https://periodicos.ufsm.br/contemporanea/issue/feedContemporânea - Revista do PPGART/UFSM2026-04-30T09:37:24-03:00Reinilda de Fátima Berguenmayer Minuzzirevistacontemporanea@ufsm.brOpen Journal Systems<p style="text-align: justify;"><strong>Contemporânea</strong> - <strong>Revista do PPGART/UFSM</strong> é uma publicação semestral. Pretende ser um espaço de produção de conhecimento, discussão e divulgação de pesquisas em História, Teoria e Crítica da Arte e em Poéticas Visuais, em diálogo com outras áreas de conhecimento como: música, cinema, literatura, artes cênicas, dança e ciências humanas. Tem interesse em publicações resultantes do pensamento de artistas, historiadoras/es, intelectuais, filósofas/os e/ou teóricas/as, e de revisões de literatura e traduções de obras relevantes para as artes, que contribuam tanto para uma análise do campo como para a atualização das artes no âmbito local e global.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>eISSN 2595-5233 | Qualis/CAPES (2021-2024) = A3</strong></p>https://periodicos.ufsm.br/contemporanea/article/view/71614Arte minha, tua, nossa? Convenção e empatia2025-09-12T15:52:57-03:00Teresa de Jesus Paz Martins Lenzitlenzi.lenzi@gmail.com<p>Este texto tem como objetivo o compartilhamento de um conjunto de indagações e reflexões sobre a importância, a potência e o lugar da arte em primeira pessoa no âmbito coletivo. Pergunta-se: por quê e a quem podem interessar memórias pessoais e biografias se elas tratam de universos particulares, subjetividades e idiossincrasias? Como dar visibilidade a memórias e histórias pessoais e conseguir fazer delas amplificadores socioculturais? Como narrar idiossincrasias sem incorrer na prática confessional estrita, ou no exibicionismo? A reflexão funda-se na experiência pessoal, docente, investigativa e criadora da/o autora/o e no diálogo, no campo sociocultural, com autores como Carl G. Jung, Gregory Bateson, Edgar Morin, Francesca Alinovi e Néstor García Canclini e levando em consideração, no campo psicossocial, ao legado de Sigmund Freud e Jacques Lacan. Tem como hipótese de que a chave para que narrativas artísticas em primeira pessoa sejam potentes e consigam ressonância no âmbito ampliado do social, se encontra na conexão consenso simbólico e empatia social.</p>2026-04-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Teresa de Jesus Paz Martins Lenzihttps://periodicos.ufsm.br/contemporanea/article/view/89578Explorando narrativas e identidades em transformação Pós- Guerra Fria: a poética da terra no cinema contemporâneo2025-10-06T17:12:54-03:00Leda do Nascimento Rosa86548077687@estudante.ufjf.br<p>O artigo discorre sobre como os deslocamentos dos indivíduos e a interação com a terra são representados no cinema brasileiro a partir de dez filmes selecionados do período de 1980 a até a segunda década dos anos 2000. O texto explora, inicialmente, o conceito de expulsão de Saskia Sassen, que discute a crise gerada por uma economia pautada na globalização e no capitalismo desenfreado pós-1980, agravando as desigualdades sociais e ambientais. Analisa ainda, uma obra de Edward Said como intelectual exilado vive a experiência do deslocamento pautada em identidades dentro de um viés crítico da própria cultura e a cultura do outro. O cinema, como arte, explora tais experiências ao construir personagens deslocados que vivenciam as migrações motivadas pelo desejo de oportunidades melhores ou por sobrevivência. Os filmes escolhidos ilustram, de alguma forma, as questões colocadas pela socióloga Sassen contribuindo para uma sensibilização quanto às questões que envolvem os deslocamentos.</p>2026-04-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Leda do Nascimento Rosahttps://periodicos.ufsm.br/contemporanea/article/view/89492Perspectivas orientalistas em performance: Tentativa de Esgotamento2025-10-06T17:20:14-03:00Giovana Moura Domingosgiovana.domingos@acad.ufsm.brGisela Reis Biancalanagiselabiancalana@gmail.com<p>A pesquisa apresentada aqui discorre sobre um processo de investigação acadêmica em arte a partir da elaboração de uma poética em Performance. O problema da pesquisa recai sobre estereótipos advindos de produtos da cultura orientalista. A escrita se configura como um debate acerca da produção performativa que funde arte e política. A insurgência dirige-se aos estereótipos que veiculam imagens caricatas a exemplo da Dança do Ventre. Os procedimentos metodológicos depararam-se com a bricolagem e a interseccionalidade. Aborda-se também os conflitos no contexto da pandemia de COVID-19. O resultado obtido foi a videoperformance <em>Tentativa de Esgotamento.</em></p>2026-04-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Giovana Moura Domingos, Gisela Reis Biancalanahttps://periodicos.ufsm.br/contemporanea/article/view/89515Transmutando o tarô para uma poética artística: reverberações intersemióticas2026-01-13T10:46:53-03:00Luise Dolinski Aranhaluisearanha@gmail.comReinilda de Fátima Berguenmayer Minuzziminuzzireinilda@gmail.com<p>O presente artigo discorre acerca do conceito de transmutação, emergente da pesquisa poética em doutoramento, atravessada pela temática dos Arcanos Maiores do Tarô de Marselha (cartas e textos), valendo-se de apropriações de imagens na rede de internet e a produção de colagem digital. O termo transmutação é localizado nos estudos de tradução intersemiótica como um trânsito criativo entre linguagens verbais e visuais, a partir das contribuições de Jakobson, Plaza, Diniz e Camillotti. Com isso, questiona-se: como o conceito de transmutação opera na minha prática artística e quais são as implicações contidas no processo de transmutar as significações e simbologias do Tarô para a poética? À vista disso, objetiva-se apresentar reflexões, junto às produções visuais resultantes do processo artístico, discorrendo acerca das abordagens teóricas e sua reverberação na presente pesquisa, investigando aproximações e distanciamentos conceituais.</p>2026-04-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Luise Dolinski Aranha, Reinilda de Fátima Berguenmayer Minuzzihttps://periodicos.ufsm.br/contemporanea/article/view/62049Uma experiência curatorial com a exposição virtual WorkinProcess_NovoNormal2021-10-07T10:16:32-03:00Cristina Landerdahl Dalla Costacristinalanderdahl@gmail.comTainan Silva do Amaraltainan_amaral@live.comMilena Regina Duarte Corrêamilenadc27@gmail.com<p>A disseminação do vírus causador da COVID-19 ocasionou modificações em todo o mundo, transformando as relações, como por exemplo, pessoais e de trabalho, na criação artística e na sua exposição. Esse texto discorre sobre a experiência de curadoria <em>online</em> da exposição virtual <em>WorkinProcess_NovoNormal,</em> como instrumento avaliativo parcial da disciplina <em>Modos de Fazer e Pensar: Poiéticas e Poéticas, </em>que faz parte do currículo do Doutorado em Artes Visuais do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Santa Maria (PPGART/UFSM).<em> </em>Tem o objetivo de apresentar como se deu o processo curatorial da exposição durante a pandemia de COVID-19, com a continuidade das atividades acadêmicas da disciplina de maneira remota. A exposição reuniu virtualmente a produção artística ainda em processo de instauração de sete artistas pesquisadores em doutoramento no programa, que exploraram o fazer poético e poiético durante o distanciamento. A curadoria, que foi feita por outros três discentes, realizou-se durante o período de isolamento social e ocorreu de forma virtual, desde o contato dos curadores com as obras até o lançamento do catálogo <em>online</em>. Neste sentido, apresenta-se, ainda, o processo de escolha de uma plataforma já existente, e o posterior planejamento da interface desta exposição no <em>Instagram</em> compondo o espaço expositivo, além de reflexões possíveis acerca da curadoria virtual. Os textos da publicação <em>Escritos de artistas: anos 60/70</em>, reunidos e organizados por Glória Ferreira e Cecilia Cotrim, e a obra <em>La naissance d'Icare</em>,<em> </em>de René Passeron, compõem o referencial teórico que apoia a exposição ainda disponível no aplicativo no momento de finalização da escrita deste artigo.</p>2026-04-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2021 Contemporânea - Revista do PPGART/UFSMhttps://periodicos.ufsm.br/contemporanea/article/view/95356PARI PASSU2026-02-09T10:27:37-03:00Reinilda de Fátima Berguenmayer Minuzziminuzzireinilda@gmail.com2026-04-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Reinilda de Fátima Berguenmayer Minuzzihttps://periodicos.ufsm.br/contemporanea/article/view/73561(Des)cobrir-me afro-brasileira2025-08-05T14:16:34-03:00Thais Oliveira da Rosath.rosa76@gmail.com<p> (DES)COBRIR dentro de minha poética desenvolve o duplo significado que a palavra carrega, tanto o ato de tirar o que cobre, abrir, destampar, quanto o de encontrar o que não era conhecido, avistar, revelar. Ao cobrir os meus autorretratos com tinta, construo uma superfície em camadas. Essas camadas de tinta que cobrem por completo as imagens presentes nos autorretratos conceitualmente desenvolvem a ideia de ocultamento. Opto por utilizar a palavra ocultamento para afirmar que, apesar da forte tentativa de apagar a história e a cultura afro-brasileira, essas sempre resistiram, principalmente nas manifestações culturais, na arte, na dança, na luta, nas religiões que seguem sendo cultivadas. Ao perceber essas camadas, tornou-se possível ressignificá-las. A cor como possibilidade de ressignificar a visualidade afro e a cor como camada negativa são conceitos que coexistem, um se transmuta no outro à medida que um se materializa torna possível a presença do outro. O ato de cobrir a si expõe as camadas que cobrem as minhas subjetividades, alguns traços da minha personalidade e buscam enquadrar a minha pluralidade primeiramente como indivíduo e como pessoa negra. No presente ensaio visual suscito a visualidade desse processo subjetivo e íntimo, o (Des)cobrimento de si.</p>2026-04-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Thais Oliveira da Rosahttps://periodicos.ufsm.br/contemporanea/article/view/69952Máscara de argila e selfie = autorretrato2023-10-23T08:21:06-03:00Rogério Tubias Schraiberrgartt@gmail.com<p>Da máscara de argila facial, o embelezamento. Do embelezamento, a <em>selfie</em> como autorretrato. No autorretrato, a subversão do embelezamento como poética irônica e satírica do rosto embelezado. O conjunto de fotografias deste ensaio visual é constituído por <em>selfies</em> que realizei durante um procedimento de aplicação de máscara de argila. Enquanto cobria o rosto com a argila, fotografava-me realizando expressões faciais, por vezes cômicas, diante do <em>smartphone</em>. As <em>selfies</em> deste ensaio registram um processo e propõem a ideia do autorretrato não como uma imagem única, mas como uma narrativa que cria sentido pelo conjunto de fotografias.</p>2026-04-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Rogério Tubias Schraiber