O papel da formação continuada no trabalho dos professores de química com alunos surdos

Jomara Mendes Fernandes, Ivoni de Freitas Reis

Resumo


No Brasil, a presença de alunos com deficiência em sala de aula é fato irreversível e amparado por lei. A educação é dever do Estado e direito de todos e é cada vez maior o número dos que fazem jus a esse direito. Explica-se, por isso, o fato da ampliação do número de alunos surdos matriculados em escolas regulares. Porém, não se formam professores, sobretudo de química, capacitados para um trabalho eficiente junto a esses alunos. Esses profissionais têm chegado nas escolas despreparados diante das diversas necessidades educacionais especiais que ali encontram. Assim, o presente artigo tem como objetivo relatar a experiência advinda da aplicação de um minicurso que visou capacitar professores e fomentar discussões referentes ao processo de ensino e aprendizagem de química para alunos surdos. O minicurso, com duração de quatro horas, foi dividido em uma parte teórica e uma parte prática, e contou com quinze participantes. Como resultado, ficou evidente a carência por parte dos professores de informações referentes à educação especial – em particular do aluno surdo, e a necessidade que a temática seja de fato trabalhada a fim de dar um respaldo teórico à prática de professores.


Palavras-chave


Ensino de Química; Surdez; Formação Continuada.

Texto completo:

PDF

Referências


BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.

BENITE, A. M. C.; et. al. Formação de professores de ciências em rede social: uma perspectiva dialógica na educação inclusiva. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências. v. 9, n. 3, p. 1-21, 2009.

BISOL, C. A.; SANGHERLIN, R. G.; VALENTINI, C. B. Educação inclusiva: estudo de estado da arte das publicações científicas brasileiras em Educação e Psicologia. Cadernos de Educação, v. 44, p.240-264, 2013.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

BRASIL. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Diário Oficial da União, Brasília, 23 dez. 2005.

BRUNO, M. M. G. Educação Inclusiva: componente da formação de educadores. Revista Benjamin Constant, Edição 38, 2007.

CAMPELLO, A. R. S. Pedagogia visual na educação de surdos-mudos. Tese (Doutorado em Educação), Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2008.

DIONYSIO, L. G. M. O Uso De Imagens Em Química: Um Olhar Semiótico Sobre as Atividades com Balanças. Dissertação (Educação em Química), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2014.

FERNANDES, J. M. Propostas Metodológicas Alternativas Para a Educação Inclusiva a Surdos: Enfoque nos Conteúdos de Balanceamento de Equações Químicas e Estequiometria para o Ensino Médio. Dissertação, Universidade Federal de Juiz de Fora, 2016.

FERREIRA, W. M.; et. al. Dez Anos da Lei da Libras: Um Conspecto dos Estudos Publicados nos Últimos 10 Anos nos Anais das Reuniões da Sociedade Brasileira de Química. Química Nova na Escola, v. 36, n. 3, p.185-193, 2014.

GLAT, R.; PLETSCH, M. D. O papel da Universidade frente às políticas públicas para educação inclusiva. Revista Benjamin Constant, Rio de Janeiro, n. 29, ano 10, p. 3-8, 2004.

GOMES, E. A.; SOUZA, V. C. A.; SOARES, C. P. Articulação do conhecimento em museus de Ciências na busca por incluir estudantes surdos: analisando as possibilidades para se contemplar a diversidade em espaços não formais de educação. Experiências em Ensino de Ciências, UFRGS, v. 10, p. 81-97, 2015.

LIPPE, E. M. O.; CAMARGO, E. P. Educação Especial nas Atas Do Enpec e em Revistas Brasileiras e Espanholas Relevantes na Área: Delineando Tendências e Apontando Demandas de Investigação em Ciências. Atas do VII ENPEC, Florianópolis, 2009.

MANTOAN, M. T. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? São Paulo: Moderna, 2006.

SCHNETZLER, R. P. Concepções e alertas sobre formação continuada de professores de Química. Química Nova na Escola, n. 16, p. 15-20, 2002.

SCHWAHN, M. C. A.; ANDRADE NETO, A. S. Ensinando química para alunos com deficiência visual: uma revisão de literatura. Atas do VIII ENPEC, Campinas, 2011.

SERRA, D. Inclusão e ambiente escolar. In: SANTOS, Mônica Pereira; MOREIRA, Marcos (Org.). Inclusão em educação: culturas, políticas e práticas. São Paulo: Cortez, 2006.

SILVA, L. D.; et. al. Tendências das pesquisas em Educação Especial no Ensino de Ciências: o que o ENPEC e os periódicos nos indicam? Atas do IX ENPEC, Águas de Lindóia, 2013.

SILVEIRA, K. A.; ENUMO, S. R. F; ROSA, E. M.; Concepções de professores sobre inclusão escolar e interações em ambiente inclusivo: uma revisão da literatura. Revista brasileira de educação especial, v.18, n.4, 2012.

SKLIAR, C. A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998.




DOI: http://dx.doi.org/10.5902/1984686X27300

CONTATO:

E-mail: revistaeducacaoespecial.ufsm@gmail.com

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
Centro de Educação - Lapedoc
Av. Roraima, 1000 - Cidade Universitária
97105-900 - Santa Maria - RS, Brasil.
Telefone: +55 55 3220 8795

Link: https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial

 

ISSN eletrônico: 1984-686X

DOIhttp://dx.doi.org/10.5902/1984686X

Qualis/Capes: Educação A2

 

 

Periodicidade – Publicação contínua


O recebimento de artigos caracteriza-se por fluxo contínuo sem que seja possível prever a data de sua publicação.

 

 Creative Commons License

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0)

Contador de visitas
click counter
Contador de visitas

Acessos a partir de 30/11/2016

____________________________________________________