https://periodicos.ufsm.br/contemporanea/issue/feed Contemporânea - Revista do PPGART/UFSM 2022-03-23T15:50:59-03:00 Rosa Maria Blanca revistacontemporanea@ufsm.br Open Journal Systems <p style="text-align: justify;"><strong>Contemporânea</strong> - <strong>Revista do PPGART/UFSM</strong>, ISSN 2595-5233,<strong> </strong>é uma publicação semestral. Pretende ser um espaço de produção de conhecimento, discussão e divulgação de pesquisas em História, Teoria e Crítica da Arte e em Poéticas Visuais, em diálogo com outras áreas de conhecimento como música, cinema, literatura, artes cênicas, dança e ciências humanas. Tem interesse em publicações resultantes do pensamento de artistas, historiadoras/es, intelectuais, filósofas/os e/ou teóricas/as, e de revisões de literatura e traduções de obras relevantes para as artes, que contribuam tanto para uma análise do campo, como para a atualização das artes no âmbito local e global.</p> https://periodicos.ufsm.br/contemporanea/article/view/69577 Editorial 2022-03-13T21:56:35-03:00 Rosa Maria Blanca rosa.blanca@ufsm.br <p><span style="font-weight: 400;">A todas as vítimas do COVID-19</span></p> <p class="p1">&nbsp;</p> <p><span style="font-weight: 400;">A Contemporânea - Revista do PPGART/UFSM publica mais outro número dentro do contexto da pandemia do COVID-19, graças ao esforço das suas(seus) autoras(es), editora, Programa de Pós Graduação em Artes Visuais e principalmente, da equipe da Central de Periódicos da Universidade Federal de Santa Maria.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A Contemporânea comemora a sua emigração na versão 3 do sistema Open Journal Systems (OJS), o que atualiza a revista nos sistemas operativos dos periódicos eletrônicos internacionais.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Produzir conhecimento, arte, pesquisa e extensão, em um momento como o que atravessa o país e o mundo não é fácil. É um desafio. Por isso o lançamento de um número é um ato de celebração, um privilégio para suas(seus) artistas, autoras(es), pareceristas e equipe acadêmica e técnica.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Os artigos e ensaios pretendem contribuir para o universo da arte contemporânea, uma arte que deseja dialogar com as necessidades subjetivas do presente, discutindo tensionamentos poéticos, teóricos, históricos, culturais, académicos y/o políticos. Isto quer dizer, que, a publicação atravessa valentemente uma crise sanitária nacional e mundial, tornando seus escritos frágeis e vulneráveis, porém, elocuentes e consistentes, estéticos e críticos, em um tempo que demanda fé e resiliência.</span></p> 2022-03-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Rosa Maria Blanca https://periodicos.ufsm.br/contemporanea/article/view/69575 Arte em movimento: subjetividades nómadas 2022-03-13T20:54:01-03:00 Rosa Maria Blanca rosa.blanca@ufsm.br Bruna Malinowski bruna.malinowski@acad.ufsm.br <p>Este artigo tem como objetivo estudar como o movimento interfere nas práticas artísticas e consequentemente na subjetividade do artista. Parte-se do pressuposto de que o movimento dos artistas em migração, viagem ou deslocamento, agenciam percepções que concebem uma subjetividade mutante, em oposição a uma identidade artística institucionalizada, influenciando categorias como gênero ou nacional. O conceito de nômade é utilizado para a investigação das práticas artísticas em movimento. Como resultado, o estudo propõe um pensamento nômade para refletir sobre a arte no mundo contemporâneo. São expostas categorias como exílio, xenofeminismo, nomádica e amefricanidade, formulações de projetos artísticos e dos próprios artistas.</p> 2022-03-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Rosa Maria Blanca, Bruna Malinowski https://periodicos.ufsm.br/contemporanea/article/view/63128 Gravura e a poética do múltiplo: diálogos entre um processo de criação contemporâneo e a cultura do consumo 2020-11-18T14:42:58-03:00 Marcillene Ladeira marcillene.ladeira@gmail.com <p>O presente artigo traz o recorte de uma fundamentação teórico-prática, na qual a palavra-imagem “múltiplo” é instaurada como um dos argumentos poéticos empregado nas obras autorais da artista-pesquisadora Marcillene Ladeira. Neste transcurso, apresenta-se a gravura como ponto de partida, pois a esta linguagem – conforme consenso à farta de pesquisadores – originalmente reserva-se tal conceituação. Em adição ao processo de construção plástica, estão a pintura e a fotografia, em retratação “do real” e submergidas em características híbridas. Como referencial de artistas e obras, empregam-se: Andy Warhol, com as obras “Brilho Box” (1964) e “Lata de sopa Campbell” (1964) e Daniel Arsham, com “Eroded Brillo Box” (2019/2020). Quanto aos autores, há destaques para: Benjamin (1955), Costella (2006), Entler (2007), Catarxo (2012) e Foster (2017). Sustenta-se que o múltiplo – entendido enquanto possibilidade de reprodução “numa espécie de linha de montagem” – permitiu estabelecer diálogos profícuos de pensamento. Em uma leitura de aproximação com a Pop, mas com uma envergadura diferenciada, as obras em discurso, transitam do imaginário do consumo para o pós-consumo, cuja poética instaurada entre “arte e meio ambiente”, sustenta-se por três conceitos operacionais chave: “liquidez”, “respeito à natureza” e “transitoriedade, enquanto seres viventes”. As relações dialógicas estabelecidas no lugar da exposição também, são evidenciadas como estratégia pessoal de produção e singularidade desse fazer, sobre a égide da interfase: múltiplo-lugar-poética.</p> 2022-03-07T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Contemporânea - Revista do PPGART/UFSM https://periodicos.ufsm.br/contemporanea/article/view/68927 Acupuntura urbana: conceito e poética 2022-02-07T15:12:16-03:00 Marina Costamilan Rombaldi marinacrombaldi@gmail.com Cláudia Vicari Zanatta claudia.zanatta@ufrgs.br <p>A partir do conceito de acupuntura urbana de Jaime Lerner (2011), alinhado à pesquisa de Caroline Criado Perez (2019) e Amos Rapoport (1977), reflete-se, neste artigo, sobre duas atuações artísticas realizadas na cidade de Porto Alegre e suas relações com as forças que determinam o comportamento cotidiana dos corpos nos espaços coletivos comuns.</p> 2022-03-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Marina Costamilan Rombaldi, Cláudia Vicari Zanatta https://periodicos.ufsm.br/contemporanea/article/view/68842 Afetos pós-covideanos: retrospectivas silenciosas 2021-12-09T10:02:40-03:00 Rosa Maria Blanca rosablanca.art@gmail.com <p>Por meio da escrita, são discutidas as associações visuais de uma convalescença covidiana. O objetivo principal é estabelecer relações entre os graus de percepção do mundo e de si mesma. As ações e formas de sobrevivência em casa durante a pandemia vivida no ano de 2020 e 2021 também são evocadas. Utilizam-se os fundamentos do perspectivismo de Eduardo Viveiros de Castro (2018) e os pressupostos da escrita de Marguerite Duras (1993). O resultado é uma poética perceptiva e silenciosa marcada pelos traços das visões suscitadas durante um estado de covidiano, retrospectivamente afetivo.</p> 2022-03-07T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Contemporânea - Revista do PPGART/UFSM https://periodicos.ufsm.br/contemporanea/article/view/68915 Produções poéticas coletivas com participação e colaboração 2021-12-28T08:04:25-03:00 Cláudia Zanatta claudia.zanatta@ufrgs.br Mariana Wartchow marianawartchow@hotmail.com <p>O artigo trata sobre uma produção poética em arte contemporânea onde os métodos participativos e colaborativos foram a base de um processo, que resultou em obras coletivas. A proposta se construiu a partir a partir do “Projeto Artístico Malas Gigantes”, onde o Mala, que é um colar com 108 contas utilizado em práticas de meditação budistas, foi produzido em grandes dimensões a partir de contas feitas de cerâmica com cerca de 7 cm de diâmetro, chegando a atingir aproximadamente de 6 a 8 metros de extensão quando montado. Ao longo do projeto a relação entre arte, espiritualidade, budismo e cerâmica onde o fazer manual e a presença mental se transformou em uma prática meditativa que, ao final, gerou um símbolo de coletividade onde as esferas feitas individualmente se conectaram através de um fio dando nascimento aos Malas Gigantes. Partimos de um oferecimento de aulas, onde técnicas de cerâmica e reflexões com base no budismo eram transmitidas via YouTube; cada participante se conectava e produzia suas esferas individualmente conforme a sua motivação; não havia um número ou meta a ser atingida, e sim, um convite para praticar. Este processo aconteceu junto com o período de isolamento social em função da pandemia da covid-19, iniciando em maio de 2020. Ele teve um tempo expandido para que muitas esferas pudessem ser feitas. Em outubro de 2021 tivemos as condições que possibilitaram a reunião de um grupo para a execução das montagens dos Malas e realização de instalações coletivas.</p> 2022-03-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Cláudia Zanatta, Mariana Wartchow https://periodicos.ufsm.br/contemporanea/article/view/65885 Entre o humano e o animal – considerações sobre territórios em isolamento 2021-05-21T14:07:10-03:00 Mateus Scota mateus_scota@yahoo.com Bianca Scliar Cabral Mancini bibimove@gmail.com Este ensaio aborda as relações espaciais cotidianas a partir dos protocolos de isolamento impostos pela pandemia do vírus COVID-19 ao refletir sobre inversões de perspectiva entre territórios humanos e animais. Observamos como as noções de ocupação, territorialização e transgressão se deram a partir dos corpos de animais “invasores” para questionar como percebemos as justaposições espaciais e territoriais sob uma perspectiva não antropocêntrica? Perguntamos afinal o que o animal desveste em nós e nos revela quando da condição de uma reversão de sentidos sobre o aprisionamento? 2022-03-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Contemporânea - Revista do PPGART/UFSM https://periodicos.ufsm.br/contemporanea/article/view/63096 Avec vous: um olhar compartrilhado 2020-11-16T17:31:40-03:00 Flávia Maria de Brito Pedrosa Vasconcelos flavia.p.vasconcelos@ufsm.br Fernanda Stellfeld Reherman nandareherman@gmail.com <p> </p><p>O presente trabalho AVEC VOUS em formato de narrativas visuais tem uma poética compartrilhada conforme a artista visual Lucimar Bello indica. Emerge de discussões no Grupo de Pesquisa em Artes Visuais e Criatividade - AVEC, cadastrado no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, via Universidade Federal de Santa Maria - UFSM.</p><p> </p><p>Com base nessas discussões, refletimos sobre o Projeto , contemplado pelo Edital de de 2020 e que no subprojeto A<em>rte Contemporânea na América Latina, Criatividade e Inovação em Santa Maria </em>busca aprofundar o estudo sobre teorias das Artes Visuais com enfoque nas narrativas decoloniais, através de leituras e investigação de dados dos artistas locais da cidade de Santa Maria tendo por objetivo maior visibilidade destes artistas. Como parte para produção das narrativas visuais nos apoiamos na análise bibliográfica de autores que tratam das mulheres artistas e da decolonialidade, atentando para a produção na América Latina de trabalhos em Artes Visuais.</p><p> </p><p>A partir dessas configurações, selecionamos imagens que funcionam como narrativas visuais, percebendo como elas dialogavam de uma maneira que a pesquisa delineava à medida em que as discussões em grupo ocorriam, uma maneira narrativa do olhar, do apreender o perceber em que o trabalho artístico e o processo criador fazem parte de uma experiência produtora de sentidos.</p> 2022-03-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Contemporânea - Revista do PPGART/UFSM https://periodicos.ufsm.br/contemporanea/article/view/68777 Um pouco de dor, uma identidade poética 2022-03-23T15:50:59-03:00 Sandro Bottene sandro.bottene@gmail.com <p>Do garoto dos cactos ao <em>Garoto-cacto</em>. Do ofício de cacticultor ao cultivo de uma identidade poética. Do espinho do cacto ao espinho pigmentado e artificializado na pele do performer. Do íntimo e da subjetividade do indivíduo artista. Da dor e de seu vínculo inerente ao corpo. Este ensaio visual suscita essas relações que atravessam minha pesquisa em poéticas visuais. O título deste ensaio fotográfico “Um pouco de dor, uma identidade poética”, por sua vez, propõe pensar tais conexões, que podem ou não ser potencializadas pela sensação da dor e que vão sendo, pouco a pouco, desveladas pelo processo de criação.</p> 2022-03-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Contemporânea - Revista do PPGART/UFSM