Apresentação do Dossiê: Pesquisa em cena, Ensino em questão VIII Encontro do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, São Paulo – SP, Brasil.
Recebido em 23 de janeiro de 2026
Aprovado em 28 de janeiro de 2026
Publicado em 24 de fevereiro de 2026
A publicação de um dossiê sobre o ensino de filosofia é sempre um acontecimento a ser celebrado. Se há 30 anos a festejaríamos por preencher uma lacuna bibliográfica no Brasil, este dossiê não vem a ocupar um espaço teórico incipiente; na verdade, soma-se a um vasto número de outras publicações na área, corroborando a cultura acadêmica que, a cada ano, se fortalece. Viva o Ensino de Filosofia[i] como campo de conhecimento filosófico e educacional brasileiro! Que as lutas por sua consolidação continuem a todo vapor em 2026.
Acrescente à nossa comemoração o lugar onde este dossiê vem à lume: a Revista Digital de Ensino de Filosofia (REFilo), um periódico exclusivamente dedicado à temática do ensino de filosofia. No número inaugural, Elisete Tomazetti e Cláudia Benetti (2015) destacam que um dos principais objetivos para criar a revista era proporcionar um espaço para os estudos e pesquisas sobre o ensino de filosofia, que se intensificavam com o retorno da filosofia à educação básica.
A ideia de sua criação nasceu aos poucos, pois acompanhávamos o movimento de retorno da Filosofia como disciplina escolar e de expansão dos estudos, pesquisas e projetos sobre o tema do ensino e da aprendizagem em filosofia. Percebemos a importância de criação de um espaço que ampliasse a visibilidade do que vem sendo produzido e pensado por professores de filosofia da escola básica e dos cursos de licenciatura em filosofia; por estudantes que se dedicam ao seu ensino, seja em pesquisas ou em ações/intervenções nas escolas (Tomazetti; Benetti, 2015, p. 1).
A intuição das idealizadoras da REFilo não poderia ser mais certeira. Muito mais do que um palpite, tal intuição se ancorava na trajetória acadêmica e docente das duas pesquisadoras e professoras no Ensino de Filosofia. Participantes ativas do início do desenvolvimento acadêmico na área, ainda no início dos anos 2000, elas perceberam que, após o retorno da filosofia à educação básica, as pesquisas sobre o ensino de filosofia progrediam em número, e uma revista específica constituiria um meio de dar maior visibilidade, incentivo e rigor às publicações na área. Mesmo após todo o desgaste institucional que a filosofia sofreu com a implementação da Base Nacional Comum Curricular – o que poderia ter significado um arrefecimento das pesquisas e do interesse pela temática –, o cenário permanece promissor, indicando uma continuidade e amadurecimento das reflexões teóricas sobre o ensino de filosofia. E, dentro desse contexto, a REFilo desempenha, há mais de uma década, um importante papel para a consolidação do Ensino de Filosofia como campo de conhecimento; afinal, não há produção de pesquisas sem a existência de espaços para publicação, debate e avaliação dos conhecimentos produzidos. Agradecemos à REFilo por ceder esse espaço e a todas/os colaboradoras/es que se dedicam a ocupá-lo com responsabilidade e zelo.
Festejamos duplamente que a publicação deste dossiê tenha como finalidade registrar e abrir para o debate as reflexões elaboradas pelas/os participantes do VIII Encontro do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar – Pesquisa em cena, ensino em questão, realizado entre os dias 17 e 19 de setembro de 2025, na Unesp de Marília/SP. Por um lado, é muito especial que o congresso tenha ocorrido nessa instituição, na qual realizei minha formação como professor-filósofo e como pesquisador em Ensino de Filosofia. Porém, além da dimensão afetiva pessoal, destacamos a importância dessa instituição para o Ensino de Filosofia no Brasil, a qual, desde a década de 1990, fomenta pesquisas na área[ii]. Em um último levantamento, encontramos 12 teses e 13 dissertações acadêmicas dedicadas à temática – um número significativo, principalmente se considerarmos os dados recentes apresentados pelo documento Dossiê: O Ensino de Filosofia como área de pesquisa (1997-2025)[iii], em que consta um total de 122 teses e 303 dissertações acadêmicas. A representatividade desses números expressa a consistência dos trabalhos de pesquisa e formação do “Grupo de Estudos e Pesquisa sobre o Ensino de Filosofia”[iv] (ENFILO) e do “Grupo de Estudos e Pesquisas de Educação e Filosofia”[v] (GEPEF). Além de serem responsáveis pela maioria das orientações dos trabalhos acadêmicos na área dentro dessa instituição, os referidos grupos estão também vinculados à história do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar. Quando surgiu a oportunidade de realizar o encontro na Unesp de Marília, não medimos esforços para que isso acontecesse, permitindo que, mais uma vez, a história dessa instituição e a do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar se interconectassem. Agradecemos, assim, todo o acolhimento recebido.
Por outro lado, reconhecemos o valor de toda publicação coletiva do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar ao Ensino de Filosofia. De 2006 para cá – data de sua criação na Associação Nacional da Pós-graduação em Filosofia (ANPOF) –, esse coletivo tem insistido em reunir pesquisadoras/es, professoras/es e estudantes que estejam interessados em pensar os problemas que atravessam o ensino de filosofia, seja ele na universidade, na escola ou em outros espaços institucionais. Conhecido por sua hospitalidade em receber novas/os interessadas/os na temática do ensino de filosofia, há uma única exigência para participar do grupo: ter o compromisso com o filosofar e com ensinar a filosofar. Esse compromisso, gravado no nome do GT, é um dos pilares acadêmicos e políticos do grupo. Como lembra Gonzalo Palácios, coordenador do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar de 2006 a 2008, foram os desejos pelo filosofar e por ensinar a filosofar que conduziram à criação desse coletivo na ANPOF:
Pois como ensinar a filosofar se não sabemos o que é filosofar? E como filosofar sem ter conhecimento de pelo menos algumas das formas em que se deu o filosofar? A necessidade de se ensinar a filosofar é uma consequência da necessidade de se filosofar. Esta última vem crescendo e seu clamor ficando mais forte no Brasil. Quem faz pós-graduação de Filosofia no Brasil tem percebido o crescimento dessa exigência. Quem estuda filosofia, no Brasil, não se contenta mais com o papel de subalternos da filosofia, com o de, unicamente, fazer comentários filosóficos ou História da Filosofia. As vozes se espalham e dizem: queremos filosofar. O fato de se ter formado um Grupo de Trabalho, acolhido pela Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia, com o nome “Filosofar e Ensinar a Filosofar” é uma prova disso. É uma prova – e uma consequência – da necessidade crescente de todos aqueles que se veem a si mesmo como seres filosofantes, como pessoas que estão exercendo um ofício determinado: o ofício de pensar por si, o ofício da reflexão própria (Palácios, 2007, p. 113).
No contexto brasileiro, há uma certa discursividade que mantém o filosofar como uma prática quase que inalcançável, tanto no âmbito universitário quanto na educação básica. Contrariamente a essa ideia, as/os participantes do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar pautam seus projetos e práticas acreditando que o filosofar está ao alcance de todas/os àquelas/es que pretendem aprender e praticar essa forma de pensar. Por isso, um de seus compromissos é pensar, filosoficamente, em alternativas e formas de promover essa experiência em diferentes espaços educativos. Viva o GT Filosofar e Ensinar a Filosofar, que completará 20 anos de história e dedicação às pesquisas e às práticas do ensino de filosofia em 2026. Que continuemos filosofando sobre as relações de ensinar e aprender filosofia, bem como filosofando em sala de aula e em outros espaços educativos – democratizando a experiência de pensar e viver filosoficamente.
O presente dossiê é mais uma amostra do compromisso das/os integrantes desse coletivo com o filosofar e ensinar a filosofar. Das atividades do evento e das reflexões lá produzidas, foram gestados 21 artigos, que agora vêm à público. Embora a pluralidade teórica e temática seja uma das características dos textos, buscamos organizar os artigos em pequenos grupos temáticos para critério de apresentação.
Os três primeiros textos deste dossiê versam sobre os desafios da formação do professor de filosofia e do filósofo, de modo a analisar as condições educativas institucionais face às exigências da realidade brasileira. Angela Cilento, em Licenciandos em Filosofia: formação como poíesis, aposta nas implicações filosóficas e educacionais do conceito aristotélico de poíesis – como autoprodução, como efeito e a partir da relação intrínseca entre produção e autoprodução – para organizar a fundamentação metodológica e prática do futuro professor de filosofia. Robson Calça, ao escrever o O sentido do estágio curricular e a formação de professores de filosofia: esboço de uma leitura materialista, problematiza as condições legais e práticas do estágio docente obrigatório, tocando em problemas crônicos da realidade brasileira – por exemplo, a falta de condição da escola para receber as/os estudantes; a sobrecarga de trabalho das/dos supervisores ao receber os estagiários em sala de aula; e o desvio de função da/o estagiária/o para suprir as lacunas dentro da escola. Jonathan de Souza, autor do texto Desamparo formativo e o papel do filósofo na contemporaneidade: entre a formação e a atuação profissional, questiona a formação do filósofo no século XXI, avaliando qual é a finalidade da educação de filósofas/os na contemporaneidade e como as/os filósofas/os são preparadas/os para tal ofício.
Os três próximos textos encontram sua articulação no tema – o ensino de filosofia no contexto das tecnologias digitais –, nos conceitos centrais – governamentalidade algorítmica e plataformização educacional – e na defesa incondicional de um uso crítico e democrático das tecnologias digitais, a fim criar linhas de resistências para que a educação filosófica ainda seja um espaço de autonomia, pensamento e formação. No texto Sob a árvore da plataformização: concentração de poder, datificação e autonomia na educação básica brasileira, Valéria Wilke mostra como a plataformização atua na reorganização sistêmica do ecossistema educacional e remodela a gestão em educação, bem como as práticas pedagógicas em sala de aula. O artigo Ensino de filosofia em tempos de plataformização educacional, de Matheus Luchesi, reflete sobre os impactos da plataformização escolar no ensino de filosofia, na autonomia docente, na formação crítica dos estudantes e na experiência filosófica em sala de aula, de forma a denunciar como as tecnologias de controle e monitoramento padronizam e submetem docentes e discentes a uma racionalidade tecnocrática, totalmente contrária aos ideais de uma educação filosófica crítica, dialógica e autônoma. Já o texto escrito por Gilberto Miranda Junior, intitulado Da governamentalidade disciplinar à governamentalidade algorítmica: a plataformização da escola pública paulista como dispositivo neoliberal de subjetivação, controle e manipulação, avalia a realidade educacional do Estado de São Paulo e problematiza como a escola contemporânea deixa de ser tão somente uma instituição da sociedade disciplinar, para, através da plataformização da educação, funcionar como uma instituição central da governamentalidade algorítmica.
Os quatros textos que se seguem voltam-se, direta e indiretamente, ao problema do Ensino de Filosofia como campo de conhecimento, oferecendo alternativas para compreendermos as pesquisas e as práticas desenvolvidas na área. Augusto Rodrigues, Elisete Tomazetti e Patrícia Velasco escrevem o artigo Glossario do Ensino de Filosofia: conceitos-chave para mapear a(s) história(s) e as especificidades do campo, com o objetivo de analisar histórica e filosoficamente quatro conceitos-chave da literatura do Ensino de Filosofia: cidadania-filosófica, Ensino de Filosofia como campo de conhecimento, filosofia do ensino de filosofia e didática filosófica. Produzido por Vitória Sauzem, Infâncias plurais e crianças como sujeitos: um estudo filosófico a partir das dissertações orientadas no GT Filosofar e Ensinar a Filosofar (ANPOF) estuda as dissertações de mestrado orientadas pelas/os membras/os do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar, entre os anos de 2017 e 2022, investigando as concepções de infância e criança dentro das práticas de filosofia para/com crianças. Em A Filosofia e seu ensino na escola: pedagogias e políticas que o constituem, William Lopes explora a potencialidade dos conceitos de “pedagogias do ensino” e “políticas do ensino” para compreensão dos pressupostos que orientam e organizam o ensino de filosofia na educação básica. Finalmente, o texto intitulado Avaliação da aprendizagem em filosofia e a pedagogia das competências: o estado de conhecimento do tema no Brasil, de autoria de Ruan Nunes, apresenta a construção metodológica e alguns dos resultados parciais de sua pesquisa de mestrado em Educação, dedicada à compreensão da produção acadêmica sobre a aprendizagem em filosofia dentro do registro das pedagogias das competências.
Os próximos três textos trazem em seu bojo a problematização das relações de colonialidade no ensino de filosofia e oferecerem alternativas para produzir uma educação filosófica decolonial em oposição às imposições do cânone. No artigo Para além do cânone: desobediência epistêmica e pluralização de racionalidades no Ensino de Filosofia à luz da Lei 10.639/2003, Marinês Oliveira parte dos impactos da Lei 10.639/2003 no Ensino de Filosofia e indica como as exigências da lei não se reduzem, simplesmente, a uma ampliação do repertório temático, mas demandam a inflexão epistêmica de revisão dos pressupostos e das práticas da filosofia escolar, repensando os critérios de validade e universalidade que sustentam o cânone filosófico há séculos. Em Un enfoque intercultural crítico y liberador para la enseãnza de la filosofía, Maximiliano Roman discute algumas condições e possibilidades do ensino de filosofia na América Latina à luz da filosofia intercultural crítica e dos saberes ancestrais dos povos originários. Por fim, no artigo Ensino de filosofia e autobiografia: o diálogo como possibilidade de narrativa filosófica decolonial, Darcísio Muraro reflete sobre as potencialidades educativas da escrita autobiográfica filosófica e dialógica, com o propósito de combater os processos de colonialidade que afetam a formação de crianças, adolescentes e jovens na educação básica
Os próximos dois textos têm em comum o questionamento das questões de gênero no ensino de filosofia. Taís Pereira e Lucas Martins, em Da ausência a modos de presença: como estão as pensadoras nos últimos livros didáticos de CHSA e de Filosofia, investigam o modo como as pensadoras filósofas aparecem nos livros didáticos oriundos dos editais de PNLD, tendo como cerne duas categorias de análise: presença qualificada e presença-ausência de pensadoras. No texto Masculinidades e Ensino de Filosofia, Flávio de Carvalho pensa as masculinidades como um problema filosófico-educacional, defendendo a importância dessas reflexões dentro do campo do Ensino de Filosofia.
Os dois textos a seguir estabelecem como horizonte comum os exercícios de leitura e escrita na prática educativo-filosófica. Rúbia Oliveira, no texto A leitura no ensino de filosofia como direito e a necessidade de um PNLD específico para as obras de filosofia, avalia a leitura filosófica como prática educativa fundamental à filosofia, através do estudo dos documentos oficiais históricos e atuais que balizam os currículos escolares. No artigo Prática de leituras filosóficas e não filosóficas sobre problemas emergentes no Ensino Médio do Colégio de Aplicação/UFRGS, Rafael Cortes problematiza sua experiência de ensinar filosofia voltada para a leitura filosófica, seja de textos clássicos e não clássicos de filosofia, seja de textos não filosóficos.
A dimensão estética como possibilidade para ensinar filosofia na educação básica é o tema comum aos dois próximos textos. Flávio da Silva, ao escrever O ensino de filosofia e cinema: uma possibilidade de abordagem filosófico-pedagógica a partir da experiência estética deweyana, pensa as condições de ensinar e aprender filosofia através do cinema, apostando que a interação entre filosofia e cinema aproxima e explora dilemas existenciais e sociais da vida humana. Por sua vez, Vinícius Daniel, em O jogo do pensamento: os jogos teatrais como metodologia ativa no ensino de filosofia, propõe, à luz da ideia de jogos teatrais de Viola Spolin e Augusto Boal, uma relação educativo-filosófica através da qual as/os estudantes problematizam a realidade e a si mesmos, em contraposição às relações explicativas e de recognição, usualmente estabelecidas no ensino de filosofia.
Os dois textos que encerram o presente dossiê trazem em comum a condição de ensinar filosofia no contexto dos Institutos Federais e a defesa da importância de condicionar as práticas educativo-filosóficas à realidade dos estudantes e do projeto institucional do qual fazem parte. Amanda Garcia, em Filosofia para todes: filosofar e ensinar a filosofar a partir do cotidiano, explora o potencial do pensamento filosófico para lidar com problemas existenciais e éticos do cotidiano, embasando sua construção conceitual e problemática na experiência de ensino, pesquisa e extensão de seu projeto “Filosofia para todes”. No artigo A prática pedagógica no ensino de filosofia no contexto da EPT desenvolvida nos Institutos Federais: da concepção da importância ao modo como elas se constitui, Leocir Bressan reflete sobre a prática pedagógica do/a docente de filosofia em sua atuação na Educação Profissional Tecnológica (EPT) dos Institutos Federais, de modo a afirmar que a situação da EPT se diferencia do histórico brasileiro, pois, ao invés de oferecer uma formação fragmentada, concentrada apenas no desenvolvimento dos aspectos profissionais, busca uma formação integral, que concilia atuação profissional e educação cultural e científica, enraizada nas realidades distintas de cada Instituto Federal.
Desejamos a todas/os uma ótima leitura e esperamos que os textos em questão alimentem os debates, as pesquisas e as práticas educativo-filosóficas no Brasil, inspirando a publicação de novos dossiês e textos sobre a temática.
Referência
PALÁCIOS, Gonzalo Armijos. Filosofar e Ensinar a Filosofar. In: SARDI, Augusto Sérgio; SOUZA, Dreiton Gonzaga de; CARBONARA, Vanderlei. (Org.). Filosofia e sociedade: perspectivas para o Ensino da Filosofia. Ijuí: Editora Unijuí, 2007, p. 103-113.
RODRIGUES, Augusto. Heranças político-filosóficas de ensinar e aprender filosofia: do campo do Ensino de Filosofia à trajetória formativa na Unesp. Marília: Oficina Universitária; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2024.
RODRIGUES, Augusto; GELAMO, Rodrigo Pelloso (Org.). Percepções sobre o ensino de filosofia: registro de um tempo e seus movimentos. Marília: Oficina Universitária; São Paulo: Cultura acadêmica, 2021.
TOMAZETTI, Elisete Medianeira; BENETTI, Cláudia Cisiane. Editorial e apresentação. Revista Digital de Ensino de Filosofia – REFilo, Santa Maria, v. 1, n. 1, p. 1-6, jan/jun, 2015.
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Notas
[i] Toda vez que nos referirmos ao campo de conhecimento, utilizaremos o termo “Ensino de Filosofia” com letras maiúsculas, para diferenciá-lo do objeto/tema “ensino de filosofia”.
[ii] A primeira dissertação de mestrado, “O ensino de filosofia no 2º grau: abordagem dialética a partir de temas do cotidiano”, foi publicada em 1993, escrita por Vandeí Pinto Silva, professor que atuou por muito tempo no curso de Filosofia da UNESP, lecionando as disciplinas de Didática e Estágio Supervisionado. O primeiro doutorado, “O ensino da filosofia na escola média e a mediação entre o cotidiano e o não cotidiano”, de 1998, é também de autoria de Silva.
[iii] Redigido em parceria da Associação Brasileira de Ensino de Filosofia (ABEFil) com o GT Filosofar e Ensinar a Filosofar, da ANPOF, o documento apresenta um histórico de produção do Ensino de Filosofia, a fim de pleitear a institucionalização da Filosofia do Ensino de Filosofia como subárea da Filosofia na árvore de conhecimento da Capes e da CNPq. Constam dados de artigos, capítulos de livro, dossiês, dissertações profissionais, dissertações acadêmicas e teses de doutorado. Os números de artigos, capítulos de livro e livros são extraídos da produção das/os integrantes do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar; já as dissertações e teses foram levantadas do Catálogo de Dissertações e Teses (BDT) da Capes. O documento encontra-se disponível em: https://abefil.org.br/2025/11/26/inclusao-de-subarea-filosofia-do-ensino-de-filosofia-no-cnpq-e-capes/. Acesso: 15 jan. 2026.
[iv] O ENFILO é um grupo de pesquisa sobre o ensino de filosofia, criado em 2010. Rodrigo Peloso Gelamo é o líder do grupo e atua no curso de licenciatura em Filosofia, ministrando as disciplinas de Estágio Supervisionado I e II. Em 2021, Rodrigues e Gelamo organizam um livro comemorativo que retoma alguma das pesquisas do grupo. Mais detalhes sobre o grupo, constam na página do CNPq: http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/4276982660362478/. Acesso: 15 jan. 2026.
[v] Apesar de ser um grupo voltado mais propriamente à problemática da Filosofia da Educação, há uma linha específica de trabalho no ensino de filosofia. Pedro Pagni, líder do grupo, participou ativamente das movimentações acadêmicas na primeira década de 2000, seja na formação de novos quadros de pesquisadores na área, seja com contribuições teóricas. Rodrigues (2024) elabora algumas notas sobre a importância deste grupo na formação de uma política filosófica de pesquisa em Ensino de Filosofia, bem como nas práticas de ensinar e aprender, ao avaliar sua influência no ENFILO. Outros detalhes do grupo estão disponíveis na página do CNPq: http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/7045. Acesso: 15. Jan. 2026.