Chamadas

CHAMADA ABERTA

Fragmentum, nº 58, Jul.-Dez. 2021. Linguística

Título: Mulheres indígenas: entre o ontem e o hoje

Organizadoras:   Águeda Aparecida da Cruz Borges (UFMT) e Naine Terena de Jesus (FACC-MT) 

Prazo de envio: 1º de janeiro de 2021 a 30 de junho de 2021.

Ementa

Esta edição tem por meta ser um espaço de visibilidade à escrita de mulheres indígenas, de várias etnias. Os textos poderão inscrever-se em vários gêneros: científicos, relatos, histórias, memoriais, autobiografias, poemas, além de uma seção de artes, fotos, pinturas e outros. As mulheres indígenas são lideranças fundamentais na luta dos povos originários pelo reconhecimento étnico, pela terra, pela identidade. Como nós mulheres ocidentais, elas se dividem entre muitos afazeres e responsabilidades, além de enfrentar a violência de gênero que irrompe sempre que levantam sua voz e, geralmente, são ignoradas por mulheres ocidentais, mais um motivo que justifica a especialidade desse número 58 da Fragmentum.

 

PRÓXIMAS CHAMADAS

 
Fragmentum, nº59 , Jan-Jun. 2022. Linguística e Literatura

Título: Sentidos e interpretações sobre o Brasil, sobre os brasileiros e a brasilidade

Title: Meanings and Interpretations of Brazil, Brazilians, and Brazilianness

Organizadores:  Élcio Aloisio Fragoso (Universidade Federal de Rondônia - UNIR),  Luiz Carlos Martins de Souza (Universidade Federal do Amazonas - UFAM) e Randal Johnson (University of California, Los Angeles - UCLA)

Prazo de envio: 01 de julho de 2021 a 31 de dezembro de 2021. 

Ementa:
(pt) Nosso objetivo neste número da revista Fragmentum é congregar análises linguageiras e literárias que pensem as ideologias e disputas de interpretação que nos constituem como povo, reunido sob os significantes “brasilidade”, “brasileiro” ou sobre suas expressões e disputas territoriais, regionais, étnicas, sociais, ideológicas, artísticas e políticas, dentre outras. Estamos interessados em estudos e interpretações sobre a brasilidade, as identidades brasileiras, suas discursividades, suas relações e contrastes com outros povos, sociedades, e grupos cujos processos de constituição e de expressão cultural, política, ideológica, e social possam ser cotejados. Pretendemos reunir trabalhos que proponham reflexões e interpretações sobre os efeitos, as implicações e os intérpretes do colonialismo, dos neocolonialismos, de descolonizações, ou sobre as formas de identificação, de subjetivação, de contra-identificação, de relações de poder e de resistência dos sujeitos e das sociedades do Brasil, a partir de produções, processos, materialidades e manifestações culturais, acadêmicas, artísticas e simbólicas de diversos domínios e temas.
 
(In) Our objective in this issue of the Fragmentum magazine is to bring together language and literary analyses that discuss ideologies and differences of interpretation that constitute us as a people, gathered under signifiers such as “Brazilianness” or “Brazilian,” or about our, territorial, regional, ethnic, social, ideological, artistic and political expressions and divergences. We are looking for studies and interpretations of Brazilianness and Brazilian identities, their discourse, their relations and contrasts with other peoples, societies, and groups whose processes of formation and cultural, political, ideological, and social expressions are appropriate for comparison. We intend to bring together works that propose reflections and interpretations about the effects, the implications and the interpreters of colonialism, neocolonialisms, decolonization, or about the forms of identification, subjectification, counter-identification, power relations and resistance of subjects and Brazilian societies, including productions, processes, materialities and cultural, academic, artistic and symbolic manifestations of different domains and themes.   

 

Fragmentum, nº 60, Jul.-Dez. 2022, Literatura

Título: António Lobo Antunes: narrativas sobre um mundo que arde

Organizadores:  Gerson Luiz Roani (Universidade Federal de Viçosa), Ana Paula Arnaut (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), Raquel Trentin Oliveira (Universidade Federal de Santa Maria)

Prazo de envio: 1º de janeiro de 2022 a 30 de junho de 2022.

Ementa:

Nas últimas décadas, a obra produzida por António Lobo Antunes conquistou um público espantoso e crescente, ganhando edições e traduções sucessivas em diferentes línguas. Como reconhecimento desse êxito, em 2007, o escritor foi agraciado com o Prêmio Camões pela importância da sua produção. Assim, considerando-se a forte presença de António Lobo Antunes nos estudos atuais sobre a narrativa portuguesa contemporânea, justifica-se um número da Fragmentum dedicado ao autor de Esplendor de Portugal, dentre outros inúmeros títulos. Com base em Arnaut (2012, 2011, 2009) e Reis (2005), as produções de António Lobo Antunes manifestam importantes linhas de força ou tendências da Literatura Portuguesa contemporânea. A primeira dessas linhas revisita e desmitifica acontecimentos e figuras provenientes da história portuguesa. É o caso da representação da Guerra Colonial com seus dramas, traumas, “anti-heróis” e silêncios. O segundo traço a ser destacado consiste na utilização da paródia e da desconstrução, através das quais António Lobo Antunes cria narrativas marcadas por acentuado ceticismo acerca de um Portugal contemporâneo com suas agonias, fragilidades e contradições Pós-Coloniais. A terceira vertente escritural investe numa apurada reflexão sobre o processo de elaboração da narrativa, espécie de retorno sobre si mesma, focalizando a produção de gêneros como o romance e a crônica. Neste número da Fragmentum, desejamos reunir artigos que apresentem interpretações fecundas sobre a obra loboantoniana, que se revela instigante e atual em relação aos sombrios tempos em que vivemos, assinalados por distopias, fracassos individuais e coletivos, reificação do sujeito, neocolonialismos, violências de amplo espectro, mas também pela resistência e desconstrução crítica empreendida pela Literatura.

 

CHAMADA ENCERRADA

Fragmentum, nº 57, Jan.-Jun. 2021. Literatura

Título: Nas malhas da leitura: modos de ler, a vida das obras e formas de circulação

Titulo: En las tramas de la lectura: formas de leer, la vida de las obras y formas de circulación

Titre : Dans les mailles de la lecture : des manières de lire, la vie des œuvres et des formes de circulation

Organizadores:   Valdir Prigol (Universidade Federal da Fronteira Sul ),  João Cezar de Castro Rocha (Universidade Estadual do Rio de Janeiro),  Daniel Link (Universidad de Buenos Aires – Argentina) e  Saulo Neiva (Université Clermont Auvergne - França ).

Prazo de envio: 1º de julho de 2020 a 31 de dezembro de 2020.

Ementa:

(pt) Em “Clareza e mistério da crítica” (1961), Adolfo Casais Monteiro propõe que há modos de ler que continuam a vida das obras e modos de ler que transformam a ida aos textos literários como se fosse a “visita a um cemitério". Aceitando a provocação do autor português, gostaríamos de dedicar este número da revista Fragmentum para pensar os diferentes modos de ler, a relação com a vida das obras e as formas de circulação de cada modo de ler. Que modos de ler nos afetam e como eles funcionam? Que potências esses modos de ler possuem na continuidade das vidas das obras? Como esses modos de ler circulam? Na década de 1950, Borges escreveu que, se ele soubesse como seria lida uma página qualquer no ano 2000 (essa que estava escrevendo, por exemplo), saberia como seria a literatura do ano 2000, tão íntima e tão decisiva é a relação entre leitura e escrita. Para nós, que já ultrapassamos com folga as duas datas, os modos de ler de que dispomos se multiplicam à medida que a técnica incorpora variáveis antes desconhecidas. Como o horizonte técnico afeta as obras, os textos, os arquivos que constituem o espaço de disputa sobre o sentido? Essas e outras questões são fundamentais para pensarmos a leitura no presente e acreditamos que a partir das diferentes respostas que os artigos enviados trarão, poderemos avançar em nossas práticas cotidianas de leitura.

 

(es) En "Claridad y misterio de la crítica" (1961), Adolfo Casais Monteiro propuso que hay formas de lectura que continúan la vida de las obras y formas de lectura que transforman la visita de textos literarios como si fueran una "visita a un cementerio". A la provocación del  autor portugués, nos gustaría dedicar este número de la revista Fragmentum para pensar en las diferentes formas de lectura, la relación con la vida de las obras y las formas de circulación de cada modo de lectura. ¿Cómo funcionan? ¿Qué potencias tienen estas formas de lectura en continuidad con la vida? ¿Cómo circulan estas formas de lectura?  En la década del 50 del siglo pasado Borges escribió que si él pudiera saber cómo sería leída una página cualquiera en el año 2000 (ésa que estaba escribiendo, por ejemplo), él sabría cómo sería la literatura del año 2000, tan íntima y tan decisiva es la relación entre lectura y escritura. Para nosotros, que ya hemos ultrapasado con creces ambas fechas, los modos de leer de los que disponemos se multiplican a medida que la técnica incorpora variables antes desconocidas. ¿Cómo afecta el horizonte técnico a las obras, a los textos, a los archivos que constituyen el espacio de disputa sobre el sentido? Estas y otras preguntas son fundamentales para pensar en la lectura en el presente y creemos que a partir de las diferentes respuestas que traerán los artículos presentados, podemos avanzar en nuestras prácticas cotidianas de lectura.

 

(fr) Dans “Clarté et mystère de la critique” (1961), Adolfo Casais Monteiro suggère qu’il existe des manières de lire qui prolongent la vie des œuvres et des manières de lire qui transforment la fréquentation des textes littéraires en une sorte de « visite à un cimetière ». En acceptant cette provocation de l’auteur portugais, nous souhaitons consacrer ce numéro de la revue Fragmentum à une réflexion sur les différentes manières de lire, sur leur relation avec la vie des œuvres et sur les formes de circulation de chaque manière de lire. Quelles manières de lire nous touchent et comment fonctionnent-elles ? Quelles sont leurs retombées sur la continuité de la vie des œuvres ? Comment ces manières lire circulent-elles ? Dans les années 1950, Borges écrivait que, s’il savait comment une page quelconque serait lue en l’an 2000 (celle qu’il était en train d’écrire, par exemple), il saurait comment serait la littérature de l’an 2000, tellement intime et décisive est le rapport entre écriture et lecture. Pour nous, qui avons déjà dépassé de loin ces deux dates, les manières de lire dont nous disposons se multiplient au fur et à mesure que la technique incorpore des variables autrefois méconnues. Comment l’horizon technique répercute sur les œuvres, les textes, les archives qui composent l’espace de dispute autour du sens ? Ces questions et bien d’autres nous semblent fondamentales pour une réflexion sur la lecture à présent et nous croyons que les réponses formulées par les contributions que nous recevrons nous permettront d’avancer dans nos pratiques quotidiennes de lecture.


Fragmentum, nº 56, Jul.-Dez. 2020. Linguística

Título: Émile Benveniste hoje: retrospectivas e perspectivas de uma teoria da linguagem

Titre: Emile Benveniste aujourd’hui : rétrospectives et perspectives d’une théorie du langage

Organizadores:  Valdir do Nascimento Flores (UFRGS/ CNPq) e Irène Fenoglio (ITEM- CNRS/ENS)

Prazo de envio:  De 1º de janeiro de 2020 a 30 de junho de 2020.

Ementa :

(pt) Nos últimos anos, temos acompanhado a divulgação de trabalhos do linguista Émile Benveniste até então desconhecidos do público em geral. Destaca-se, muito especialmente, o livro Dernières leçons: Collège de France 1968-1969 – publicado em 2012, sob a direção de Jean-Claude Coquet e Irène Fenoglio, que reúne as anotações das últimas aulas de Émile Benveniste no Collège de France, e que foi traduzido, no Brasil, em 2014. Essas publicações – aliadas a um crescente interesse pelo pensamento do autor em diversas áreas do conhecimento (antropologia, filosofia etc.) – fazem crer que estamos vivendo um tempo de renovação de leitura da obra de Benveniste. Com efeito, o autor – até então, apenas lembrado por ter fundado a dita linguística da enunciação – tem suas ideias redimensionadas e o alcance de seu pensamento alargado. Admitida essa “nova” realidade, este número da Revista Fragmentum busca reunir artigos que tratem da teoria da linguagem de Émile Benveniste a partir de duas perspectivas: a primeira, de ordem mais retrospectiva, diz respeito aos efeitos dessas recentes publicações sobre o que se julgava já estabelecido da obra do autor; a segunda, de ordem mais prospectiva, enfoca as perspectivas abertas para outros estudos da linguagem que não aqueles amplamente divulgados até então.

Palavras-Chave: Émile Benveniste; Teoria da linguagem; Enunciação; Linguística Geral.

 

(fr) Depuis les dernières années, nous voyons la diffusion des travaux du linguiste Émile Benveniste jusqu’alors inconnus du grand public s'étendre de plus en plus . Nous pourrons mettre en évidence, en particulier, l’ouvrage Dernières leçons : Collège de France 1968-1969 – publié en 2012, texte établi par Jean-Claude Coquet et d’Irène Fenoglio, à partir des notes des derniers cours d’Émile Benveniste au Collège de France et qui a été traduit, au Brésil, en 2014. Ces publications – associées à un intérêt croissant de la pensée de l’auteur dans plusieurs domaines de la connaissance comme par exemple l’anthropologie, la philosophie, etc. – font croire que nous vivons dans une époque de rénovation de la lecture de l’œuvre de Benveniste. En effet, l’auteur – jusqu’alors, considéré seulement comme le fondateur de ladite linguistique de l’énonciation – voit ses idées redimensionnées et la portée de sa pensée élargie. Une fois admise cette « nouvelle » réalité, ce numéro de la revue Fragmentum visera à rassembler des articles qui traiteront de la théorie du langage d’Émile Benveniste à partir de deux perspectives : la première, d’ordre plus rétrospective, concernant les effets de ces récentes publications sur ce que nous croyions qui était déjà établi à propos du travail de l’auteur ; la seconde, d’ordre plus prospective, mettra l’accent sur les perspectives ouvertes à d’autres études sur le langage, autres que celles largement diffusées et développées jusqu’à présent.

Mots-clés : Émile Benveniste ; Théorie du langage ; Énonciation ; Linguistique Générale.