Relações sociais informais em idoso com Hipertensão e/ou Diabetes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2179769227800

Palavras-chave:

Apoio Social, Idoso, Atenção Primária à Saúde, Hipertensão, Diabetes Mellitus.

Resumo

Objetivo: avaliar as relações sociais informais dos idosos com diagnóstico de hipertensão e/ou diabetes, moradores de Bagé, Rio Grande do Sul, Brasil. Método: estudo transversal de base populacional. Foram entrevistadas 1.593 pessoas com 60 anos ou mais, das quais 947 tinham diagnóstico de hipertensão e/ou diabetes. A prevalência “relações sociais informais” foi distribuída em fraca, moderada e forte. A diferença estatística entre os grupos foi avaliada com teste qui-quadrado e intervalos de confiança de 95%. Resultados: a prevalência de relações informais fracas foi de 51,0% sendo estatisticamente significativa entre os idosos com idade superior a 74 anos, menor escolaridade e classificação socioeconômica C e D, residindo em domicílios multigeracionais, com maior número de pessoas e em áreas cobertas pela Estratégia Saúde da Família. Conclusão: os resultados reforçam a necessidade de desenvolver mecanismos de proteção social a idosos com morbidades crônicas, de modo a minimizar o risco de viver isolado.

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Biografia do Autor

Mariangela Uhlmann Soares, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS

Graduada em Enfermagem e Obstetrícia pela Universidade Federal de Pelotas - UFPel. Mestra e Doutora em Ciências pelo PPG Enfermagem - UFPel. Especialista em Saúde da Família – UFPel. Professora substituta da Faculdade de Enfermagem da UFPel. Membro do grupo de pesquisa AQUARES: Acesso e qualidade da rede de saúde da Faculdade de Medicina Social da UFPel.Área de conhecimento: atenção ao idoso; apoio social ao idoso, saúde coletiva, saúde pública, atenção primária à saúde. 

Bruno Pereira Nunes, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS

Possui graduação em Enfermagem, mestrado e doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal de Pelotas. Professor do Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva e do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: acesso e utilização dos serviços de saúde, atenção primária, multimorbidade e modelo de atenção às doenças crônicas. Líder do Grupo Brasileiro de Estudos sobre Multimorbidade (GBEM).

Louriele Soares Wachs, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS

Enfermeira graduada na Faculdade de Enfermagem pela Universidade Federal de Pelotas. Especialista em Saúde Pública pela UFPel. Mestre e Doutora em Ciências da Saúde pelo PPG em Enfermagem da UFPel. Membro do grupo de pesquisa AQUARES: Acesso e qualidade da rede de saúde da Faculdade de Medicina Social da UFPel.

Marciane Kessler, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS

Doutorado Sanduíche no Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública e Prince Mahidol Fellow no Instituto de Equidade em Saúde - University College London (UCL). Doutoranda em Ciências pelo Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), na linha de pesquisa Epidemiologia. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Especialização em Saúde Pública com ênfase em Estratégia de Saúde da Família. Graduada Bacharel em Enfermagem - ênfase em Saúde Pública pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atualmente é bolsista Demanda Social CAPES e membro do grupo de pesquisa AQUARES: Acesso e qualidade da rede de saúde da Faculdade de Medicina Social da UFPel. Trabalha com as temáticas epidemiologia do envelhecimento, determinação social da saúde e avaliação de serviços de saúde com foco na atenção primária.

Alitéia Santiago Dilélio, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS

Possui Graduação em Enfermagem e Obstetrícia e Licenciatura Plena em Enfermagem pela Universidade Federal de Pelotas. Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas. Doutora em Epidemiologia pelo Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas. Integra a equipe de pesquisadores do AQUARES. Professora Adjunta da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Deisi Cardoso Soares, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS

Graduação e Licenciatura em Enfermagem pela Universidade Federal de Pelotas. Especialização em Projetos assistenciais de enfermagem pela Universidade Federal de Pelotas. Mestre em enfermagem pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande. Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Pelotas. Professora Adjunta II da Faculdade de Enfermagem - UFPel. Áreas de interesse e atuação: Saúde da criança, Saúde pública e coletiva, Saúde da mulher, Educação em saúde, Neonatologia e Avaliação de programas e serviços.

Luiz Augusto Facchini, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria. Mestrado em Medicina Social, na Universidad Autonoma Metropolitana Xochimilco, México. Doutorado em Medicina: Ciências Médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Realizou pós-doutoramento em Saúde Internacional na Harvard School of Public Health, nos Estados Unidos. É professor titular do Departamento de Medicina Social e dos Programas de Pós-Graduação em Epidemiologia, em Enfermagem e em Saúde da Família da UFPel. É coordenador da Rede de Pesquisas em Atenção Primária da ABRASCO em parceria com o Ministério da Saúde e a OPAS. É membro do Conselho Superior da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e membro do Comitê Executivo da World Federation of Public Health Associations. É membro do comitê científico da BIREME - OPAS, representando o Brasil. Coordena na ABRASCO a Rede Nacional de Mestrado Profissional em Saúde da Família, envolvendo 20 instituições nacionais em atividade desde 2017. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia, com atuação predominante em temas sobre saúde do trabalhador, trabalho materno e de menores, doenças relacionadas com o trabalho e avaliação de políticas e serviços de saúde, especialmente de atenção primária em saúde e saúde da família. Desenvolve atividades de ensino e pesquisa em íntima aplicação às políticas e ações de saúde no âmbito do SUS e dos sistemas universais de saúde.

Elaine Thumé, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS

Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Enfermagem e professora associada no Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas. Enfermeira com doutorado em Epidemiologia pela UFPel com estágio de doutoramento na Harvard T.H. Chan School of Public Health. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina. Especialista em Saúde Comunitária pela Universidade Luterana do Brasil. Docente no Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE). Coordenadora do Estudo SIGA-Bagé, coorte de idosos em Bagé, RS. Membro dos grupos de pesquisas AQUARES - Acesso e Qualidade na Rede de Saúde e do GBEM - Grupo Brasileiro de Estudos sobre Multimoribidade. Membro do comitê gestor da Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde (ABRASCO). Experiência na gestão do Sistema Único de Saúde, no ensino da graduação e pós-graduação com ênfase na atenção primária à saúde, envelhecimento e avaliação de políticas públicas de saúde.

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Publicado

2018-12-14

Como Citar

Soares, M. U., Nunes, B. P., Wachs, L. S., Kessler, M., Dilélio, A. S., Soares, D. C., Facchini, L. A., & Thumé, E. (2018). Relações sociais informais em idoso com Hipertensão e/ou Diabetes. Revista De Enfermagem Da UFSM, 8(4), 780–793. https://doi.org/10.5902/2179769227800

Edição

Seção

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