Metodologia de desenvolvimento eco-sistêmico aplicado ao paradigma do saneamento descentralizado

Francisco José Peña y Lillo Madrid, Isabel Campos Salles Figueiredo, André Munhoz de Argollo Ferrão, Adriano Luiz Tonetti

Resumo


As boas práticas de saneamento são ações fundamentais de prevenção de doenças, promoção da saúde, bem estar humano e proteção do meio ambiente. Contudo, a utilização do saneamento como instrumento de promoção de qualidade de vida pressupõe a superação de entraves tecnológicos, políticos e gerenciais que dificultam a extensão desses benefícios às populações que habitam áreas rurais e municípios e localidades de pequeno porte. O presente artigo expõe a complexidade envolvida no alcance do saneamento básico a essas pequenas comunidades e aporta algumas ideias de como é possível encarar a problemática a partir da Metodologia de Desenvolvimento Eco-sistêmico, calcado no Pensamento Complexo de Edgar Morin e Pensamento Eco-Sistêmico elaborado por M.C. Moraes. Para tanto, apresenta-se também a proposta formulada por pesquisadores da UNICAMP para a aplicação da educação ambiental como ferramenta para o engajamento social na busca de melhoria do saneamento em comunidade rural no município de Campinas (SP).

 

Palavras-chave


Saneamento descentralizado; Pensamento complexo; Pensamento eco-sistêmico; Educação ambiental

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/2236130816771

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