Universidade Federal de Santa Maria

Revista Monografias Ambientais, v.19, e6, 2020

DOI: https://doi.org/10.5902/2236130838442

ISSN: 2236-1308

Recebido: 04/05/2019 Aceito: 04/12/2019 Publicado: 03/04/2020

Práticas educativas ambientais

A visão dos acadêmicos de fisioterapia sobre os resíduos de serviços de saúde em uma instituição de ensino superior

The view of physiotherapy academics on health care waste in a higher education institution

Ana Paula Mendes Geitenes I

Cristina Maria Dacach Fernandez Marchi II

I Doutoranda em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social, UCSAL. E-mail: geitenes@terra.com.br. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3651-1382.

II Professora adjunta da Universidade Católica do Salvador. E-mail: cristina.marchi@pro.ucsal.br. ORCID: http://orcid.org/0000-0003-2078-9048.

RESUMO

Os profissionais da saúde devem preocupar-se com os resíduos gerados por suas atividades, e desenvolver competências e habilidades específicas desde a graduação, exigindo um posicionamento consciente e disponibilidade para colaborar na busca de soluções. O objetivo do estudo foi avaliar o conhecimento dos acadêmicos de fisioterapia acerca dos resíduos de serviços de saúde (RSS). Trata-se de um estudo exploratório transversal descritivo, quantitativo com acadêmicos de fisioterapia de uma Instituição de Ensino Superior, situada em Salvador na Bahia. Participaram 53 acadêmicos, os dados foram coletados por meio de um questionário estruturado, e analisados por meio do Software Epi Info 6.04 para descrição das frequências absolutas e percentuais. Como resultados encontrados: 62,3% desconhecem a classificação dos RSS; 52,8% conhecem sobre o seu potencial de risco e 62,3% não têm conhecimento sobre segregação. Conclui-se que ocorra desconhecimento de grande parte dos discentes de fisioterapia sobre os RSS, refletindo a necessidade de buscar meios de sensibilizar os futuros fisioterapeutas, para que desenvolvam uma compreensão ampliada das questões ambientais para isso é necessária a formação de profissionais qualificados e sensibilizados para a importância do manejo adequado desses resíduos, com responsabilidade e compromisso ético com a saúde da sociedade e do meio ambiente.

Palavras-chave: Resíduos de Serviços de Saúde; Fisioterapia; Etapas de manejo; Formação Acadêmica.

ABSTRACT

Health professionals should be concerned with the waste generated by their activities, and develop specific skills and abilities since graduation, requiring a conscious positioning and willingness to collaborate in the search for solutions. The objective of the study was to evaluate the knowledge of physical therapy academics about health care waste (RSS). This is a descriptive, quantitative cross-sectional exploratory study with physiotherapy academics from a Higher Education Institution, located in Salvador, Bahia. A total of 53 academics participated, data were collected through a structured questionnaire, and analyzed through Epi Info 6.04 Software to describe the absolute and percentage frequencies. As results found: 62.3% are unaware of the RSS ranking; 52.8% are aware of their potential for risk and 62.3% are not aware of segregation. It is concluded that there is a lack of knowledge of many physical therapy students about SSR, reflecting the need to seek ways to sensitize future physiotherapists to develop a broader understanding of environmental issues. This requires the training of qualified and sensitized professionals to the importance of proper management of these wastes, with responsibility and ethical commitment to the health of society and the environment.

Keywords: Health Services Waste; Physiotherapy; Stages of management; Academic training.

1 INTRODUÇÃO

Em uma instituição de saúde,  os  resíduos  gerados  são  denominados Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), definem-se como geradores, todos os serviços cujas atividades estejam relacionadas com a atenção à saúde humana ou animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar; laboratórios analíticos de produtos para saúde; necrotérios, funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservação); serviços de medicina legal; drogarias e farmácias, inclusive as de manipulação; estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde; centros de controle de zoonoses; distribuidores de produtos farmacêuticos, importadores, distribuidores de materiais e controles para diagnóstico in vitro; unidades móveis de atendimento à saúde; serviços de acupuntura; estabelecimentos onde são colocados piercing e feitas tatuagens, salões de beleza e estética, dentre outros afins (BRASIL, 2018, p. 1).

De acordo com a Lei Federal n.º 12.305/2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), os estabelecimentos de saúde são aqueles que necessitam obrigatoriamente apresentar Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), tendo elaboração e fiscalização de acordo com determinações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA). Estas determinações englobam, de maneira geral, metodologias de identificação, manejo e destinação final dos RSS (BRASIL, 2010).

A PNRS considera que os RSS, são classificados como resíduos perigosos em razão de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade, e apresentam significativo risco a saúde pública e a qualidade ambiental.

A degradação ambiental representa sério problema na atualidade e tem se tornado um determinante do processo saúde-doença. Com isso, é importante considerar a dimensão do meio ambiente perante as ações realizadas nos serviços de saúde, possibilitando/promovendo ações estratégicas voltadas para o (re) pensar das práticas em saúde (MORESCHI et al., 2014, p. 21).

Nesse sentido, os profissionais da área da saúde, devem preocupar-se com os resíduos gerados por suas atividades, objetivando minimizar riscos ao ambiente, à saúde dos trabalhadores e população geral. É necessário o enfrentamento desta problemática por todos profissionais da saúde, que devem desenvolver competências e habilidades específicas desde a graduação, exigindo dos mesmos um posicionamento consciente e disponibilidade para colaborar na busca de soluções.

É possível que existam falhas durante o processo de formação nos cursos de graduação, a não inclusão desse tema na matriz curricular durante o processo de formação dos futuros profissionais pode explicar o que acontece atualmente em relação a esses resíduos, tanto nos estabelecimentos de saúde como no meio ambiente. Vários estudos destacam que as soluções dependem de uma série de decisões tomadas em diferentes níveis do sistema, tais como, profissionais de saúde formados de maneira diferente daquela já existente nas universidades (MORESCHI et al., 2014; SOUZA et al., 2015; GARBIN et al., 2015).

Dado o exposto e a problematização do tema em questão, o objetivo do estudo foi avaliar o conhecimento dos acadêmicos do curso de fisioterapia de uma Instituição de Ensino Superior sobre os RSS e suas etapas de manejo.

2 METODOLOGIA

Trata-se de um recorte da dissertação exploratório-descritiva transversal de abordagem quantitativa, intitulada “Percepção acerca dos resíduos de serviços de saúde na formação acadêmica do fisioterapeuta na Universidade Católica do Salvador-BA.

 A população alvo deste estudo foi composta por acadêmicos do curso de fisioterapia em uma Instituição de Ensino Superior particular, localizada na capital do Estado da Bahia.  Para a seleção da amostra foram considerados os seguintes critérios de inclusão: os acadêmicos deveriam estar cursando o último ano da graduação, do qual já contemplou a maioria das disciplinas teóricas e a partir deste momento irá iniciar ou já iniciou as vivências práticas, através dos estágios obrigatórios. Para o delineamento do estudo foi utilizado o processo de amostragem não probabilística de conveniência.

Os dados foram coletados entre os meses de julho e agosto de 2018, sendo aplicado um questionário estruturado com questões fechadas.

Para o processamento e a análise dos dados, foi utilizado o Software estatístico Epi Info 6.04, e os intervalos de confiança e gráficos foram calculados utilizando-se o software Microsoft Excel, versão 2003. Foi realizada uma análise descritiva (frequência absoluta relativa) e para verificar a existência de associação entre as variáveis de interesse foi utilizado o Teste Qui-quadrado. O nível de significância adotado para esse estudo foi 5%.

As considerações éticas foram respeitadas e os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Católica do Salvador, de Salvador-Bahia, e aprovado sob o Parecer n° 2.676.75.

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Participaram do estudo 53 acadêmicos do curso de graduação de fisioterapia de uma Instituição de Ensino Superior, sendo constituída a amostra de 81,1% do sexo feminino e 18,9% do sexo masculino.

A faixa etária de predominância dos discentes foi entre 20 a 25 anos de idade (67,9%). Sendo que os acadêmicos estavam cursando o 8º semestre (62,3%) e 9º semestre (37,7%), conforme a Tabela 1 de caracterização dos discentes.

Tabela 1 – Caracterização dos acadêmicos

 

        Variáveis

 

               (n, %)

 

 

Sexo

 

 

   Masculino

10

18,9

   Feminino

43

81,1

 

Faixa etária

 

 

   17 – 20

2

3,8

   21 – 25

36

67,9

   > 25

15

28,3

 

Semestre

 

 

   8 º (penúltimo ano)

33

62,3

   9 º (último semestre)

20

37,7

 

Fonte: Elaborado pela autora.

A Tabela 2 abaixo, apresenta as distribuições percentuais do conhecimento dos acadêmicos do curso de fisioterapia em relação aos RSS. Essas questões básicas definem a visão que o acadêmico tem sobre à importância do gerenciamento desses resíduos, ou seja, as etapas de manejo correta. Segundo Oliveira et al. (2013), a base do processo de tomada de decisão é que se conheça a problemática dos resíduos, suas características e riscos que eles apresentam.

Tabela 2 – Conhecimento dos acadêmicos do curso de Fisioterapia sobre RSS

 

Sim

Não

n

%

n

%

Classificação

20

 

37,7

 

33

62,3

Segregação

20

37,7

 

33

62,3

Potencial de risco

 

28

52,8

 

25

47,2

Acondicionamento/Símbolo

 

26

 

49,1

 

27

50,9

Local de armazenamento

 

27

 

50,9

 

26

49,1

Responsabilidade coleta interna

 

5

 

9,4

 

48

90,6

Transporte interno

 

10

 

18,9

 

43

81,1

Tratamento prévio

 

20

 

37,7

 

33

62,3

Responsabilidade coleta externa

 

3

 

5,7

 

50

94,3

Destinação final

 

7

 

13,2

 

46

86,8

Legislação

 

6

 

11,3

 

47

88,7

Redução da geração

 

7

 

13,2

 

46

86,8

Reutilização

 

9

 

17,0

 

44

83,0

Reciclagem

12

 

22,6

 

41

77,4

Recuperação

6

 

11,3

 

47

88,7

Fonte: Elaborado pela autora.

De acordo com o conhecimento dos acadêmicos sobre a classificação dos RSS, é significativo que 62,3% dos acadêmicos não conheçam a classificação, considerando-se que, dos 37,7% de respostas “sim” não consideraram a classificação baseada na RDC 306/2004 (Tabela 2). 

É relevante o dado que 88,7% dos acadêmicos pesquisados não têm conhecimento sobre as legislações vigentes que tratam dos RSS, seja no país, no estado ou no município. A legislação constitui a base de conhecimento e, de acordo com outras perguntas que visam identificar esse conhecimento, o resultado mais uma vez confirma essa carência (Tabela 2).

Observou-se que a maioria dos acadêmicos, 52,8% afirmaram conhecer o potencial de risco dos RSS e relataram grande preocupação com os riscos à saúde socioambiental, bem como, os riscos ocupacionais, ambos relacionados com o descarte inadequado dos resíduos e ao desconhecimento das etapas de manejo dos RSS (Tabela 2).

Em relação aos resultados desse estudo, na questão envolvendo o descarte dos RSS, grande parte dos entrevistados, 62,3% não apresentaram o conhecimento sobre a forma correta de segregação, confirmando o despreparo verificado nas respostas da maioria dos entrevistados, futuros profissionais (Tabela 2).

De acordo com os resultados apresentados na Tabela 2, pode-se observar que a maioria dos acadêmicos do curso de fisioterapia afirmam desconhecer as outras etapas de manejo dos RSS, como acondicionamento/identificação, locais de armazenamento, responsabilidade das coletas interna e externa, transporte interno e externo, tratamento e a destinação final desses resíduos.

O estudo descritivo procedeu-se com o cruzamento das variáveis por meio do instrumento de coleta de dados. Para verificar essas possíveis relações, foi utilizado o teste qui-quadrado (χ2), sendo demonstrado através de tabelas que apresentam suas respectivas associações significativas. 

A existência ou não de associação é verificada através de um número, denominado “valor-p”. Quando este “valor-p” for menor que 0,05 é possível que exista associação entre as variáveis.

Considera-se que se valor-p menor que 0,05 a associação é significativa, porém se valor-p maior que 0,05 não existe associação entre as variáveis.

O primeiro teste qui-quadrado foi realizado para a variável dependente “conhece a classificação dos resíduos de serviços de saúde”, ao ser cruzado com a variável do mesmo questionário aplicado, denominada variável independente, foi identificado que existe associação entre a variável independente (sabe sobre segregação dos RSS) com a variável dependente (conhece a classificação dos RSS), demonstrado na Tabela 3.

Tabela 3 – Distribuição percentual da associação da variável dependente “conhece a classificação dos RSS” com a variável independente “sabe sobre segregação dos RSS”

 

Variáveis

Sabe segregar os RSS

Não sabe segregar os RSS

 

Valor-p

Conhece a Classificação dos RSS, (%)

Sim

Não

 

65,0

21,2

 

35,0

78,8

 

 

< 0,001

Fonte: Elaborado pela autora.

Com resultados encontrados, em que 65% dos acadêmicos conhecem a classificação dos RSS e sabem sobre segregação desses resíduos, enquanto que 78,8% dos acadêmicos não conhecem a classificação dos RSS e não sabem sobre segregação dos RSS, conforme Tabela 3. Isso demonstra que a variável independente analisada possui significância estatística no caso analisado, com o p-valor < 0,001.

Complementando a estatística descritiva, foi aplicado novamente o teste do qui-quadrado, avaliando desta vez a relação do conhecimento desses acadêmicos sobre a classificação dos RSS e o conhecimento sobre o potencial de risco desses resíduos, demonstrado pela Tabela 4.

Tabela 4 – Distribuição percentual da associação da variável dependente “conhece a classificação dos RSS” com a variável independente “conhece o potencial de risco dos RSS”

 

Variáveis

Conhece o potencial de riscos dos RSS

Não conhece o potencial de risco dos RSS

Valor-p

Conhece a Classificação dos RSS (%)

Sim

Não

 

85,0

33,3

 

15,0

66,7

 

 

< 0,001

Fonte: Elaborado pela autora.

De acordo com os resultados apresentados na Tabela 4, pode-se observar a existência de associação (p < 0,001) com significância estatística entre a variável dependente “conhece sobre a classificação dos RSS” e a variável independente: “conhece o potencial de risco dos RSS”.

Destaca-se então que 85% dos acadêmicos que conhecem a classificação dos RSS também têm conhecimento sobre o potencial de risco desses resíduos, já 66,7% que não conhecem a classificação dos RSS também não conhecem o potencial de risco, conforme Tabela 4.

A partir dos valores encontrados na Tabela 5, abaixo, foi possível perceber que não houve associação entre o “semestre em curso” e duas variáveis: “conhece a classificação dos RSS” e “conhece o potencial de risco dos RSS”, sendo o valor-p insignificante estatisticamente, ou seja o semestre que os acadêmicos estão cursando nesse estudo possivelmente não tem relação com o conhecimento da classificação e/ou do potencial de risco dos RSS.

Tabela 5 – Avaliação da associação por meio do teste qui-quadrado entre a variável dependente “Semestre em curso” com a variáveis independentes “Conhece a classificação dos RSS” e “Conhece o potencial de risco dos RSS”

Variável dependente: “Semestre em curso”

 

Variáveis Independentes

 

               Estatísticas

 

              

    χ2                                      Valor-p

 

 

 

Conhece a classificação dos RSS

 

 0,721                                     0,396

 

 

 

Conhece o potencial de risco dos RSS

 

 0,103                                     0,748

 

 

 

Fonte: Elaborado pela autora.

As consequências de um destino e manuseio inadequados dos RSS podem ser graves, considerando a exposição que os trabalhadores envolvidos no seu gerenciamento, além da questão ambiental. Todos os profissionais de saúde estão propensos a infecção principalmente aqueles que estão em contato direto com material biológico em suas atividades como por exemplo: sangue e fluidos orgânicos potencialmente infectantes (sêmen, secreção vaginal, líquor, líquido sinovial, líquido pleural, peritoneal, pericárdico e amniótico) (GARBIN et al., 2015, p. 66).

Considerando o conhecimento de acadêmicos oriundos de várias áreas da saúde, Souza et al. (2015) já pensavam na necessidade de reformulação do ensino durante a formação acadêmica, a fim de preparar esses futuros profissionais com mais responsabilidade e comprometimento para a problemática dos RSS.

Conforme os resultados desse estudo sugerem que o manejo de resíduos não é um conteúdo abordado no curso de graduação em fisioterapia. Provavelmente, os professores entendem que esta temática não seja de sua competência profissional e, portanto, não a abordam no processo educativo. Estudos precisam ser desenvolvidos para explicitar essa realidade, visto que, foi evidenciado pouco conhecimento dos acadêmicos de fisioterapia sobre a temática.

Há necessidade de enfatizar a questão do manejo dos RSS durante a formação dos profissionais da fisioterapia, uma vez que, por estarem relegados ao lixo, esses resíduos recebem pouca importância. No entanto, a conscientização e o efetivo manejo refletirão em sustentabilidade ambiental e segurança ocupacional para além do circuito dos profissionais de saúde.

Apesar de muitos profissionais não atuarem diretamente no gerenciamento de resíduos, todos os envolvidos devem saber gerenciar e como descartá-los, pois, são responsáveis pela primeira etapa do manejo (a segregação) que, por sua vez, interfere nas demais.

Percebe-se que o discente, de maneira geral, ainda não despertou a sua “consciência socioambiental” nas questões envolvendo o meio ambiente e a saúde pública (MULLER et al., 2013, p. 3330). Assim possa ser que durante a formação acadêmica não haja uma abordagem que transforme e crie senso crítico desses futuros profissionais de saúde em relação aos prejuízos sofridos pelo meio ambiente devido à exploração sem cuidados, refletindo assim na saúde coletiva.

Alguns estudos apontam um número crescente de acidentes com material biológico em trabalhadores em serviços de saúde decorrente em sua maioria pelo descarte inadequado dos materiais utilizados (MUROFUSE; MARZIALE; GEMELLI, 2005; CAIXETA; BARBOSA-BRANCO, 2005; ALMEIDA, 2010).

A responsabilização e a conscientização ambiental são questões fundamentais a serem desenvolvidas na prática do ensino superior, visto que, grande parte dos acadêmicos apresenta resistência na segregação correta dos resíduos de saúde. Essa deficiência da conduta clínica, está relacionada a ausência de uma educação inicial e continuada, racionalidade descarte/consumista e pelo apelo cultural fortemente intrínseco na concepção da atividade cidadã (MORESCHI, et al., 2014, p. 24).

O gerenciamento inadequado dos RSS ou a forma de segregação inadequada são extremamente danosos à saúde do trabalhador podendo ocasionar acidentes e agravos a saúde. Isso ocorre em detrimento de grande parte dos profissionais desconhecer o processo de segregação extra estabelecimento, ou seja, fora do local de trabalho, ocasionando então na falta de compreensão do trabalho coletivo e nas consequências geradas a partir do erro individual (GESSNER, 2013).

A segregação é o ponto fundamental de toda discussão sobre a periculosidade dos RSS. Apenas uma parcela é potencialmente infectante, contudo, se não for segregada adequadamente, todos os resíduos que pôr em contato também deverão ser tratados como potencialmente infectantes. Isso exige procedimentos especiais para acondicionamento, coleta, transporte e disposição final, o que eleva os custos e riscos ocupacionais (GESSNER, 2013; MULLER, 2013).

A separação criteriosa dos RSS desde sua produção até sua destinação final levará além de uma redução desse resíduo, uma menor possibilidade de acidentes e de impacto ambiental e para isso ocorra efetivamente é necessário despertar a conscientização de todas as partes envolvidas nesse processo de formação acadêmica desses profissionais de saúde. (DOI, MOURA, 2011; MULLER et al., 2013; MORESCHI et al., 2014; SOUZA et al., 2015; GARBIN et al., 2015).

A problematização do correto gerenciamento dos RSS, são observados e discutidos nos cenários internacionais como uma lacuna a ser reestruturada para proteção da saúde individual e coletiva. Kumar et al. (2015) em seu estudo enfatizou a importância da educação continuada aos profissionais envolvidos no processo de descarte dos resíduos de saúde, entretanto, o autor resgatou evidencias fundamentais para o gerenciamento de resíduos, no qual citou como pré-requisitos: a necessidade de equipamentos adequados para o correto manuseio, a dedicação profissional e o monitoramento e supervisão das atividades que são desenvolvidas.

Bhagawati et al. (2015) concluiu em seu estudo a urgência do conhecimento sobre as normas e condutas para o descarte de resíduos por parte de todos os profissionais, principalmente daqueles que os produzem, salientando a consciência do risco e agravo à saúde quando acondicionado de forma incorreta. Esses estudos comprovam a necessidade de uma formação que envolva a temática RSS para que esses futuros profissionais estejam preparados para o manejo correto desses resíduos em suas atividades.

Considerando os resultados apresentados, verifica-se que a segregação é uma das operações fundamentais para permitir o cumprimento dos objetivos de um sistema eficiente de manuseio de resíduos e consiste em separar ou selecionar apropriadamente os resíduos segundo a classificação adotada. Essa operação deve ser realizada na fonte de geração e está condicionada à prévio conhecimento dos profissionais dos serviços de saúde (MULLER et al., 2013).

Para que isso aconteça de maneira efetiva, os futuros profissionais de saúde, inclusive os fisioterapeutas devem estar preparados para operar com os RSS de forma técnica e/ou gerencial, ou seja, produzindo e segregando esses materiais durante sua assistência ou através da gestão dos resíduos na unidade de saúde pela qual é responsável.

Quando a separação dos resíduos não é feita de forma adequada, todos os resíduos quando misturados a “resíduos infectantes” devem ser tratados como “de risco” ou “potencialmente infecciosos” e necessitam de cuidados especiais para seu armazenamento, coleta, transporte e disposição final, elevando assim os custos totais desse procedimento (ALVES et al., 2012).

Os RSS estão diretos ou indiretamente ligados à saúde humana, seja na prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação ou pesquisa, pois compõem uma grande variedade de resíduos com diferentes características físicas, químicas e biológicas.

O fator saúde está intrinsecamente relacionado ao cuidado, o qual requer uma percepção ampla, como um processo que vai além de uma atitude ou atos dos seres humanos, uma vez que está em todas as situações e ações, representando uma atitude de ocupação, preocupação, responsabilização e envolvimento afetivo com o outro. Saber cuidar relaciona-se com sentimento ético do ser humano para com o meio onde está inserido (MORESCHI et al., 2014, p. 24).

É necessário rever o conteúdo e a forma como tem sido tratada a questão dos resíduos de serviços de saúde e manejo durante a graduação. A compreensão de que o manejo dos resíduos é responsabilidade de todos e uma questão de saúde pública torna-se fundamental para a formação de profissionais comprometidos com a saúde ocupacional, segurança do paciente, saúde pública e meio ambiente (DOI, MOURA, 2011; MULLER et al., 2013; MORESCHI et al., 2014; SOUZA et al., 2015; GARBIN et al., 2015).

Ao discutir os resultados obtidos que dizem respeito à abordagem do conhecimento sobre os RSS e seu manejo durante a formação acadêmica do curso de fisioterapia, esses acadêmicos expõem que, de modo geral, essa temática foi abordada superficialmente. No entanto, destacam que é inadmissível um profissional da saúde não se apropriar desse conhecimento e, nesse sentido, demonstrou-se a necessidade de aperfeiçoamento dos planos de ensino do curso de fisioterapia, baseada na interação das diferentes áreas de atuação, utilizando-se da interdisciplinaridade, para que os acadêmicos saiam não só com uma maior consciência ambiental, além de melhor preparados para o mercado de trabalho.

Ao   reportar   sobre   a   importância   do   conhecimento   acerca   dos   RSS, constatada neste estudo, cabe citar o saber indicado por Morin (2011), que refere o conhecimento pertinente, dizendo que o conhecimento ensinado não deve anular o próprio objeto do conhecimento. É preciso buscar uma visão abrangente do mundo e não compartimentada por disciplinas, pois é importante ter uma visão capaz de situar o conjunto. Não é a quantidade de informações, tampouco a sofisticação da estatística ou da economia que podem oferecer sozinhas um conhecimento pertinente, mas sim a capacidade de colocar o conhecimento no contexto.

Ainda, sob o pensar de Morin (2011), cabe destacar a menção que o autor faz em relação ao conhecimento, quando refere que o mesmo, embora seja de suma importância, nunca é ensinado como ele é de fato. Os maiores problemas nesta circunstância são decorrentes do erro e da ilusão, pois o conhecimento nunca é um perfeito reflexo da realidade. O conhecimento é sempre uma codificação, seguida de uma reconstrução. As traduções e as reconstruções também podem apresentar risco de erro.

Na abordagem dos RSS, o conhecimento pertinente pode significar um caminho de extrema relevância, tanto para a saúde humana quanto para a saúde ambiental. Nessa lógica, a abordagem acerca da temática dever ser reflexiva, contextualizada, interligada e multidimensional, ou seja, “não se pode conhecer as partes sem conhecer o todo, nem conhecer o todo sem conhecer as partes” (MORIN, 2011, p. 87).

O conhecimento do manejo dos RSS, na atualidade, deve envolver todas as etapas de forma global, sem esse conhecimento teremos consequentemente acidentes locais. Sabe-se que não é possível prevenir e proteger a saúde individual e coletiva sem cuidar igualmente do meio ambiente, uma vez que qualquer dano e desequilíbrio a esse meio acaba por repercutir sobre a saúde humana, trazendo-lhe agravos.

Com isso, entende-se que, na problemática do RSS, o conhecimento é a ferramenta primordial para pensar em qualquer ação que possa minimizar os riscos decorrentes de sua produção desnecessária e destino impróprio. Através deste, é possível conhecer e refletir acerca do problema; porém, no entanto, é preciso ter consciência de que o conhecimento é sempre incompleto e que a realidade é bem mais complexa do que se imagina (DOI, MOURA, 2011; MULLER et al., 2013; MORESCHI et al., 2014; SOUZA et al., 2015; GARBIN et al., 2015).

 4 CONCLUSÕES

O presente estudo buscou avaliar o conhecimento dos acadêmicos do curso de fisioterapia de uma Instituição de Ensino Superior sobre os RSS e suas etapas de manejo, visando instrumentalizar esses futuros profissionais para um desempenho crítico, reflexivo e contínuo em relação a essa temática. A abordagem quantitativa, foi fundamental na construção deste trabalho, visto que possibilitaram uma análise e discussão de resultados obtidos com a participação de 53 discentes do último ano de formação acadêmica.

Considerando os resultados do estudo, conclui-se que o conhecimento de grande parte dos acadêmicos é possivelmente deficiente em relação aos RSS e suas etapas de manejo adequada. Isso pode ser explicado pelo fato do conteúdo não ser ministrado de forma específica em nenhuma disciplina voltada para essa temática.

Outro fato pode ser explicado por uma possível desarticulação das disciplinas teóricas com as disciplinas clínicas, não permitindo que o acadêmico faça uma conexão entre teoria e prática acerca dos RSS e suas etapas de manejo. Isso mostra a necessidade de uma reflexão das metodologias de ensino, que devem buscar formas de se tornarem interdisciplinares, o que permitirá ao acadêmico uma maior vivência e uma formação mais contextualizada e, assim, construir uma base para a sua vida profissional.

Também, é imprescindível que os profissionais de saúde promovam práticas voltadas para separação e destino correto de todos os tipos de RSS e não apenas os contaminados que merecem um cuidado especial, visto que o descarte inadequado dos resíduos desencadeia enormes impactos ambientais, colocando em risco os recursos naturais e a qualidade de vida das presentes e futuras gerações.

Tanto a classificação quanto as etapas do manejo adequado são frutos das legislações ANVISA e CONAMA, ou seja, são regulamentações que precisam ser implementadas em todas as instituições que produzem RSS. Então, cabe também à instituição de ensino, como formadora de conhecimento, em conjunto com os profissionais de saúde, estar sempre promovendo conhecimento sobre o assunto e instigar os acadêmicos do curso de fisioterapia e dos diferentes cursos da saúde oferecidos por ela, a perceber o compromisso que terão como profissionais capacitados e cidadãos no sentido de mútuo pertencimento do mesmo.

Do mesmo modo, no âmbito das instituições de serviços de saúde, faz-se necessário envolver gestores, colaboradores/profissionais, docentes que supervisionam estágios, acadêmicos estagiários, pacientes e familiares em atividades que visem a eficácia do gerenciamento dos RSS em busca da maximização de multiplicadores de conhecimentos contextualizados em prol da sustentabilidade ambiental.

Frente ao exposto, fica como grande desafio para os profissionais de saúde colocar em prática as estratégias apontadas neste trabalho, tanto no campo do ensino quanto no ambiente de práticas de cuidado. Acredita-se que essas atividades, embora sejam simplistas, possam contribuir para a responsabilização e valoração dos profissionais em seu conhecer, ser, fazer e conviver nas questões que dizem respeito aos RSS, sobretudo na dimensão de agressão a saúde socioambiental.

Nessa perspectiva o tema RSS requer uma compreensão ampliada acerca das questões ambientais com vistas à sustentabilidade planetária, revelando-se necessária a formação de profissionais de saúde qualificados, com conhecimento e sensibilizados para a importância do manuseio destes resíduos. Recomenda-se o investimento em pesquisas e projetos de extensão que abordem a temática dos RSS no curso de fisioterapia e se propague aos diferentes cursos da área da saúde, para que se possa contribuir de forma comprometida com a sustentabilidade ambiental.

Considera-se como limitação do estudo, o fato desse ter sido realizado com de acadêmicos de apenas uma Instituição de Ensino Superior (IES), não podendo assim generalizar os resultados encontrados. Sugere-se que sejam realizados mais estudos que visem aprofundar os resultados desse estudo para melhor compreensão do tema.

AGRADECIMENTOS

Ao Programa de Pós-Graduação em Planejamento Ambiental da Universidade Católica do Salvador (UCSAL) coordenado pelo Prof. Moacir Tinoco e ao Grupo de Pesquisa em Gestão Ambiental e Desenvolvimento de Empreendimentos Sociais (GAMDES) coordenado pela Profa. Dra. Cristina M.D. F. Marchi.

REFERÊNCIAS

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