COMPARAÇÃO ESTRUTURAL ENTRE FLORESTA MANEJADA E NÃO MANEJADA NA COMUNIDADE SANTO ANTÔNIO, ESTADO DO PARÁ

Diego dos Santos Vieira, João Ricardo Vasconcellos Gama, Renato Bezerra da Silva Ribeiro, Lucas Cunha Ximenes, Viviane Vasconcelos Corrêa, Adriana Ferreira Alves

Resumo


http://dx.doi.org/10.5902/1980509816619

O objetivo deste trabalho foi analisar e comparar a composição florística e estrutura horizontal da floresta manejada (FM) e da floresta não manejada (FNM). Utilizou-se amostragem casual estratificada com 12 parcelas na FM e 12 na FNM. Em parcelas de 28 x 350 m mensuraram-se todos os indivíduos com circunferência a altura do peito (CAP) maior ou igual a 31,4 cm e menor do que 94,2 cm (nível I de inclusão), subparcelas de 28 x 100 m, os indivíduos com 94,2 cm ≤ CAP <157,1 cm (nível de inclusão II), subparcelas de 28 x 250 m e indivíduos com CAP ≥ 157,1 m (nível de inclusão III). Em ambas as florestas foram encontradas 216 espécies, distribuídas em 44 famílias botânicas. A FNM apresentou maior índice de diversidade de Shannon-Weaver (H’)(H’= 4,47). A composição florística, na FM, não sofreu alterações significativas durante o manejo empresarial realizado. Entretanto, houve alterações significativas de riqueza e área basal entre FM e FNM devido à colheita realizada que implicou na retirada de indivíduos em classes comerciais e também ao dano causado às árvores remanescentes. As espécies de maior importância ecológica em FNM foram Rinorea guianensis Aubl (Violaceae), Pouteria bilocularis (H. Winkler) Baehni (Sapotaceae) e Sclerolobium paniculatum Vogel (Fabaceae). Em FM foram Rinorea guianensis Aubl (Violaceae), Manilkara huberi (Ducke) Chevalier (Sapotaceae) e Eschweilera coriacea (DC.) S.A. Mori (Lecythidaceae). Para o período considerado, a área basal parece estar se recuperando adequadamente.


Palavras-chave


fitossociologia; manejo florestal; Amazônia

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/1980509816619