o Imagem vem se debruçando sobre os estudos no campo da infância, agregando tendências mais recentes das Ciências Humanas e Sociais (Wiggers et al., 2021). Acredita-se, assim, que o Grupo Imagem vem potencializando a formação e o desenvolvimento de pesquisas no âmbito da infância e, por conseguinte, a ampliação da produção sobre a temática do brincar.
Já em relação aos Programas de Pós-Graduação (PPG), a área da Educação Física apresentou seis nomenclaturas (Educação Física; Ciências da Saúde; Biociências; Estudos do Lazer; Ciências da Motricidade; Pedagogia do Movimento Humano), revelando a diversidade de áreas que se debruçam sobre a temática do brincar no contexto brasileiro (Figura 4).
Figura 4 - Teses e dissertações sobre o brincar, considerando os programas de Pós-Graduação.
Fonte: Elaborado pelas autoras (2024).
Os PPG denominados de Educação Física se destacaram no número de dissertações (n=48) e de teses (n=07) sobre o brincar em relação aos demais Programas. Esse dado corrobora um maior quantitativo de teses e dissertações sobre a Educação Física na Educação Infantil defendidos nesses Programas (Duarte; Neira, 2021; Faria et al., 2019), bem como o estudo de Corrêa, Corrêa e Rigo (2018), ao investigarem a configuração da pós-graduação stricto sensu na Educação Física brasileira que, em sua maioria, utilizam essa mesma nomenclatura.
Nesse cenário, reflete-se que a concentração de trabalhos defendidos sobre o brincar nos programas denominados de Educação Física, deve-se ao fato do termo ser usualmente empregado no Brasil para identificar a disciplina curricular na Educação Básica e caracterizar o campo acadêmico-profissional da área (Leite et al., 2015). Ademais, a incipiência de teses sobre a temática em questão, pode ter relação com a criação tardia, bem como um número ainda reduzido de cursos de doutorado nos referidos PPG (Corrêa; Corrêa; Rigo, 2018).
Origem dos estudos
No que se refere à origem dos estudos, evidenciou-se uma maior concentração de trabalhos sobre o brincar advindos das regiões Sul e Sudeste do país com seis teses (66,6%) e 46 dissertações defendidas (70,7%) (Figura 5).
Figura 5 - Teses e dissertações sobre o brincar, considerando as regiões dos estudos.
Fonte: Elaborado pelas autoras (2024).
O estado de São Paulo apresentou o maior número de estudos sobre a temática (n=19), ou seja, 61,3% das publicações da região Sudeste, e 29,2% em relação ao total da produção sobre a temática do brincar na Educação Física escolar. Além disso, nota-se a ausência de estudos na região Norte e poucos estudos oriundos das regiões Centro-Oeste e Nordeste do país.
Esses dados sinalizam maior incidência na produção científica sobre o brincar em determinadas regiões, corroborando com estudos anteriores que já haviam constatado a concentração de trabalhos advindos das regiões Sul e Sudeste em razão do maior número de Programas de Pós-Graduação em Educação Física, sendo que 15 estão alocados na região Sudeste, oito na Sul, seis no Nordeste, três na Centro-Oeste e nenhum na Norte (Corrêa; Corrêa; Rigo, 2018). Esses elementos também foram constatados nos levantamentos anteriores sobre o jogo e a brincadeira na Educação Física e na Educação Infantil (Sá; Rodrigues; Garcia, 2021; Mello; Scottá; Marchiori, 2021) e sobre a Educação Física na Educação Infantil (Palhano; Sabbag; Duek, 2023; Duarte; Neira, 2021; Farias et al., 2019; Martins, 2018; 2015).
Nesse cenário, os estados de São Paulo (19) e Rio Grande do Sul (14) se destacaram no âmbito das suas regiões e em relação aos demais estados, na produção sobre a temática. Esse dado difere, em parte, de avaliações anteriores realizadas por Martins (2018), Farias et al. (2019), Palhano, Sabbag e Duek (2023), que buscaram mapear estudos sobre a Educação Física na Educação Infantil, os quais averiguaram o predomínio da produção oriundas do Espírito Santo e Santa Catarina, cujas redes municipais de ensino são pioneiras na inserção de professores de Educação Física nesta etapa educacional. Diverge ainda, do levantamento sobre o brincar de faz de conta na Educação Infantil realizado por Mello, Scottá e Marchiori (2021) que identificou que de nove estudos encontrados, seis eram provenientes do Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Federal do Espírito Santo (PPGEF-UFES).
Essas evidências revelam que a produção científica relacionada ao brincar na Educação Física escolar, ainda é incipiente em determinadas regiões do Brasil, estando concentrada em algumas poucas universidades. Em vista disso, torna-se relevante que os Programas de Pós-Graduação, bem como grupos de pesquisa já consolidados, se debrucem sobre o brincar na infância, haja vista se tratar de uma temática premente nas agências infantis no século atual, além de se colocar como um elemento da cultura corporal de movimento a ser tematizado pela Educação Física escolar.
Tipos de estudo
A Figura 6 expressa os tipos de estudos, considerando a indicação feita pelos autores no corpo do texto, o que possibilitou ampliar o olhar sobre o perfil investigativo dos trabalhos sobre o brincar na Educação Física escolar no período de 2001 a 2023. Os dados indicaram que a abordagem qualitativa foi adotada quase que pela totalidade das produções (n=64).
Figura 6 - Teses e dissertações sobre o brincar, considerando os tipos de pesquisa.
Fonte: Elaborado pelas autoras (2024).
As informações apresentadas revelam que a maioria dos estudos são empíricos (n=49), mediante diferentes desenhos metodológicos, tais como etnografia, pesquisa-ação, descritivo-exploratória, autobiográfica e estudo de caso. Esse resultado também foi constatado por Cândido et al. (2024) na produção científica sobre jogos e brincadeiras em periódicos da área da Educação Física, por Palhano, Sabbag e Duek (2023) e Farias et al. (2019) ao verificarem o predomínio de pesquisas que se utilizaram de metodologias de estudos de campo na produção referente à Educação Física na Educação Infantil.
Nesse conjunto de trabalhos, chama a atenção o interesse dos pesquisadores da Educação Física pelo uso da etnografia que tem sido crescente nas pesquisas com crianças. Esse dado se aproxima do levantamento realizado por Martins Filho (2010), que averiguou que dos 25 trabalhos apresentados nas reuniões anuais da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED), entre 1999 e 2009, 21 tinham os referenciais da Sociologia da Infância como base teórica, enquanto 22 optaram por estudos de viés etnográfico, com destaque para procedimentos que visam a inserção prolongada no campo, a fim de captar a perspectiva dos sujeitos investigados.
Por fim, destaca-se a ocorrência de uma quantidade significativa de trabalhos de viés teórico-documental (24,6%), assim como observado por Farias et al. (2019) no contexto dos estudos da Pós-Graduação em Educação e Educação Física e por Palhano, Sabbag e Duek (2023) ao analisar as publicações do GTT Escola entre 2005 e 2019. A tendência dos estudos do tipo ensaio teórico ou com apoio documental na produção referente à Educação Física escolar no Brasil já havia sido apontada no estudo de Bracht et al. (2012). Com base em Viana e Veiga (2010), um dos fatores que pode explicar esse dado no presente estudo refere-se à adequação do foco do projeto em função da linha adotada pelo professor orientador, já que dos 16 trabalhos de cunho documental identificados no presente estudo, 12 tiveram o professor Elenor Kunz como orientador.
População do estudo
Os resultados demonstraram que dos 65 trabalhos analisados, 31 tiveram como foco de estudo as crianças, enquanto 16 estudos abordaram o brincar sob diferentes perspectivas teóricas e, em alguns casos, utilizaram-se de documentos. Por outro lado, uma menor quantidade de estudos se empenhou em investigar professor de Educação Física (n=2) (Figura 7).
Figura 7: Teses e dissertações sobre o brincar, considerando a população do estudo.
Fonte: Elaborado pelas autoras (2024).
A Figura 7 demonstra que as crianças representam a principal população investigada nas pesquisas sobre o brincar. O interesse em considerar as crianças como sujeitos de pesquisa vem aumentando nas últimas décadas e, ganhando destaque nos estudos sobre a infância (Faria; Finco, 2011), o que tem contribuído para a ampliação de publicações preocupadas em afirmar a importância do protagonismo infantil no desenvolvimento de investigações no campo educacional (Martins Filho, 2010).
Levantamentos anteriores sobre o brincar na produção acadêmica e científica em Educação Física (Mello; Scottá; Marchiori, 2021), e sobre a Educação Física na Educação Infantil (Palhano; Sabbag; Duek, 2023), também verificaram as crianças como os principais sujeitos dos trabalhos analisados. Isso sugere mudanças acerca do lugar social que as crianças assumem em relação aos adultos na pesquisa, considerando-as como informantes qualificados dos estudos (Rocha; Gonçalves, 2015).
Por sua vez, o estudo realizado por Duarte e Neira (2021), verificou que a maioria dos trabalhos considerou professores e/ou documentos, enquanto poucos trabalhos consideraram as crianças como sujeitos nas investigações. Os autores alertam que mesmo os estudos que têm as crianças como participantes não valorizam suas percepções, ideias, opiniões, desejos e/ou vozes. Nessa direção, observa-se que a realização de pesquisa com crianças, reconhecendo-as como atores sociais e capazes de construírem conhecimento ainda se coloca como um desafio (Wiggers et al., 2021).
Observou-se, ainda, que dentre as publicações selecionadas, apenas um teve os bebês como foco, corroborando, assim, com estudos anteriores que também verificaram um número reduzido de publicações em periódicos da Educação Física (Varotto, 2015), em teses e dissertações (Sá; Rodrigues; Garcia, 2021) e em trabalhos apresentados no Conbrace (Palhano; Sabbag; Duek, 2023), que tiveram como público os bebês e as crianças bem pequenas.
A insipiência dos estudos com os bebês e crianças bem pequenas pode estar atrelada à baixa incidência de grupos de pesquisa voltados para o contexto da creche (Silva; Luz; Faria Filho, 2010). Além disso, pode-se problematizar a legislação que tornou obrigatória a matrícula na Educação Infantil para crianças a partir de quatro anos de idade (Brasil, 2009), tanto no que se refere à oferta de creches, como na possibilidade de concentração dos professores de Educação Física para as crianças da pré-escola.
Por fim, a quantidade reduzida de pesquisas com professores de Educação Física (n=2), sugere a necessidade de mais estudos envolvendo essa população, uma vez que o brincar aparece como uma temática pouco abordada nos currículos dos cursos de Educação Física (Pinheiro; Gomes, 2016). Em acréscimo, pesquisas que investigaram a presença de conteúdos relacionados à Educação Infantil na formação inicial em Educação Física, apontam a ausência dos termos jogos e brincadeiras nas ementas das disciplinas que discutem a infância no contexto desses cursos, indicando a carência de diálogo entre as práticas desenvolvidas por este componente curricular e os elementos culturais, lúdicos e sociais que fazem parte do cotidiano das crianças (Nunes; Poulsen; Duek, 2020; Martins; Tostes; Mello, 2018).
Ao se reconhecer o jogo e a brincadeira como elementos centrais dos processos pedagógicos desenvolvidos na educação da infância e enquanto um direito social infantil (Mello et al., 2016), julga-se necessário investir em pesquisas que busquem problematizar os discursos acerca do brincar de professores e futuros professores de Educação Física (Morosini; Souza; Duek, 2024, Góes; Martineli; Almeida, 2019, Cardoso et al., 2013).
Temáticas evidenciadas nas palavras-chave dos estudos
Ao analisar as palavras-chave, foram identificados 124 descritores, agrupados em cinco categorias e em nove subcategorias que refletem as temáticas exploradas nos trabalhos (Figura 8). As palavras-chave associadas às categorias educação física escolar (106), jogos e brincadeiras (46) e criança e infância (30) foram as mais citadas, enquanto as palavras referentes às categorias práticas corporais (27) e prática pedagógica (20) foram menos utilizadas.
As palavras-chaves associadas à Educação Física Escolar foram amplamente utilizadas pelos pesquisadores, privilegiando temáticas relacionadas à escolarização (39), ao corpo e movimento (14), à formação (8), ao conhecimento (5), ao currículo (5) e aos princípios (3). Em relação ao termo escolarização verificou-se que a etapa mais investigada foi a Educação Infantil (17), o que pode ter relação com o fato de que a promulgação da LDBEN em 1996, contribuiu para intensificar a inserção da Educação Física nesta etapa educacional, assim como um provável incremento na produção científica que relaciona à Educação Física e à Educação Infantil, sobretudo nas últimas duas décadas (Martins, Barbosa, Mello, 2018; Martins, Trindade, Tostes, 2017). Assim sendo, compreende-se que embora se trate de um campo de investigação proeminente para a produção científica da Educação Física, a área vem conquistando e mantendo espaço na Educação Infantil e em suas pesquisas (FARIAS et al., 2019).
As palavras-chaves associadas à categoria jogos e brincadeiras, também foram amplamente utilizadas pelos pesquisadores (n=46), sendo que os termos brincadeira (11) e brincar (9) foram os mais empregados, com jogo (7) aparecendo logo na sequência. Alguns estudos utilizam esses termos para designar um elemento da cultura corporal que deve ser tematizado pela Educação Física escolar, demonstrando a intenção dos pesquisadores em valorizar aquilo que é próprio da infância, qual seja, a cultura lúdica infantil (Martins, Tostes, Mello, 2018; Rodrigues, 2015).
Por outro lado, dada a centralidade que os jogos e as brincadeiras assumem nos processos pedagógicos desenvolvidos na Educação Física, são apontados nos estudos como estratégia metodológica utilizada para o ensino de determinados conteúdos, especialmente aqueles relacionados aos esportes. Constata-se, assim, que os descritores identificados nos estudos indicam a complexidade que caracteriza o jogo e a brincadeira e a variedade de possibilidades de sua inserção no contexto da Educação Física escolar. Esse dado se coaduna com o estudo de Pinheiro e Gomes (2016) ao verificarem que termos como lúdico, brincadeira ou brincar, presentes nas matrizes curriculares dos cursos de Educação Física possuem pontos de intercessão com outras temáticas, como o ensino, a prática e o treinamento de modalidades esportivas, sendo utilizados, muitas vezes, como elemento motivacional, prazeroso e minimizador do caráter maçante de exercícios repetitivos para a aprendizagem e treinamento (Pinheiro; Gomes, 2016).
Vale mencionar ainda, que os termos infância (6) e criança (24) aparecem entre as palavras-chave de 46,1% dos estudos levantados. Esse dado contrasta com os resultados encontrados por Palhano, Sabbag e Duek (2023), ao investigarem os trabalhos sobre Educação Física na Educação Infantil apresentados no Conbrace (2005-2019), identificando que os termos infância e criança foram os menos utilizados. Além disso, neste estudo o termo criança apareceu em maior quantidade, o que permite considerar a centralidade da criança pelas pesquisas na área da Educação Física, bem como nas práticas pedagógicas deste componente curricular.
Figura 8: Temáticas presentes nos estudos com base nos descritores.
Fonte: Elaborado pelas autoras (2024).
Ademais, constata-se uma diversidade de discursos sobre o brincar por parte de professores de Educação Física, o que acaba por impactar a condução do processo educativo na Educação Infantil (Góes; Martineli; Almeida, 2019; Cardoso et al., 2013). Tal aspecto, evidencia lacunas nos estudos da área, especialmente ligadas às discussões relativas ao brincar e às culturas infantis nos cursos que se propõe formar professores para atuar na Educação Infantil, de modo a “[...] ampliar o debate e qualificar as intervenções que tenham como base o brincar, haja vista a presença crescente deste componente curricular na primeira etapa da educação básica” (Morosini; Souza; Duek, 2025, p. 176).
Por fim, as temáticas levantadas nas palavras-chaves, sugerem a importância de se ampliar o debate acerca do brincar nos momentos de Educação Física na Educação Infantil, a fim de conhecer os princípios e os pressupostos que balizam as práticas pedagógicas dos professores em relação a esse elemento da cultura corporal na infância. Além disso, é pertinente que tais estudos procurem explorar o brincar a partir da ótica dos diferentes sujeitos que compõe o ato educativo, quais sejam, os adultos e as crianças.
Considerações finais
A análise empreendida neste estudo objetivou delinear um panorama de publicações de teses e dissertações com a temática do brincar no âmbito dos Programas de Pós-Graduação em Educação Física no período de 2001 a 2023, sobretudo no que se refere à temporalidade, regiões, instituições e programas de origem, tipos de estudo, população e descritores mais utilizados nos estudos investigados.
Os resultados demonstraram um crescente interesse pela temática do brincar nas aulas de Educação Física, com um aumento significativo na segunda década analisada (2012-2023). As regiões Sudeste e Sul foram evidenciadas em termos de publicação no cenário nacional, com destaque para o estado do São Paulo. Em relação às instituições e programas pós-graduação de origem, a UFSM obteve o maior número de produções e em relação aos programas, uma maior prevalência para aqueles nomeados “Educação Física”.
Relativamente aos tipos de estudos, destaca-se a abordagem qualitativa e a pesquisa de campo, sendo as crianças a principal população investigada. O olhar acerca das palavras-chaves denotou que a maioria esteve associada à Educação Física escolar, aos jogos e brincadeiras e aos termos infância e criança, com destaque para os estudos na Educação Infantil tendo a criança como centro do processo investigativo e pedagógico.
Tais temáticas configuram como ponto de partida para pensar possíveis avanços no tratamento do brincar no contexto da Educação Física, bem como a necessidade de se pensar uma prática docente mais afinada com os pressupostos didáticos e pedagógicos da Educação Infantil, afirmando a importância do brincar para os processos de desenvolvimento e aprendizagem das crianças.
O estudo apresentou limitações ao se propor investigar uma única plataforma de teses e dissertações e termos, abrangendo, assim, um modo específico de vinculação e difusão da produção do conhecimento. Com isso, sugere-se a realização de novos estudos sobre essa temática, utilizando-se de diferentes tipos de estudos e fontes de pesquisa, nacionais e internacionais, bem como a utilização de novos termos. Conclui-se que a análise da produção científica sobre o brincar na Educação Física escolar contribuirá para que outros pesquisadores visualizem os dados explícitos sobre o tema, levando-os à novas reflexões sobre as problemáticas, tendências e desafios em que a área se encontra.
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