Dendrogramas de densidade para Hovenia dulcis Thunberg na região central do estado do Rio Grande do Sul, Brasil

Gerson Luiz Selle, Frederico Dimas Fleig, Paulo Renato Schneider, Luiz Antônio Jacques de Albernard, Elisabete Vuaden, Evaldo Muñoz Braz

Resumo


O objetivo principal deste trabalho foi elaborar dendrogramas para o manejo de densidade (DMD), em populações de Hovenia dulcis localizadas na região central do estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Para tanto, foram utilizadas informações de dois povoamentos, com idades de 25 anos, localizado na Fundação de Pesquisa Agropecuária (FEPAGRO) e de uma população de árvores livres, com DAPs variando de 5 a 45 cm, localizado no campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), RS. Nos povoamentos sob concorrência, os dados foram coletados em árvores dos estratos dominante, intermediário e dominado, pelo método da densidade pontual. As árvores livres de concorrência foram coletadas sob a forma de censo. Como conclusão obteve-se que o modelo de Reineke ajustou-se satisfatoriamente para estimar as linhas de densidade de fechamento do dossel e de autodesbaste, com os coeficientes angulares se aproximando de -1,5, comprovando que a lei da potência de -3/2 de autodesbaste foi contemplada e que a hipótese postulada por Reineke tambem foi satisfeita. A densidade populacional, para a lotação do dossel, foi de 42,5% do número máximo de árvores, sendo possível construir diagramas para o manejo da densidade, dos 5 aos 31 cm de diâmetro da árvore de área basal média.


Palavras-chave


manejo de densidade; concorrência; linhas de densidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/198050982062