Políticas Editoriais

Foco e Escopo

Letras é um periódico científico que tem como missão reunir e divulgar artigos resultantes de pesquisa científica original de caráter significativo para as áreas dos Estudos Linguísticos e Literários. A publicação está vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGLetras), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e volta-se a pesquisadores e estudantes em nível de pós-graduação. Considerando as especificidades das linhas de pesquisa que integram o PPGLetras e a periodicidade semestral que é mantida desde 1991, a cada ano é publicado um número temático dedicado aos Estudos Linguísticos e outro dedicado aos Estudos Literários, o que soma um total de vinte e quatro artigos por ano. Cada publicação fica sob a responsabilidade de dois pesquisadores que assumem a função de organizadores, sendo um vinculado ao PPGLetras e outro externo à UFSM, preferencialmente participante de programa credenciado pela CAPES e classificado com, no mínimo, conceito 4. O periódico recebe textos apenas de autoria de pesquisadores doutores e preferencialmente escritos em português, além de francês, espanhol ou inglês. Os originais apresentados não devem ter sido publicados ou submetidos simultaneamente a outro periódico.

 

Políticas de Seção

Artigos

Política padrão de seção

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

Resenhas

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Entrevista

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares
 

Processo de Avaliação pelos Pares

Os artigos enviados devem atender à chamada temática e serão avaliados em anonimato, na modalidade às cegas, por pelo menos dois pareceristas membros do Conselho Editorial, os quais serão assessorados, quando necessário, por consultores ad hoc. Em caso de divergência na avaliação, um terceiro parecerista será solicitado. Depois da análise, cópias dos pareceres serão encaminhadas aos autores, juntamente com instruções para modificações, quando for o caso. Só serão encaminhados à publicação os artigos de autores que efetuarem as alterações recomendadas e as modificações sugeridas.

Os trabalhos que não se adequarem às normas do periódico, presentes em Diretrizes aos Autores, não serão aceitos. Dados e conceitos não emitidos nos trabalhos bem como a exatidão das referências bibliográficas são de inteira responsabilidade dos autores.

Os critérios para a avaliação dos artigos são:

- Adequação à temática do respectivo número;

- Originalidade;

- Consistência teórico-metodológica;

- Interesse científico e relevância para a área;

- Qualidade de apresentação (estrutura, organização do texto);

- Qualidade de escrita; e

- Adequação às normas de formatação do periódico.

 

Periodicidade

A periodicidade de Letras é semestral, com a seguinte organização temática dos números:

Jan.-Jun. – Número dedicado aos Estudos Linguísticos

Jul.-Dez.– Número dedicado aos Estudos Literários

 

Política de Acesso Livre

Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.

 

Arquivamento

Esta revista utiliza o sistema LOCKSS para criar um sistema de arquivo distribuído entre as bibliotecas participantes e permite às mesmas criar arquivos permanentes da revista para a preservação e restauração. Saiba mais...

 

Chamadas

Letras 56 - Estudos Linguísticos - 2018 - Primeiro Semestre

Título: Análise do discurso político: questões de teoria e de prática

Ementa: Os últimos acontecimentos no Brasil e no mundo têm trazido consigo não apenas uma reconfiguração do mapa do poder político, mas também uma avalanche de discursos que objetivam justificar esse labirinto de mudanças. Das atrocidades da guerra na Síria ao fortalecimento do Estado Islâmico, da encruzilhada da esquerda na América Latina ao projeto duvidoso da política externa dos EUA, o mundo enfrenta um conjunto de eventos políticos que se constroem e se reconstroem numa velocidade talvez nunca antes visto vista na História, provavelmente em função do papel da internet na construção e disseminação desses acontecimentos. A Universidade, historicamente palco onde se pensam os fazeres dos homens em toda a sua extensão, não pode se furtar de questionar e investigar as várias dimensões desses processos políticos que nos desafiam e afetam a todos nós em todo o mundo. Como não poderia deixar de ser, a linguagem se apresenta como uma das armas mais poderosas em todos esses embates políticos, usada para legitimar e/ou deslegitimar as várias vozes dos atores sociais envolvidos nesses eventos políticos que são, em boa parte, também linguísticos. Dito isto, a presente proposta constitui um amplo convite para se discutir o discurso político e, em particular, o papel da linguagem no desenrolar dessas práticas discursivo-políticas, uma vez que propõe aos interessados um diálogo de duas trincheiras: uma teórica e outra prática, isso porque, se é verdade que existem muitos trabalhos que poderiam ser rotulados de discurso político, pouquíssimos são aqueles que o tratam com a natureza específica que se deseja tratar aqui. A organização do presente número de Letras convida pesquisadores/as do Brasil e do exterior a refletir sobre o campo multidisciplinar Análise do Discurso Político (ADP). As contribuições poderão enquadrar-se em dois eixos principais: aquelas que tratem de questões teóricas envolvidas nesse campo do saber, como, por exemplo, a definição de política e/ou de discurso político, e aquelas que discutam produções científicas que examinam esse campo em sua realização textual-discursiva. Os artigos deverão versar, preferencialmente, sobre um dos seguintes temas:

a. Definição de discurso político;

b. Áreas de investigação do discurso político;

c. Metodologias de análise do discurso político;

d. Discurso político e o conceito de nacionalismo;

e. Discurso político e o conceito de ideologia;

f. Discurso político e o conceito de hegemonia;

g. Papel da linguagem no discurso político;

h. Discurso político multimodal;

i. Análise do discurso político: várias disciplinas e um mesmo objeto;

j. História do discurso político.

Prazo de submissão: 28 de fevereiro de 2018.

Organizadores: Anderson Alves de Souza (UFPB), Vilmar Ferreira de Souza (IFCE) e Sara Regina Scotta Cabral (UFSM)

 

 

Letras 57 – Estudos Literários – 2018 – Segundo Semestre

Título: Literatura(s) contemporânea(s): a dinâmica do afeto 

Ementa: O dossiê propõe uma reflexão sobre as potencialidades afetivas da literatura contemporânea. A discussão sobre os afetos encontrou terreno fértil nas ciências humanas e sociais no início deste milênio, impulsionando a denominada virada afetiva, cujo desafio teórico é o de pensar as transversalidades do afeto situadas entre as ações e as paixões (CLOUGH, 2007). Deleuze e Guattari (1991), em Qu'est-ce que la philosophie?,  entendem o afeto como um devir sensível, não humano, como um “ato pelo qual algo ou alguém não para de devir-outro (continuando a ser o que é)” (1992, p. 229). Segundo essa perspectiva, o potencial mobilizador do afeto projeta-se para além das corporalidades e das experiências individuais e pode ser pensado não apenas em relação às diversas formas de “pertencimento”, mas também relacionado à ideia de comunidade e às discussões referentes à ampliação dos regimes estéticos. Nesse sentido, o afeto é uma potência, um caminho para o(s) outro(s), uma forma de produção, ou ainda, uma estratégia capaz de renovar atuações e comprometimentos, sejam eles artísticos, culturais, sociais e/ou políticos. O afeto não só participa de experiências estéticas pungentes, mas também mobiliza a formulação de laços de solidariedade, os quais contribuem para a construção de comunidades – mesmo que provisórias. Assim, a proposta desta chamada é a de reunir ensaios de pesquisadorxs que discutam os seguintes temas:

a) afetividades na literatura contemporânea;

b) afeto e comunidade(s);

c) afeto e experiência estética.

Questão cara à contemporaneidade e amplamente discutida no âmbito das ciências humanas e sociais, a problemática afetiva e as suas implicações são ainda pouco exploradas pela crítica literária. O afeto, que atravessa o literário da criação textual à circulação do livro; que permeia a leitura e que, frequentemente, adentra as páginas/telas, é pleno de possibilidades mobilizadoras, as quais contrariam a (suposta) apatia associada ao pós-moderno. Parte de experiências estéticas pungentes, o afeto também contribui para o estabelecimento de laços de solidariedade, que são fundamentais para construção de comunidades (ainda que circunstanciais). A dinâmica afetiva, portanto, é um importante ponto de partida para se (re)pensar a produção literária recente, movida por inquietações em torno de sua própria relevância e atravessada por reivindicações constantemente renovadas.         

Prazo de submissão: 15 de março de 2018 

Organizadores: Renata Farias de Felippe (UFSM), Luciene de Almeida Azevedo (UFBA).

 

 

Letras 58 – Estudos Linguísticos – 2019 – Primeiro Semestre

Título: Escrita e gêneros de texto/discurso: relações sobre ensino/aprendizagem/avaliação de língua materna 

Ementa: O ensino da escrita em aulas de língua materna na Educação Básica é um dos objetivos centrais do processo de escolarização. Se considerarmos que a escrita tem papel central no desenvolvimento sociocognitivo e na construção de saberes dos alunos – e de seus professores –, podemos nos indagar sobre como e em quais perspectivas o ensino da escrita tem contemplado uma abordagem que considere os gêneros de texto/discurso como objeto de ensino e, ainda, relacione a escrita e seu ensino/aprendizagem/avaliação como elementos inerentes às práticas de letramento(s) e à participação social. Nessa perspectiva, este número temático pretende agrupar pesquisas que discutam a relação entre a escrita e seu ensino pautados em uma abordagem didática dos gêneros de texto/discurso. Para tanto, elege como foco de discussão pesquisas que apresentem reflexões no âmbito da didática da escrita, da transposição didática, da abordagem em materiais didáticos e do ensino/aprendizagem de língua materna, em contextos múltiplos, privilegiando a análise e reflexão sobre o papel dos gêneros de texto/discurso no ensino da escrita na Educação Básica. Objetiva-se também discutir como diferentes projetos (projetos de letramento, projetos didáticos de gêneros, projetos temáticos etc.), sequências didáticas e livros didáticos propõem diferentes modos de ensinar e de avaliar a produção textual nas aulas de língua materna no Ensino Fundamental e Médio. Desde a década de 1990, contexto que remonta a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs - há uma crescente preocupação com a relação entre os Estudos da Linguagem e os contextos pedagógicos. Nesse sentido, parece haver um consenso a respeito do termo linguagem como sinônimo de interação, cujo uso reflete as condições específicas e as finalidades de cada campo de atividade (BAKHTIN, 2011), e da necessidade de se focalizar, quando necessário em cada contexto, o ensino reflexivo, crítico e com mais sistematicidade dos diversos textos em uso, instanciados em gêneros textuais/discursivos. Nesse sentido, refletir sobre o ensino e aprendizagem de língua materna sob a perspectiva dos gêneros torna-se fundamental para (re)pensar os modos de ensinar e avaliar a produção de textos nas aulas de língua portuguesa com vistas à efetiva participação social. Apesar dos avanços nas pesquisas que se voltam para a perspectiva de gêneros, uma reflexão pautada nas tarefas e ações dos alunos para aprender, nas intervenções dos professores e na elaboração de dispositivos para resolver problemas referentes ao ensino de escrita merece ser fortalecida, em especial no contexto brasileiro. O grande desafio parece ser a construção de uma abordagem de ensino que permita uma compreensão dialética da relação entre de texto e contexto, a fim de que o aluno-autor participe ativamente das práticas de letramento(s). Em razão disso, ressaltamos a pertinência desta proposta que visa trazer à discussão o ensino de escrita sob a ótica dos gêneros a fim construir um profícuo diálogo entre diferentes abordagens teóricas e metodológicas.                                       

Prazo de submissão: 15 de setembro de 2018.

Organizadores: Anderson Carnin (UNISINOS), Clécio dos Santos Bunzen (UFPE), Francieli Matzenbacher Pinton (UFSM).

 

 

Letras 59 – Estudos Literários – 2019 – Segundo Semestre

Título: Corpo, trauma e memória: desfazendo gêneros na literatura e nas artes das Américas

Ementa: Na década de 1970 do século passado, o advento da crítica feminista foi considerado pela academia como algo nefasto, uma onda de militância ideológica que veio para destruir as artes e a literatura, menosprezando a realização estética dos textos e reduzindo sua importância e valor à política. Contudo, já nos anos 1980, a crítica feminista foi reconhecida por teóricos do calibre de Jonathan Culler e Terry Eagleton como uma das mais poderosas forças de renovação da crítica contemporânea. Desde então, a crítica feminista tem transformado, do Ocidente ao Oriente, a forma como lemos e pensamos as artes e a literatura, a partir de questionamentos como:

- Qual a relação da leitura e da literatura com o gênero?

- O que a leitura e a interpretação das artes têm a ver com gênero?

- As mulheres leem de forma diferente?

- O que as artes visuais, o teatro, a música e a literatura têm a nos dizer sobre as relações entre códigos de gênero e normas sociais, discriminação e intervenção crítica?

- Qual a relação entre textualidade, iconicidade, poder e conhecimento?

Hoje a crítica feminista configura um campo amplo e heterogêneo de estudos que incorpora muitas vertentes teóricas e abordagens, campo esse que se revitaliza em seus diálogos com os estudos pós-coloniais, os estudos culturais e a desconstrução. Indo mais além, foi a partir das perquirições das teorias feministas que emergiram os estudos de masculinidades (em especial aqueles que dedicam atenção às masculinidades subalternizadas), os estudos de gênero, os estudos gays e lésbic@s e a teoria queer, caminhos que possibilitaram simultaneamente o questionamento dos cânones estéticos e das premissas heteronormativas que pautam o sistema valorativo nos estudos sobre arte, literatura e cultura. As teorizações feministas, nas últimas décadas, colaboraram para a estruturação de uma nova maneira de se produzir conhecimento, colaborando mesmo para uma reconfiguração deste campo epistêmico. Prova disso são trabalhos de reconhecido mérito no campo literário, tais como The Madwoman in The Attic, de Sandra Gilbert e Susan Gubar (1979). Na academia brasileira, vale mencionar os três alentados volumes da antologia Escritoras Brasileiras do Século XIX (1999, 2003 e 2009, organizados por Zahidé Lupinacci Muzart). No campo das artes, merece destaque o volume Feminism – Art – Theories, organizado por Hilary Robinson (2001), bem como Feminist Aesthetics in Music, de Sally MacArthur (2001). A ênfase nas relações literatura/artes/cultura, alimentada pelo enfoque interdisciplinar, possibilita a emergência de categorias analíticas da diferença como gênero, raça, classe e sexualidade na investigação de representações identitárias em sua dimensão estética e em sua projeção política. Nessa direção, ganha preeminência a questão do outro nas vozes dissonantes de artistas, escritores e musicistas, o que permite identificar as especificidades históricas de modos de subjetividade até então invisíveis nas formações discursivas da cultura etnocêntrica, patriarcal e heteronormativa. Interessam aqui, particularmente, as experimentações e o questionamento realizados no campo dos estudos literários pela teoria queer; a crítica aos regimes de normalização é particularmente produtiva para o questionamento do status de literariedade como característica imanente ao texto literário.

Prazo de submissão: 15 de março de 2019.

Organizadores: Wanderlan da Silva Alves (UEPB), Anselmo Peres Alós (UFSM), Divanize Carbonieri (UFMT).

 

 

Letras 60 – Estudos Linguísticos – 2020 – Primeiro Semestre

Título: Línguas românicas em diacronia: teorias, métodos e análises

Ementa: Estudiosos como Poggio (2002), Monaretto (2005), Castilho (2007), Berlinck, Barbosa e Marine (2008), entre outros, chamam a atenção para a importância das fontes escritas para o estudo da mudança linguística e para a explicação de fenômenos que perduram modernamente. Conforme Weinrich, Labov e Herzog (1968), a preocupação atual com relação à mudança linguística vincula-se a sua origem, implementação e propagação; nesse sentido, busca-se responder à seguinte pergunta: como e quando as línguas mudam? Para tanto, o dado escrito é fundamental na análise de estágios antigos de uma língua. Em virtude disso, como salienta Telles (2008), é necessário que os textos sejam editados de forma rigorosa e fidedigna. Monaretto (2005) aponta que é possível identificar e resgatar indícios de variação e de mudança com relação a alguns fenômenos fonológicos, tais como epêntese, rotacismo, harmonia vocálica, dentre outros. Para que estudos que se enquadrem nesse tipo de investigação tenham êxito, a grande preocupação deve residir na constituição do corpus e na filtragem dos dados para que se possa diferenciar registros significativos linguisticamente de registros que não o são. Labov (1972) retoma o princípio do uniformitarismo, segundo o qual mudanças ocorridas no passado podem vir a acontecer no presente, para justificar a afirmativa de que é preciso estudar o passado para melhor explicar o presente. Com relação ao uso do texto escrito para o estudo da mudança, o autor diz que a investigação que toma como fonte o dado escrito é uma tentativa de fazer o melhor uso de um dado ruim (LABOV, 1972). O dado escrito pode apresentar características comuns à fala, entretanto, por conta do sistema ortográfico, contém registros que não são significativos linguisticamente. Por isso, é fundamental que se reflita sobre a relação entre a preparação de corpora diacrônicos e suas implicações para o desenvolvimento de pesquisas que tenham como foco a análise e descrição do uso das diversas línguas românicas em sincronias passadas. Uma discussão sobre aspectos metodológicos e diferentes perspectivas de análises linguísticas que podem ser empregadas possibilita o fortalecimento científico desse campo de atuação. O objetivo desse número temático é reunir pesquisas que discutam questões relativas à edição de textos de tradição românica que são tomados como corpora diacrônicos para fins de descrição e análise linguística, além de congregar estudos no âmbito da linguística românica que contemplem perspectivas sobre variação e mudança linguística.

Prazo de submissão: 15 de setembro de 2019.

Organizadores: Paulo Osório (Universidade da Beira Interior), Tatiana Keller (UFSM), Valéria Monaretto (UFRGS).

 

 

Letras 61 – Estudos Literários – 2020 – Segundo Semestre

Título: Representações da violência na cultura brasileira 

Ementa: A violência tornou-se algo onipresente na vida dos brasileiros. Ela é vivida ou a ela se tem acesso cotidianamente pelos mais diferentes meios de comunicação. Ela tem envolvido, contemporaneamente, distintos grupos sociais nas mais diversas situações. Assim, se, há algum tempo, as notícias tratavam de assassinatos entre gangues devido à disputa de poder pelo tráfico, atualmente, crianças armadas de classe média alta invadem escolas e assassinam colegas e professores. Policiais, cuja função é defender a integridade dos cidadãos, estão, da mesma forma, vulneráveis à violência. Essa violência tem ganhado mais visibilidade não simplesmente porque a mídia é mais rápida e eficaz na divulgação das informações, mas porque ela atingiu uma dimensão tal que, na falta de uma explicação plausível sobre suas causas, ela é tratada em diversos meios e de diferentes formas. A arte não é imune a tais influências e impactos. Ela capta a violência e a transforma em um problema de representação. Esta chamada da revista Letras acolhe artigos e ensaios que versem sobre a violência e suas formas de representação na literatura, no cinema, na escultura, nas artes plásticas e no teatro. O objetivo desse número é reunir textos que busquem não apenas conjecturar argumentos sobre as possíveis causas da violência na cultura brasileira, mas também pensar como ela ganha forma esteticamente.        

Prazo de submissão: 15 de março de 2020.

Organizadores: David William Foster (Arizona State University), Lizandro Carlos Calegari (UFSM), Rosani Úrsula Ketzer Umbach (UFSM).

 

No Prelo

Letras 55 – Estudos Literários – 2017 – Segundo Semestre

Título: Literatura popular e seus circuitos associados

Ementa: Letras 55 abre chamada para artigos que discutam a literatura popular (oral, escrita, registrada, de diversas regiões ou países). Dentre os temas de interesse do número, destacamos questões concernentes às formas da poesia popular, à oralidade e escritura, ao imaginário e às fabulações peculiares ao gênero, desde a ótica da crítica literária, até as abordagens de caráter histórico, tradutório, sociológico, acrescentando também as interfaces entre literatura oral, popular e a literatura “erudita” ou ainda a “poesia popularizante”. A chamada não se restringe apenas às manifestações da oralidade ou da poesia popular, mas inclui também o seu impacto sobre a literatura erudita/culta e sobre o campo da tradução. Nesse sentido, também reunirá contribuições que discutam as manifestações iniciais como lendas, fabulações e cantorias presentes em diversas regiões do Brasil, mas também de outras tradições: anglo-saxãs, medievais, platinas, americanas, assim como trabalhos que estudem a oralidade na Antiguidade. Interessa-nos igualmente estudos que se dediquem ao movimento de retomada da literatura popular enquanto patrimônio, por meio da criação de acervos e de academias de cordel, por exemplo; apresentem os protagonistas do gênero e suas complexidades; discutam o popular como matéria de investigação das universidades, especialmente a partir da década de 60, que marca a publicação de estudos referenciais sobre o tema; versem sobre as atualizações em manifestações literárias, teatrais, cinematográficas, entre outras.

Prazo de Submissão: 29 de julho de 2017.

Organizadores: Lawrence Flores Pereira (UFSM), Carlos Nogueira (IELT, FCSH, UNL / Universidade de Vigo) e Geice Peres Nunes (UNIPAMPA).