Chamadas

CHAMADA ABERTA

Fragmentum, nº 56, Jul.-Dez. 2020. Linguística

Título: Émile Benveniste hoje: retrospectivas e perspectivas de uma teoria da linguagem

Titre: Emile Benveniste aujourd’hui : rétrospectives et perspectives d’une théorie du langage

Organizadores:  Valdir do Nascimento Flores (UFRGS/ CNPq) e Irène Fenoglio (ITEM- CNRS/ENS)

Prazo de envio:  De 1º de janeiro de 2020 a 30 de junho de 2020.

Ementa :

(pt) Nos últimos anos, temos acompanhado a divulgação de trabalhos do linguista Émile Benveniste até então desconhecidos do público em geral. Destaca-se, muito especialmente, o livro Dernières leçons: Collège de France 1968-1969 – publicado em 2012, sob a direção de Jean-Claude Coquet e Irène Fenoglio, que reúne as anotações das últimas aulas de Émile Benveniste no Collège de France, e que foi traduzido, no Brasil, em 2014. Essas publicações – aliadas a um crescente interesse pelo pensamento do autor em diversas áreas do conhecimento (antropologia, filosofia etc.) – fazem crer que estamos vivendo um tempo de renovação de leitura da obra de Benveniste. Com efeito, o autor – até então, apenas lembrado por ter fundado a dita linguística da enunciação – tem suas ideias redimensionadas e o alcance de seu pensamento alargado. Admitida essa “nova” realidade, este número da Revista Fragmentum busca reunir artigos que tratem da teoria da linguagem de Émile Benveniste a partir de duas perspectivas: a primeira, de ordem mais retrospectiva, diz respeito aos efeitos dessas recentes publicações sobre o que se julgava já estabelecido da obra do autor; a segunda, de ordem mais prospectiva, enfoca as perspectivas abertas para outros estudos da linguagem que não aqueles amplamente divulgados até então.

Palavras-Chave: Émile Benveniste; Teoria da linguagem; Enunciação; Linguística Geral.

 

(fr) Depuis les dernières années, nous voyons la diffusion des travaux du linguiste Émile Benveniste jusqu’alors inconnus du grand public s'étendre de plus en plus . Nous pourrons mettre en évidence, en particulier, l’ouvrage Dernières leçons : Collège de France 1968-1969 – publié en 2012, texte établi par Jean-Claude Coquet et d’Irène Fenoglio, à partir des notes des derniers cours d’Émile Benveniste au Collège de France et qui a été traduit, au Brésil, en 2014. Ces publications – associées à un intérêt croissant de la pensée de l’auteur dans plusieurs domaines de la connaissance comme par exemple l’anthropologie, la philosophie, etc. – font croire que nous vivons dans une époque de rénovation de la lecture de l’œuvre de Benveniste. En effet, l’auteur – jusqu’alors, considéré seulement comme le fondateur de ladite linguistique de l’énonciation – voit ses idées redimensionnées et la portée de sa pensée élargie. Une fois admise cette « nouvelle » réalité, ce numéro de la revue Fragmentum visera à rassembler des articles qui traiteront de la théorie du langage d’Émile Benveniste à partir de deux perspectives : la première, d’ordre plus rétrospective, concernant les effets de ces récentes publications sur ce que nous croyions qui était déjà établi à propos du travail de l’auteur ; la seconde, d’ordre plus prospective, mettra l’accent sur les perspectives ouvertes à d’autres études sur le langage, autres que celles largement diffusées et développées jusqu’à présent.

Mots-clés : Émile Benveniste ; Théorie du langage ; Énonciation ; Linguistique Générale.

 

PRÓXIMA CHAMADA

 

Fragmentum, nº 57, Jan.-Jun. 2021. Literatura

Título: Nas malhas da leitura: modos de ler, a vida das obras e formas de circulação

Titulo: En las tramas de la lectura: formas de leer, la vida de las obras y formas de circulación

Titre : Dans les mailles de la lecture : des manières de lire, la vie des œuvres et des formes de circulation

Organizadores:   Valdir Prigol (Universidade Federal da Fronteira Sul ),  João Cezar de Castro Rocha (Universidade Estadual do Rio de Janeiro),  Daniel Link (Universidad de Buenos Aires – Argentina) e  Saulo Neiva (Université Clermont Auvergne - França ).

Prazo de envio: 1º de julho de 2020 a 31 de dezembro de 2020.


Ementa:

(pt) Em “Clareza e mistério da crítica” (1961), Adolfo Casais Monteiro propõe que há modos de ler que continuam a vida das obras e modos de ler que transformam a ida aos textos literários como se fosse a “visita a um cemitério". Aceitando a provocação do autor português, gostaríamos de dedicar este número da revista Fragmentum para pensar os diferentes modos de ler, a relação com a vida das obras e as formas de circulação de cada modo de ler. Que modos de ler nos afetam e como eles funcionam? Que potências esses modos de ler possuem na continuidade das vidas das obras? Como esses modos de ler circulam? Na década de 1950, Borges escreveu que, se ele soubesse como seria lida uma página qualquer no ano 2000 (essa que estava escrevendo, por exemplo), saberia como seria a literatura do ano 2000, tão íntima e tão decisiva é a relação entre leitura e escrita. Para nós, que já ultrapassamos com folga as duas datas, os modos de ler de que dispomos se multiplicam à medida que a técnica incorpora variáveis antes desconhecidas. Como o horizonte técnico afeta as obras, os textos, os arquivos que constituem o espaço de disputa sobre o sentido? Essas e outras questões são fundamentais para pensarmos a leitura no presente e acreditamos que a partir das diferentes respostas que os artigos enviados trarão, poderemos avançar em nossas práticas cotidianas de leitura.

 

(es) En "Claridad y misterio de la crítica" (1961), Adolfo Casais Monteiro propuso que hay formas de lectura que continúan la vida de las obras y formas de lectura que transforman la visita de textos literarios como si fueran una "visita a un cementerio". A la provocación del  autor portugués, nos gustaría dedicar este número de la revista Fragmentum para pensar en las diferentes formas de lectura, la relación con la vida de las obras y las formas de circulación de cada modo de lectura. ¿Cómo funcionan? ¿Qué potencias tienen estas formas de lectura en continuidad con la vida? ¿Cómo circulan estas formas de lectura?  En la década del 50 del siglo pasado Borges escribió que si él pudiera saber cómo sería leída una página cualquiera en el año 2000 (ésa que estaba escribiendo, por ejemplo), él sabría cómo sería la literatura del año 2000, tan íntima y tan decisiva es la relación entre lectura y escritura. Para nosotros, que ya hemos ultrapasado con creces ambas fechas, los modos de leer de los que disponemos se multiplican a medida que la técnica incorpora variables antes desconocidas. ¿Cómo afecta el horizonte técnico a las obras, a los textos, a los archivos que constituyen el espacio de disputa sobre el sentido? Estas y otras preguntas son fundamentales para pensar en la lectura en el presente y creemos que a partir de las diferentes respuestas que traerán los artículos presentados, podemos avanzar en nuestras prácticas cotidianas de lectura.

 

(fr) Dans “Clarté et mystère de la critique” (1961), Adolfo Casais Monteiro suggère qu’il existe des manières de lire qui prolongent la vie des œuvres et des manières de lire qui transforment la fréquentation des textes littéraires en une sorte de « visite à un cimetière ». En acceptant cette provocation de l’auteur portugais, nous souhaitons consacrer ce numéro de la revue Fragmentum à une réflexion sur les différentes manières de lire, sur leur relation avec la vie des œuvres et sur les formes de circulation de chaque manière de lire. Quelles manières de lire nous touchent et comment fonctionnent-elles ? Quelles sont leurs retombées sur la continuité de la vie des œuvres ? Comment ces manières lire circulent-elles ? Dans les années 1950, Borges écrivait que, s’il savait comment une page quelconque serait lue en l’an 2000 (celle qu’il était en train d’écrire, par exemple), il saurait comment serait la littérature de l’an 2000, tellement intime et décisive est le rapport entre écriture et lecture. Pour nous, qui avons déjà dépassé de loin ces deux dates, les manières de lire dont nous disposons se multiplient au fur et à mesure que la technique incorpore des variables autrefois méconnues. Comment l’horizon technique répercute sur les œuvres, les textes, les archives qui composent l’espace de dispute autour du sens ? Ces questions et bien d’autres nous semblent fondamentales pour une réflexion sur la lecture à présent et nous croyons que les réponses formulées par les contributions que nous recevrons nous permettront d’avancer dans nos pratiques quotidiennes de lecture.

 

 

CHAMADAS ENCERRADAS

 

Fragmentum, nº 55, Jan.-Jun. 2020. Linguística

Título: Gestos de resistência das/nas línguas de sinais
Title: Resistance gestures of sign languages

Organizadoras: Lívia Letícia Belmiro Buscácio (INES) e Angela Baalbaki (UERJ)

Prazo de envio: De 1º de julho de 2019 a 31 de dezembro de 2019.

Ementa:

(pt)  Chamada para a Fragmentum nº 55 irá agregar trabalhos que tenham por objeto a relação entre línguas e sujeito surdo, materializadas em políticas linguísticas, em dizeres sobre práticas pedagógicas, na produção de instrumentos linguísticos em línguas de sinais e/ou atravessados por outras línguas, em gestos de resistência da comunidade surda. Em que formações discursivas transitam os discursos de surdos e sobre surdos? Como a heterogeneidade do dizer se mostra na tensão e no contraditório assinalando a relação do sujeito surdo com as línguas de sinais e as línguas majoritárias? No caso brasileiro, como a LIBRAS e a língua portuguesa disputam sentidos e se retesam no discurso de e sobre surdos, constituindo uma memória da língua do/no Brasil? O que querem e o que podem as línguas de sinais?
Palavras-chave: políticas linguísticas de /para surdos; educação de surdos; movimentos sociais surdos; análise de discurso; história das ideias linguísticas; resistência; línguas de sinais.


(en) The call for papers to Fragmentum 55 will include articles that aim at the relation between languages and the deaf subject, materialized in linguistic policies, in terms of pedagogical practices, in the production of language instruments in sign languages and / or crossed by other languages, gestures of resistance of the deaf community. In which discursive formations do the deaf and deaf discourses pass? How does the heterogeneity of saying emerge in tension and in the contradictory, signaling the relation of the deaf subject to the sign languages and the majority languages? In the Brazilian case, how do LIBRAS and Portuguese dispute meanings and become more vocal in the discourse of and about the deaf, constituting a memory of the language of / in Brazil? What do sign languages want and what can they do?
Keywords: language policies for deaf people; education of the deaf subject; deaf social movements; discourse analysis; history of linguistic ideas; resistance; sign languages.

 

 

Fragmentum n. 54. Jul.-Dez. 2019. Linguística/Análise do Discurso. 
Título: Fotograma das tensões e disputas discursivas na/da atualidade
Título: Fotograma de las tensiones y disputas discursivas en/de la actualidad 
Organizadores: Vanise Medeiros (UFF) e Mara Glozman (UBA – Argentina) 
Prazo de envio: De 1º de janeiro de 2019 a 30 de junho de 2019.
Ementa:  
(pt) Fotograma é uma forma visual estabilizada mediante um procedimento de “suspensão” momentânea do movimento; um fragmento que emerge da materialidade em movimento por um gesto de leitura que, convocado por algum detalhe, põe nele sua mirada. O gesto produz o fotograma, que contém marcas de sua historicidade e traços de seu devir. Não se trata, então, de um corte sincrônico, mas da trama histórica funcionando. Esse número da  Fragmentum  procura produzir um fotograma da atualidade, tendo como sustentação teórica a Análise do Discurso pecheutiana. Quais são os elementos da materialidade discursiva que insistem em aparecer? Quais os significantes em tensão? Como funcionam, nesse presente latino-americano, as articulações sintáticas e quais elementos aparecem sobredeterminados em articulações que se reiteram (numa relação de repetição-transformação)? Há (e se há, quais são) enunciados, em seu funcionamento dividido, que permitem caracterizar tensões políticas presentes? É possível distinguir elementos inscritos em formações discursivas antagônicas, aliadas ou em relação de subordinação? Esse chamado da revista  Fragmentum  convida a apresentar trabalhos que relevem contradições e heterogeneidades que no cenário atual funcionam no nível do (inter)discurso.
Palavras-chave : contradição, heterogeneidades, enunciado, articulação, significante, atualidade.


(es)  Fotograma es una forma visual estabilizada mediante un procedimiento de “suspensión” momentánea del movimiento; un fragmento que emerge de la materialidad en movimiento mediante el gesto de lectura que, convocado por algún detalle, coloca en él su mirada. El gesto produce el fotograma, que contiene marcas de su historicidad y trazos de su devenir. No se trata, entonces, de un corte sincrónico sino de la trama histórica funcionando. Este número de  Fragmentum procura producir un fotograma de la actualidad, teniendo como sustentación teórica el Análisis del Discurso pecheutiano. ¿Cuáles son los elementos de la materialidad discursiva que insisten en aparecer? ¿Cuáles los significantes en tensión? ¿Cómo funcionan, en este presente latinoamericano, las articulaciones sintácticas y qué elementos aparecen sobredeterminados en articulaciones que se reiteran (en una relación de repetición-transformación)? ¿Hay (y, si hay, cuáles son) enunciados, en su funcionamiento dividido que permiten caracterizar tensiones presentes? ¿Es posible distinguir elementos inscriptos en formaciones discursivas antagónicas, aliadas o en relación de subordinación? Esta convocatoria de la revista  Fragmentum  invita a presentar trabajos que releven contradicciones y heterogeneidades que en el escenario actual funcionan a nivel del (inter)discurso.
Palabras-clave : contradicción, heterogeneidades, enunciado, articulación, significante, actualidad.

 

Fragmentum n. 53. Jan.-Jun. 2019. Linguística e Literatura. 
Esthétique et vérité, réalité et fiction en science(s) et en littérature
Organização: Estanislao Sofia (FWO – KU Leuven) et Giuseppe D’Ottavi (ITEM/ENS - France) 
Prazo de envioDe 1º de julho de 2018 a 31 de dezembro de 2018.
Ementa:

 

(fr) Interroger les composants et/ou procédés susceptibles d’être tenus pour « littéraires » des œuvres, des idées et des théories scientifiques. 
Y a-t-il une poétique du discours scientifique ? Si c’est le cas, quel(s) lien(s) la rattache(nt) à la poétique tout court, à ce qui, en assumant les risques inhérents à toute généralisation, pourrait être nommé « littérature » ? Si tant en littérature qu’en science(s) règnent des critères esthétiques, si tant une rime qu’une démonstration mathématique peuvent être considérées comme « élégantes », quel(s) facteur(s) détermine(nt) le caractère « scientifique » ou « littéraire » d’un texte, d’une idée, d’une théorie ? Quel rapport existe entre les discours scientifique et littéraire et les notions de vérité ou de fiction, ou entre tout cela et les (délicates) exigences de l’esthétique ? Y a-t-il, comme on l’a parfois prétendu, une simple hiérarchisation distinctive des variables (primat de l’esthétique en littérature, primat de l’argumentation et du discours rationnel en sciences), ou existent-ils des liens d’exclusivité entre certains types de discours et certains critères fédérateurs – entre discours « scientifique » et « ver(ac)ité », par exemple, ou entre discours « littéraire » et « esthétique » ou « fiction » ? 
S’il n’y a pas, comme on le soupçonne, de manière commode ni univoque de répondre à ces questions, s’il n’y a pas, comme nous assumons hypothétiquement et programmatiquement, de lien d’exclusivité entre le discours scientifique et les manières sous lesquelles peuvent apparaître la réalité ou la vérité, ni entre la littérature et les différentes formes qu’on peut donner aux notions de fiction ou esthétique, que nous empêchera d’aborder une théorie ou une œuvre scientifique comme s’il s’agissait d’un objet littéraire ? Ou, si l’on préfère : que résultera de l’exercice de penser (lire, interroger, juger, critiquer) une théorie scientifique, n’importe quelle théorie scientifique, comme une « simple » œuvre littéraire ? 
Roland Barthes lisait ses historiens pour “le plaisir” qui résultait de cette lecture; Jorge Panesi lisait les séminaires de Lacan comme s’il s’agissait de la poésie; Jorge Luis Borges abordait de la même manière la philosophie et la métaphasique, et Ivan Jablonka considère de nous jours que l’histoire en tant que science est une bifurcation (entre autres) de la littérature contemporaine. 
Ce numéro de Fragmentum est une invitation à interroger les conséquences d’une généralisation de ce geste et à penser les dérivations, les conditions de possibilité et l’intérêt (intellectuel, théorique, scientifique, littéraire) de concevoir/aborder une théorie ou une idée théorique (l’inconscient freudien, la langue saussurienne, la notion de masse chez Durkheim, le principe de l’incertitude de Heisenberg) ou un conglomérat d’œuvres théoriques (la psychanalyse, la linguistique, la sociologie, la physique) comme s’il s’agissait de « simples » littératures. 
palavras-chaves : science(s), littérature, vérité, fiction, esthétique, réalité. 
Versão completa em francês para download: PDF