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Universidade Federal de Santa Maria

Ci. e Nat., Santa Maria v.42, e81, 2020

DOI:10.5902/2179460X41198

ISSN 2179-460X

Received: 18/11/2019 Accepted: 09/03/2020 Published: 03/12/2020

Geociências

Urbanização desordenada e degradação ambiental associados a escorregamentos: uma abordagem metodológica para análise temporal de ocupações subnormais

Uncontrolled urbanization and environmental degradation associated with landslides: a methodological approach for temporal analysis of subnormal occupations

Lucas Albuquerque do NascimentoI

Thiago Augusto da SilvaII

Kalinny Patrícia Vaz LafayetteIII

Michele Joyce Pereira dos SantosIV

Ariela Rocha CavalcantiV

I   Universidade de Pernambuco, Recife, Brasil - lnascimento.ec@gmail.com

II  Universidade de Pernambuco, Recife, Brasil - thsilva05@gmail.com

III Universidade de Pernambuco, Recife, Brasil - klafayette@poli.br

IVUniversidade de Pernambuco, Recife, Brasil - mjps2@poli.br

V Universidade de Pernambuco, Recife, Brasil - arc_pec@poli.br

RESUMO

A dinâmica evolutiva dos centros urbanos é condicionada por vários fatores de cunhos econômico e socioambiental. Quando esses fatores se inter-relacionam de forma desbalanceada, que muitas vezes é motivado pela própria ingerência dos órgãos públicos competentes, dá-se origem a problemas de ordem urbanística e social como as ocupações irregulares, gerando elevados riscos ambientais. O objetivo desse estudo foi identificar os níveis de risco ambiental, através de uma abordagem metodológica centrada em análises temporais de ocupação do solo, que acometem um conjunto de encostas do município de Olinda/PE. A pesquisa se desenvolveu com a vetorização de imagens e ortofotocartas de 1974 a 2018 e análise qualitativa dos níveis de risco por meio de uma matriz de causa e consequência. A vetorização demonstrou resultados críticos de supressão vegetal e crescimento da mancha urbana, com cerca de -63,59% e +890%, respectivamente. A matriz resultante apresentou saldo negativo elevado para os níveis de risco ambiental. Logo, o estudo demonstra que as interferências antrópicas que moldaram a região condicionam uma série de impactos socioambientais e que o planejamento e diagnóstico dos níveis de risco é um instrumento de planejamento essencial para intervenção nessas localidades.

Palavras-chave: Níveis de risco; Análise temporal das ocupações; Impactos ambientais

ABSTRACT

The evolutionary dynamics of urban centers is conditioned by several economic and socio-environmental factors. When these factors interrelate unevenly, which is often motivated by interference from competent public agencies, give rise to urban and social problems such as irregular occupations, generating high environmental risks. The objective of this study was to identify the environmental risks levels that affect a set of slopes of the municipality of Olinda / PE, through a methodological approach centered on temporal analyzes of land occupation. The research was developed with vectorization of images and orthophotocards from 1974 to 2018 and qualitative analysis of risk levels through a cause and consequence matrix. Vectorization demonstrated critical results of plant suppression and urban spot growth, with about -63.59% and + 890%, respectively. The resulting matrix showed a high negative balance for environmental risk levels. Thus, the study demonstrates that the anthropogenic interference that shaped the region conditions a series of social and environmental impacts and that the planning and diagnosis of risk levels is an essential planning tool for intervention in these locations.

Keywords: Risk levels; Temporal analysis of occupations; Environmental impacts

1     Introdução

As cidades têm cada vez mais se mostrado como ambientes de desenvolvimento dinâmico, porém muitas vezes desbalanceado. Essa causalidade é facilmente notada entre o crescimento demográfico, que vem acontecendo em ritmo acelerado, e o desenvolvimento da infraestrutura urbana, que não tem acompanhado essa demanda, impactando negativamente a sociedade e o meio ambiente (ZAMBON; SALVATI, 2018).

Na maioria dos casos, são as populações mais carentes das cidades que, por não possuírem condições econômicas, tendem a sofrer os efeitos negativos do crescimento urbano (ANDRADE, 2016). Diante dessa barreira socioeconômica, esses grupos familiares buscam moradia em localidades mais periféricas que, aliado ao descaso das entidades públicas para essa demanda urbanística, dão origem às ocupações desordenadas (SILVA et al., 2019).

Nos últimos anos, muito se tem discutido acerca dos problemas ambientais correlacionados com a temática das ocupações desordenadas, desde as consequências de seu desenvolvimento incorreto, do ponto de vista urbanístico, até os impactos atribulados a sua gestão deficiente. Esses agravantes têm crescido de maneira alarmante em várias partes do mundo, sendo pano de fundo principalmente em países em desenvolvimento (BANDEIRA; NUNES; LIMA, 2016).

No Brasil esse cenário é bastante comum e pode ser encarado como o resultado de um processo que tem suas raízes em fatores que remetem a formação do Estado brasileiro, como o fim do período da escravidão e o início do processo de industrialização (GONÇALVES; NASCIMENTO, 2011). Ambos esses eventos transformadores foram marcados por um grande êxodo rural, que por consequência elevou de forma rápida a população urbana (GONÇALVES; NASCIMENTO, 2011).

Algumas cidades como Recife, Olinda e Rio de Janeiro possuem áreas periféricas que muitas vezes se caracterizam por regiões de encostas, locais com tipologia de relevo e vegetação propensos a muitos riscos e problemas ambientais, quando explorados sem os devidos planejamento e fiscalização (SCHLEE, 2013). Interferências causadas por ações antrópicas como o lançamento de efluentes diretamente na encosta, cortes de talude, desmatamento de vegetação nativa e deposição irregular de resíduos, podem atuar como gatilhos para desastres como deslizamentos de terra nessas localidades (ANDRADE; CALHEIROS; CONCEIÇÃO, 2018).

Aliados com as características pluviométricas e as tipologias construtivas, geralmente precárias dessas localidades, essas ações degradantes irão agir convertendo os meios em zonas de risco ambiental e humano uma vez que os deslizamentos de terra estão intimamente ligados com os períodos de chuva intensa (PARIZZI, 2010; ANDRADE; CALHEIROS; CONCEIÇÃO, 2018). Entretanto, da mesma forma que a percepção acerca dos riscos socioambientais em regiões de encosta cresceu, a consciência para tentar resolver ou mitigar os seus efeitos por parte da comunidade científica e sociedade também se desenvolveu bastante (CREMIATO et al., 2018).

Esforços de entidades nacionais e internacionais representaram uma força conjunta para o desenvolvimento de várias tecnologias e processos que auxiliem na correta gestão urbana dessas áreas (ARENA; MASTELLONE; PERUGINI, 2003; GUNAMANTHA, 2012). Logo, a elaboração de estudos acerca dos impactos e riscos ambientais, em regiões com essa tipologia crítica para as encostas, são de extrema importância para qualquer medida resolutiva.

Diante do exposto, o objetivo desse trabalho é caracterizar e identificar os níveis de risco ambiental que acometem um conjunto de encostas ocupadas desordenadamente no bairro de Águas Compridas, município de Olinda-PE, através de uma abordagem metodológica centrada em análises temporais de ocupação do solo. A área de estudo foi escolhida com base em um deslizamento de terras com vítimas fatais ocorrido na localidade.

2     Caracterização da área

A área em estudo faz parte de um conjunto de encostas adjacentes a Ladeira do Giz que é uma região central do bairro de Águas Compridas, em Olinda-PE. O município de Olinda é um dos mais antigos do estado, compondo a parte litorânea central do estado, e faz parte da Região Metropolitana do Recife (RMR) que é formada por 31 bairros (OLINDA, 2018).

O bairro de Águas Compridas compõe a segunda Região Político Administrativa (RPA-2) de Olinda, com uma área total de 158 hectares. A localidade é historicamente afetada pela falta de infraestrutura e com a menor renda per capita do município, de 2 a 3 salários mínimos (aproximadamente 253,87 USD) (IBGE, 2010; ALENCAR, 2016).

A Ladeira do Giz é fisicamente tomada pela presença de inúmeras encostas e taludes, que no geral se encontram ocupados de maneira desordenada. As residências se caracterizam principalmente por serem moradias autoconstruídas, executadas pelo próprio morador (FIGUEIREDO, 2010). O trecho delimitado na Figura 1 da Ladeira do Giz abrange uma área de 4,26 hectares e se encontra densamente ocupado por edificações residenciais.

Figura 1 – Área de estudo no bairro de Águas Compridas, Olinda-PE

Fonte: Adaptado de Albuquerque (2016); Lapa et al. (2001); Elaborado a partir de Imagem de satélite extraída do Google Earth, datada de dezembro de 2018, em sistema geodésico de referência WGS84

2.1 Aspectos socioeconômicos

O bairro de Águas Compridas é atualmente um dos mais densamente ocupados de todo o município de Olinda, com aproximadamente 21.000 habitantes. Cerca de 17.9% dos domicílios urbanos se encontram locados em vias públicas com urbanização adequada, sistema de drenagem de águas pluviais, calçadas dotadas de meio-fio e pavimentação asfáltica das vias locais (IBGE, 2010). Logo, a maioria da população do bairro, 82,1% das moradias (IBGE, 2010), não possuem acesso a esses equipamentos urbanos mínimos, agravando ainda mais os níveis de risco ambiental da área.

Esse descaso por parte da administração pública, aliado com a fragilidade econômica dos residentes, reflete-se na falta de padrão e controle construtivo das residências e na mínima abrangência do serviço de coleta de esgotos do bairro. A Figura 2 mostra a realidade observada em uma das principais encostas da área de estudo, que é pautada na falta de planejamento urbanístico e sem amparo técnico-construtivo (autoconstruções).

Figura 2 – Construções no bairro de Águas Compridas, Olinda-PE

Fonte: Trabalho de Campo, (15/09/2019), Autores

2.2 Vegetação e relevo

Assim como outras localidades litorâneas do Brasil, antes do surgimento do bairro de Águas Compridas, a região era tomada pela presença de Mata Atlântica nativa (GALVÃO, 2014). Com o grande desmatamento da vegetação, em decorrência do desenvolvimento do Brasil no período colonial, por meio dos comerciantes de madeira e produtores de carvão, a mata da região passou a ser observada apenas em pequenos pontos (ALENCAR, 2016).

Esse processo de degradação da Mata Atlântica prosseguiu até o fim da exploração colonial, vindo a crescer de novo somente com as ocupações desordenadas, decorrentes do crescimento demográfico e da industrialização do país, que motivaram o desmatamento em busca de áreas para os assentamentos do operariado (ALENCAR, 2016).

Consequentemente, essa rápida sucessão de impactos ambientais que a vegetação do local vem sustentando ao longo dos anos alterou suas características, dando espaço a espécies rasteiras ou invasoras, sendo a bananeira o tipo de vegetação mais comum, e que representa perigo para essas regiões, devido à alta retenção de umidade em seu sistema radicular (GALVÃO, 2014).

Na região é possível perceber pequenos trechos de Mata Atlântica remanescentes no município, como o da reserva da Mata do Passarinho, que dista 1,5 km do local de estudo, abrangendo 14 hectares, onde se verifica a presença de espécies como Jacarandá, Pau Sangue, Oiti, Sucupira e Visgueiro, além de coqueiros e outros tipos de arbustos (OLINDA, 2013; ALENCAR, 2016).

Na localidade é composta por um conjunto variado de espécies vegetais que apresenta características distintas das comumente encontradas na Mata Atlântica, conforme mostrado na Figura 3.

Figura 3 – Vegetação corriqueiramente encontrada no bairro de Águas Compridas

Fonte: Trabalho de Campo, (15/09/2019), Autores

O relevo de Olinda é caracterizado por várias tipologias, sendo predominantes as planícies costeiras (terraços marinhos e cordões) e planícies fluviomarinhas (brejos e mangues) e tabuleiros dissecados, que podem chegar a até uma altitude de 80 metros (CPRM, 2014).

A localidade onde a área de estudo está inserida, as encostas do município apresentam declividades médias de 25º e ocupam uma faixa de 132 hectares da área do município. O bairro de Águas Compridas se encontra na Zona Oeste do município (Figura 4), que possui encostas com declividades que podem chegar a até 45º, fato que favorece deslizamentos de terra.

Figura 4 – Mapa de declividades médias do município de Olinda-PE

Fonte: Adaptado de CPRM (2014)

2.3 Clima

No litoral pernambucano o clima que predomina é o tropical-úmido que sofre ação da massa tropical atlântica, provocando chuvas intensas em curto período de tempo, extremamente perigoso para áreas de encosta, e que tem como características elevadas temperaturas e alto teor de umidade (ARAÚJO; SILVA; CARVALHO, 2006).

Os índices pluviométricos para o município se situam entre 1250 mm e 2000 mm e tem a temperatura média de 25ºC (FREITAS, 2019). De acordo com relatórios apresentados pela Agência Pernambucana de Águas (APAC), a região é afetada pela ação de chuvas intensas e duradouras, com quase 60 % do volume anual concentrado entre os meses de abril e julho, portanto, esse é o período de maior risco tendo em vista que a água será o maior agente de deflagração dos deslizamentos (APAC, 2016; GALVÃO, 2014).

A área de estudo foi escolhida com base em um deslizamento que ocorreu no dia 30/05/2016 em uma encosta na Ladeira do Giz, no bairro de águas compridas, zona oeste de Olinda, Figura 5. Neste dia, em apenas 6 horas, houve precipitação de 200 mm, equivalente a 67% da média do mês, agravando a situação e levando a três vítimas fatais (G1, 2016).

A Figura 5 mostra os resquícios de intervenção feitos pelo órgão de defesa civil da prefeitura que optou pela aplicação de lonas plásticas, uma medida de prevenção de acidentes não estrutural e que não garante resultados a longo prazo, além de requerer constante manutenção.

Figura 5 – Local do deslizamento de terra em Águas Compridas, Olinda-PE

Fonte: Trabalho de Campo, (15/09/2019), Autores

Na localidade é possível observar a ausência de ações de manutenção, por parte do órgão público competente, para os métodos remediativos presentes na encosta. A aplicação de lonas plásticas é uma metodologia que apresenta resultados satisfatórios quando executada de forma correta, porém, necessita de constantes monitoramento e manutenção, uma vez que servem como paliativo para soluções em definitivo, como os muros de arrimo (medida estrutural).

3     Metodologia

O desenvolvimento da pesquisa se deu através da análise do processo de urbanização da encosta, e da análise qualitativa dos impactos e riscos ambientais. Os procedimentos foram divididos em três etapas: coleta de dados; mapeamento do histórico de ocupações; análise qualitativa.

A obtenção dos dados se deu através de visitas à área de estudo para análise dos parâmetros de risco ambiental que possam acometer a encosta como a tipologia das construções, vegetação, equipamentos de drenagem e saneamento, descarte incorreto de resíduos sólidos, construções próximas e poluição dos efluentes.

Identificados os possíveis fatores condicionantes de risco, foram realizados registros fotográficos, além das coordenadas geográficas, de forma a permitir a obtenção de imagens e ortofotocartas georreferenciadas da região.

As imagens foram obtidas junto com a Agência Estadual de Pesquisas e Planejamento de Pernambuco (CONDEPE/FIDEM), que forneceu as ortofotocartas referentes aos anos de 1974, 1981 e 1997, além do software Google Earth Pro Versão 7.3.1.457, onde foi obtida a imagem para o ano de 2018.

Através das imagens e ortofotocartas georreferenciadas, foi possível a elaboração de mapas vetorizados que auxiliaram no processo de quantificação dos parâmetros de ocupação desordenada. Os indicadores utilizados para a análise temporal foram separados em três tipologias, conforme Tabela 1.

Tabela 1 – Tipologias estudadas na análise temporal

Tipo

Descrição

Mancha Urbana

É determinada pela impermeabilização do solo através de intervenção antrópica: construções e/ou áreas pavimentadas

Solo exposto

Áreas sem a presença de vegetação, podendo ser o resultado de queimadas e/ou processos erosivos;

Vegetação

Áreas com copas de árvores e/ou florestada, gramados e vegetações rasteiras

 

A vetorização dos mapas foi realizada com o auxílio do programa ArcGis 10.0, com escalas fixadas em 1:2500. Com os valores percentuais determinados para cada uma das tipologias de estudo (Tabela 1), foi realizada a análise temporal automatizada a partir do Sistema de Informações Geográficas (SIG), que de acordo com Corominas et al. (2014), é uma ferramenta de fundamental importância para gestão urbana.

Além dos quatro mapas normalmente vetorizados, um quinto foi gerado a partir da evolução temporal do indicador vegetação, fazendo uma comparação quantitativa de forma direta referente aos anos de 1974 e 2018, podendo assim, identificar visualmente o impacto gerado após os 44 anos.

Para a análise de risco ambiental, foi utilizada uma adaptação da matriz de probabilidade e consequências, metodologia essa que permite identificar e mensurar os indicadores que potencializam ou reduzem a susceptibilidade de determinada área a desastres social.

Essa metodologia foi desenvolvida por Leopold (1971) e consiste em uma tabela bidimensional, do qual o eixo vertical representa as ações/indicadores de impacto, e o horizontal, os efeitos/consequências causados ao meio natural. Os procedimentos de montagem da matriz são determinados pela NBR ISO/IEC 31010 (ABNT, 2012), que indica a criação de escalas personalizadas de causalidade e efeito que refletirão positivamente ou negativamente nos resultados da análise.

Como em qualquer análise qualitativa, a determinação dos valores depende da percepção crítica do pesquisador, tornando os resultados da análise praticamente únicos, ou seja, para otimização é necessário um olhar multidisciplinar do observador (ALBUQUERQUE et al., 2017). A Tabela 2 mostra as escalas de pontuação para a matriz, de acordo com a qualificação, natureza e reversibilidade do impacto ambiental.

Tabela 2 – Tipologias estudadas na análise temporal

Classe

Indicadores de Impacto

Qualificação

0

1

2

3

4

5

Inexistente

Baixíssimo Grau

Baixo Grau

Médio Grau

Alto Grau

Altíssimo Grau

Natureza

Positivo (+) ou Negativo (-)

Reversibilidade

Reversível ou Irreversível

Legenda: São apresentadas as 3 classes de avaliação dos níveis de risco da matriz de causa e consequência, sendo um resultado encontrado para a cada uma das classes.

Os riscos podem ser qualificados em níveis crescentes que variam de 0 a 5, que em conjunto com a natureza do mesmo pode fornecer notas que variam de -5 a +5, ou seja, 11 níveis de qualificação do risco. Além das classes de qualificação e natureza o risco pode ser classificado como reversível ou irreversível.

4     Resultados

 4.1 Análise do histórico de ocupações

A realidade observada para a comunidade da Ladeira do Giz, em Águas Compridas, serve como um exemplo atual do nível de precariedade dos serviços públicos vivenciado pelos moradores. A maior parte dos indicadores observados nas áreas de encosta atenta para a necessidade de intervenção na região.

Os problemas de ordem socioambiental se estendem desde as condições físicas precárias, como a deficiência dos equipamentos de saneamento básico e construções sem acompanhamento técnico, até problemas de ordem educacional como depósitos irregulares de resíduos sólidos próximos a áreas de vegetação, conforme indicado nas Figuras 6 e 7.

Figura 6 – Indicador de saneamento básico ineficiente na Ladeira do Giz

Fonte: Trabalho de Campo, (15/09/2019), Autores

Figura 7 – Deposito irregular de resíduos na Ladeira do Giz

Fonte: Trabalho de Campo, (15/09/2019), Autores

Através dos mapas vetorizados obtidos para a região constata-se que essa realidade não era a mesma encontrada para as décadas anteriores, contrastando as enormes mudanças fisiográficas sofridas pelo local ao longo de 44 anos. Os resultados da vetorização das áreas dos mapas são apresentados na Tabela 3, onde as taxas de variação negativas (-) representam redução, enquanto que as positivas (+) aumento da área no período em análise.

Tabela 3 – Áreas e taxa de variação dos parâmetros de ocupação

Tipo

Áreas (ha)

Taxa de Variação (%)

1974

1981

1997

2018

1974 a 1981

1981 a 1997

1997 a 2018

1974 a 2018

Vegetação

3,35

2,07

2,16

1,22

- 38,21

+4,34

- 43,52

- 63,59

Solo Exposto

0,61

1,36

0,07

0,08

+ 122,95

- 94,96

+ 14,28

- 86,89

Mancha Urb.

0,30

0,84

2,04

2,97

+180,00

+ 142,85

+ 45,58

+ 890,00

Legenda: A coluna referente às Áreas mostra o valor identificado, em ha, para cada tipo de cobertura em determinado ano e a coluna Taxa de Variação mostra, em %, a variação, positiva (+) ou negativa (-), que cada tipo de cobertura teve para os períodos em análise.

No ano de 1974 a região se caracterizava pela presença abundante de vegetação nativa, e pelo quantitativo reduzido da mancha urbana, que representavam respectivamente cerca de 78,62% (3,35 ha) e 7,04% (0,30 ha) dos 4,26 ha da área de estudo, Figura 8. Isso se deve, em grande parte, a distância do bairro de Águas Compridas aos grandes centros comerciais da época e a reduzida população local.

Figura 8 – Situação da Ladeira do Giz em 1974: Limite da área de estudo (a) e ocupação territorial (b)

Caixa de Texto: a)

Caixa de Texto: b)

Fonte: Elaborado a partir da Ortofotocarta 12241 da CONDEPE/FIDEM (Agência Estadual de Pesquisas e Planejamento de Pernambuco), datada de 1974, em escala 1:2.500, com Datum Vertical Marégrafo de Imbituba – SC e Datum Horizontal Córrego Alegre

O ano de 1981 começou a apresentar sinais de transformação com o avanço da mancha urbana que aumentou 180% em relação a 1974, mostrando que para um curto período de 7 anos a população residente teve um aumento considerável, conforme mostrado na Figura 9. Resultados esses evidenciados nas reduções das áreas de vegetação (-38,21%) e no aumento, também elevado, para o parâmetro solo exposto (+122,95%).

Figura 9 – Situação da Ladeira do Giz em 1981: Limite da área de estudo (a) e ocupação territorial (b)

Caixa de Texto: a)

Caixa de Texto: b)

Fonte: Elaborado a partir de Ortofotocarta 331011 da CONDEPE/FIDEM (Agência Estadual de Pesquisas e Planejamento de Pernambuco), datada de 1981, em escala 1:2.500, com Datum Vertical Marégrafo de Imbituba – SC e Datum Horizontal Córrego Alegre

Nos anos subsequentes, a ocupação claramente sem controle urbanístico da região foi ficando mais evidente pelo avanço do parâmetro mancha urbana, que apresentou crescimentos progressivos de 142,85% no período de 1981 a 1997 e valor mais singelo para o período de 1997 a 2018 (+43,52%), conforme mostrado nas Figuras 10 e 11.

A vegetação apresentou leve crescimento durante os 16 anos entre 1981 e 1997, com uma taxa de 4,36%, algo que aconteceu em conjunto com a redução brusca de áreas de solo exposto, evidenciando que as transformações sofridas resultaram em conversões para áreas de mancha urbana e vegetação.

De 1997 até o ano de 2018, período mais longo entre as análises, a vegetação teve a sua maior redução, onde cerca de -43,52% de toda área foi desmatada, dando espaço às ocupações que cresceram em valores muito próximos (+45,58%), Figura 11.

Figura 10 – Situação da Ladeira do Giz em 1997: Limite da área de estudo (a) e ocupação territorial (b)

Caixa de Texto: a)

Caixa de Texto: b)

Fonte: Elaborado a partir de Ortofotocarta 053 da CONDEPE/FIDEM (Agência Estadual de Pesquisas e Planejamento de Pernambuco), datada de 1997, em escala 1:2.500, com Datum Vertical Marégrafo de Imbituba – SC e Datum Horizontal Córrego Alegre

Figura 11 – Situação da Ladeira do Giz em 2018: Limite da área de estudo (a) e ocupação territorial (b)

Caixa de Texto: a)

Caixa de Texto: b)

Fonte: Elaborado a partir de Imagem de satélite extraída do Google Earth, datada de dezembro de 2018, em sistema geodésico de referência WGS84.

 

No geral a área correspondente a mancha urbana apresentou um crescimento muito elevado se comparada com as demais tipologias de cobertura do solo estudadas, totalizando um aumento de 890% em relação a sua área inicial (0,3 ha). Esse fator aliado à redução percentual de 63,59%, apresentada pela vegetação (Figura 12), elevou consideravelmente o risco ambiental de deslizamento.

Figura 12 – Mapa da variação temporal de ocorrência de vegetação no período de 1974 a 2018

Fonte: Elaborado a partir de Imagem de satélite extraída do Google Earth, datada de dezembro de 2018, em sistema geodésico de referência WGS84

De acordo com a classificação de riscos ambientais de deslizamento em encostas apresentada por Andrade et al. (2018), as encostas que compõem a Ladeira do Giz apresentam risco potencial de deslizamento acima da média (6 numa escala de 0 a 10).

A ação conjunta desses impactos, que estão em constante exposição na área, condiciona o meio a deslizamentos, como o ocorrido em 2016. Um acidente similar foi relatado por Oliveira, Dantas e Torres (2014) e Santos et al. (2019), realizados em uma região de encosta próxima a uma Reserva de Mata Atlântica, na cidade do Recife.

Os resultados dos estudos identificaram que ações antrópicas, como a deposição irregular de resíduos sólidos, aliado com as transformações temporais que a região experimentou em 33 anos, resultaram em uma redução de 415% das áreas de vegetação nativa (OLIVEIRA; DANTAS; TORRES, 2014) e uma taxa de crescimento de 264% da mancha urbana (OLIVEIRA; DANTAS; TORRES, 2014; SANTOS; SILVA; LAFAYETTE, 2019) foram os responsáveis pelo deslizamento de terra ocorrido na área.

4.2 Matriz de probabilidade e consequência

Os dois eixos da quadrícula da matriz de probabilidade e consequência apresentaram resultados parciais positivos/negativos. As resultantes do processo de elaboração da tabela de causalidade formaram 13 quadriculas verticais por 7 horizontais, totalizando 91 interações possíveis, como mostrado na Tabela 4.

Tabela 4 – Matriz de probabilidade e consequência

AÇÕES QUE PODEM CAUSAR IMPACTOS

FATORES QUE PODEM SER AFETADOS

Total (+)

Total (-)

SALDO

Erosão e Degradação do Solo

Movimento de Massa de Terra

Escoamento Superficial

Redução da Biodiversidade

Qualidade de Vida

Poluição Visual

Exclusão Social

Supressão da vegetação nativa

-5

-5

-4

-5

-2

-3

-1

0

5

-25

Solo exposto

-3

-2

-4

-5

-3

-2

0

0

9

-19

Impermeabilização do solo

-5

-4

-5

-5

0

-3

0

0

2

-22

Edificações em áreas de encosta

-5

-5

-5

-5

-4

-2

-4

0

0

-30

Presença de espécies vegetais impróprias

2

-3

-3

2

0

-4

0

2

8

-6

Tipologia construtiva

-3

-1

0

2

-4

-5

-2

2

5

-13

Cortes irregulares de talude

-4

-5

-5

-4

-5

-3

0

0

6

-26

Esgoto

-1

-1

0

-5

-5

-4

-4

0

0

-20

Deposição irregular de resíduos sólidos

-3

-3

-2

-4

-5

-5

-3

0

5

-25

Descarga de água pluvial

-5

-5

-5

4

0

0

0

4

5

-11

Obstrução das galerias e drenos

-4

-3

-5

0

-3

-5

-3

0

3

-23

Vegetação de grande porte

4

3

2

5

5

5

2

26

0

26

Muretas de contenção

4

5

0

0

5

3

-1

17

1

16

Total (+)

10

8

2

13

10

8

2

 

Total (-)

-38

-37

-38

-33

-31

-36

-18

 

SALDO

-28

-29

-36

-20

-21

-28

-16

 

-178

Legenda: A tabela mostra a interação de cada tipo de ação (descritas na vertical) em função dos fatores que podem ser afetados (descritos na horizontal). A pontuação aferida para cada interação representa o nível do risco ambiental, a cor representa a reversibilidade da interação e a positividade (+) ou negatividade (-) representa a natureza do risco.

Observando os resultados em conformação com reversibilidade dos impactos, apenas 6 interações da matriz foram qualificadas como irreversíveis, em que todos os fatores foram ligados a instabilidade da encosta e a biodiversidade, que do ponto de vista técnico aliado com a realidade socioeconômica vivenciada pelos moradores, pode ser declarado com esse grau negativo de reversibilidade.

A análise dos impactos em relação à sua natureza apresentou valores negativos para todos os resultados de fatores que podem ser afetados, demonstrando os resultados mais críticos para classe escoamento superficial (-36), fator que aliado a erosão e degradação do solo, tem influência direta no desencadeamento de deslizamentos de terra.

Apenas os impactos relacionados às muretas de construção e à vegetação de grande porte apresentam saldo positivo, indicando que sua presença é de vital importância para regiões com a da Ladeira do Giz. O saldo total para a composição final de toda a matriz resultou em valores da ordem de 178 pontos negativos de um total de -450 (caso todas as quadrículas da matriz resultassem em risco -5), para uma escala de variação de ± 5 pontos. Esse valor denota um nível muito elevado de riscos ambientais.

O estudo de Santos, Silva e Lafayette (2019) apresentou valores de negativos similares para os impactos ligados diretamente ao deslizamento de terra (escoamento superficial, erosão, degradação do solo etc.).

5      Conclusões

Na região da Ladeira do Giz, área composta pela formação de várias encostas, ficaram constatados os efeitos negativos decorrentes das ocupações irregulares que vem acometendo a região nos últimos 44 anos (1974-2018). A análise temporal em conjunto com a avaliação dos impactos ambientais da matriz de causas e consequências evidenciaram os elevados níveis de risco ambiental encontrados na região.

Os dados fotográficos, acerca das ações e fatores de impacto socioambiental coletados “in loco”, compuseram os critérios para a qualificação de cada um dos impactos que acometem a região, denotando deficiência/ausência dos equipamentos urbanos nos logradouros públicos, desde a ineficiência dos sistemas de drenagem urbana ao planejamento urbanístico do local.

A análise temporal das ocupações que ocorreram na região demonstra resultados elevados para as taxas de crescimentos e redução das camadas de mancha urbana (+890%) e Vegetação (-63,59%), respectivamente. A união desses fatores físicos eleva consideravelmente os níveis de risco de deslizamentos da região, que agora conta com menos da metade da área disponível para atender a elevada demanda pluviométrica local.

Diante dos resultados da matriz de causa e consequência foi possível qualificar o grau de cada um dos impactos encontrados nas encostas, que apresentou saldo negativo elevado, atestando, em conjunto com os dados da análise temporal, que a região é um foco de condicionantes para a ocorrência de deslizamentos de terra, como o ocorrido em 2016.

Portanto é possível inferir que o estudo apresentou os impactos ambientais que acometem uma região de encostas no bairro de Águas Compridas, no município de Olinda, mensurando e apontando as principais fontes dos riscos ambientais que caracterizam a área. A utilização dessas metodologias de mensuração de riscos é de extrema importância para o diagnóstico dos problemas e auxílio no planejamento correto, para qualquer região com histórico de ocupações irregulares.

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